terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Chuvas de verão serão devastadoras

As chuvas de verão que costumam castigar o estado de São Paulo podem ser mais devastadoras ainda nesta temporada. A estação vai até março, mas só em dezembro já ocorreram 32 mortes no estado - de acordo com o governo paulista, no último verão foram registradas 29. E os meteorologistas preveem um mês de janeiro ainda mais assombroso. "Estamos sob influência do fenômeno El Niño, e isso deve trazer chuvas intensas para as regiões Sul e Sudeste do país", diz Adilson Nazário, técnico em meteorologia do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da cidade de São Paulo. O fenômeno meteorológico causa o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que por sua vez culminam com chuvas anormais. Segundo o estudioso Adilson Nazário, a média histórica de chuva em dezembro para a capital é de 201 milímetros. Mas em 2009, até o dia 29, choveu 248 milímetros. "Para janeiro, a média prevista é de 239 milímetros, mas devemos nos basear no que aconteceu em dezembro e esperar algo mais forte."
O elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, no centro, ficou interditado nas duas vias por cerca de uma hora. Carros encobertos pela água no bairro do Bom Retiro, na região central da cidade.
Alagamento após o transbordamento do rio Tietê, na Marginal, sob a ponte Aricanduva, sentido centro, na zona leste.
Rua Sampaio Correia, no bairro do Limão, na zona norte da capital. Em sete horas, a precipitação na cidade superou o esperado para 15 dias do mês.
Marginal Tietê com as pistas expressa e local interditadas, na altura da ponte Atílio Fontana, no sentido da rodovia Ayrton Senna.
Trecho da Marginal Tietê por volta das 16h. Pouco antes das 13h50, a CET registrava 117 km de lentidão e 56 pontos de alagamento.
Alagamento na avenida Ordem e Progresso, próximo à ponte do Limão, na zona norte.
Alagamento na estrada das Lágrimas, sobre o Córrego dos Meninos, em São Caetano, na Grande São Paulo.
Alagamento na rua Carmo Zaccour, no Bom Retiro, região central. Prevenção - Em 2008/2009 a prefeitura de São Paulo estreou o Plano Preventivo de Chuvas, coordenado pela Defesa Civil, para reunir recursos de órgãos e secretarias municipais, para reduzir perdas e danos causados à cidade e aos cidadãos. Entre as metas estavam remover famílias de áreas de risco, além de realizar operações de desobstrução de bueiros e limpeza de ruas. Quando VEJA.com entrou em contato com a Defesa Civil para saber sobre a preparação da cidade para enfrentar as chuvas, a assessoria do órgão copiou o texto de seu site como resposta. O texto está publicado desde o dia em que o plano foi anunciado, em novembro de 2008. Até o dia 29 de dezembro, a capital registrou cinco mortes, dois feridos, 267 desabrigados e 2.544 desalojados. Ao falar sobre como a cidade estaria preparada, o secretario adjunto Penido diz que "a capital está estruturada para a chuva". E que "a atuação sistemática em um curto prazo e médio prazo estão sendo executados nas bacias. Mas se chover acima do que a cidade aguenta, não temos muito o que fazer." E quanto a cidade aguenta? De acordo com Flávio dos Santos Rodrigues, engenheiro do CGE, o limite suportável da cidade é de 20 milímetros de chuva num dia. "As tradicionais pancadas de chuvas de verão costumam ser de 30 milímetros", segundo o engenheiro.

MENSAGEM DE NETUNO

Netuno o Senhor de todos os Mares
O BEM-AMADO NETUNO diz: Lunara e Eu respondemos ao chamado de Hélios e Vesta e oferecemos Nossos serviços, na criação da Terra. Em razão de Nosso grande “Momentum” ou Forças acumuladas e afinidades, fomos escolhidos para criar e governar o Elemento ÁGUA, que forma uma gigantesca almofada na superfície da Terra, bem como a maior porção de vossos corpos físicos e emocionais. A freqüência vibratória da substância requerida para o Elemento ÁGUA deste planeta, na época de sua criação, foi muito mais acelerada do que é hoje em dia. As águas dos belos oceanos, lagos e rios eram cristalinas, puras e irisadas. Elas literalmente “cantavam”, unindo-se à música da bela atmosfera da Terra. As ondinas eram felizes em poderem servir tão belo elemento e, realmente, tudo estava em paz no Reino onde nós servíamos.
Os povos da Terra amavam a água e divertiam-se com o seu serviço purificador e refrescante, bem como velejavam alegremente em sua superfície. Em compensação, as ondinas e os eletrons que compunham o Elemento ÁGUA amavam a humanidade e gostavam imensamente de servi-la. A água é consagrada pelo Altíssimo Deus Todo Poderoso como AMIGA para o homem! Será este também um amigo do Elemento ÁGUA? Pensai nisto! Muitas atrocidades têm sido cometidas, pela humanidade da Terra, usando o Elemento ÁGUA, para extinguir a vida, não somente dos seres humanos, bem como de animais. Muitas emanações de vida têm participado de naufrágios, onde navios foram afundados e grande número de pessoas foram afetadas. Estes acontecimentos estão registrados nos corpos etéricos e emocionais da humanidade encarnada, e também nos veículos internos de muitos que ainda estão por encarnar-se. O medo do Elemento ÁGUA é devido a algumas experiências cruciantes de sofrimento e pavor. Faríeis aqui uma pausa e apelaríeis em favor da remoção cósmica dos registros de toda a massa etérica, de toda destruição causada pelo mau uso do Elemento ÁGUA pela humanidade inteira, desde a “queda” do homem? Então, por favor, apelai à Lei do Perdão por todas as emanações de vida que, consciente ou inconscientemente, usaram o Elemento ÁGUA como fator de destruição. Isto inclui muitas emanações de vida que ainda se encarnarão sobre a Terra.
O corpo emocional da humanidade encontrará grande alívio em seu desconforto, enquanto os discípulos apelam à Lei do Perdão, pelo mau uso do Elemento ÁGUA. Abençoai-a conscientemente e aceitai a oferta de sua cooperação, agora, ao instituir-se a permanente Idade de Ouro de Saint Germain, neste planeta. Por meio da água, vossos corpos físicos serão também purificados e muitos detritos desses veículos serão removidos. Estamos prontos e desejosos, mas esperamos vosso apelo, para assistir-vos.
TORNAI-VOS AMIGOS DO ELEMENTO ÁGUA EM VOSSO MEIO-AMBIENTE! Abençoai-o! Vede como as ondinas e os eletrons, dentro da substância da água, vos respondem! Jesus dominou esse Elemento, porque Ele havia dominado primeiramente o Seu próprio mundo emocional. As impetuosas tormentas, as inundações, a distribuição desequilibrada da precipitação da água são devidas ao abuso cometido pela humanidade contra este Elemento. TUDO ISTO PODERÁ SER REMOVIDO COM VOSSA COOPERAÇÃO. Até o dia de hoje, Lunara e Eu trabalhamos praticamente sozinhos neste empreendimento. Agora, Eu vos digo, assim como outrora Jesus disse: “Até aqui trabalhou o Pai, agora Eu e o Pai trabalhamos juntos”. A substância da água, cooperando com Virgo e o poderoso Hélios, tem tornado possível para vós cada colheita, e a dádiva da água em vosso corpo vos tem dado a capacidade de SENTIR! O indivíduo QUE AINDA NÃO PODE SENTIR PROFUNDAMENTE tem muito que aprender no caminho, em direção à Liberdade Divina! Já conheceis quão poderosa é a força do amor que é necessária para produzir a maré alta e deixá-la desaguar novamente na superfície arenosa? O controle de energia que está dentro daquele poder da força centrípeta... AQUELE PODER Eu vos ofereço aquele poder poderá ser vosso onde as ondas das enchentes rolarem, onde os rios transbordarem, onde o céu abrir as eclusas (represas) de água; vós também, pelo poder do AMOR e EM NOME DE NETUNO E DE LUNARA, juntos ao nosso lado, podereis ser Mestres daquele Elemento! Lembrai-vos e aceitai o MEU “Momentum” e também o de Minha Chama Gêmea dentro de vosso mundo e PRATICAI-O! Mas, PRATICAI-O AGORA, nos dias de Paz, para que o vosso “momentum” e sentimento de controle do Elemento ÁGUA seja um com o Meu! Se não puderdes sentir este controle dentro de vós, Eu CARREGO, CARREGO, CARREGO Meu sentimento, como Pai das Águas, para dentro de vosso corpo emocional, agora, neste momento. ACEITAI-O E SABEI VÓS que também na EMERGÊNCIA, ligados a Mim (Netuno falando) sois investidos com o poder do controle e Mestria deste Elemento.
Agora, bem-amados, lembrai-vos: quando pensardes no Elemento ÁGUA e tiverdes oportunidade para concentrar-vos no domínio das tempestades e das chuvas, lembrai-vos de que EU ESTOU TÃO PERTO DE VÓS QUANTO PERMITIRDES! Lembrai-vos de MIM e aceitai o sentimento de Pureza e Liberdade que “EU SOU”!
BENÇÃO AO ELEMENTO ÁGUA BEM-AMADA PRESENÇA DIVINA “EU SOU” EM MIM e em toda a humanidade. BEM-AMADOS NETUNO E LUNARA, nós Vos abençoamos, abençoamos, abençoamos e Vos agradecemos e a todos os Seres do Elemento ÁGUA, a todas as ondinas, que têm servido a nós e a toda a humanidade, que nos servem e nos servirão. Nós abençoamos o Elemento ÁGUA, em toda parte, e as benditas ondinas, que são Vossas mensageiras, pedindo que todas as atividades destruidoras da água sejam transmutadas pela Transformadora Chama Violeta e que nunca mais esse Elemento participe de vendavais, tufões, ressacas ou qualquer atividade destruidora.

Rastro de destruição na Ilha da Madeira

Enchentes causam 40 mortes e deixam rastro de destruição na Ilha da Madeira. A paradisíaca Ilha da Madeira, em Portugal, foi devastada pelas enchentes de sábado, que causaram a morte de pelo menos 40 pessoas, embora as equipes de resgate acreditem que haja mais corpos nos veículos e casas soterrados por toneladas de lama. Alguns dos pontos que mais atraem turistas na baía de Funchal, a capital do arquipélago, viraram verdadeiros lamaçais. Nas ruas e estradas, equipes trabalham retirando o lixo e os escombros arrastados com violência pelas ladeiras da cidade. Em meio às casas e automóveis destruídos, os bombeiros já encontraram os corpos de 17 pessoas. Porém, ainda não foi possível chegar a muitos lugares da periferia da cidade, onde as vias e as torres de transmissão de energia e de cabos de telefone foram varridas pela força das águas junto com casas inteiras. O secretário de Assuntos Sociais do Governo regional, Francisco Ramos, disse à imprensa neste domingo que o número de mortos pode subir à medida que a Defesa Civil alcançar as partes altas da cidade mais atingidas e limpar áreas que estão cobertas de barro. De Lisboa, partiram nas últimas horas vários aviões e uma fragata militar com ajuda médica, helicópteros, mergulhadores e especialistas da Guarda Nacional com cães farejadores. O Governo nacional também enviou uma equipe de médicos legistas para acelerar o trabalho de identificação dos corpos, além de bombeiros e agentes da Defesa Civil. As Forças Armadas, por sua vez, começaram a instalar pontes e recuperar estradas destruídas pelas enchentes, ao passo que o primeiro-ministro português, José Sócrates, disse nesta madrugada, após viajar para a ilha na noite de sábado, que "toda a ajuda de que o Governo regional precisar" está assegurada. Toda a população da região, de 260 mil habitantes e que está quase totalmente concentrada na ilha que dá nome ao arquipélago, viveu momentos de pânico durante as 15 horas de chuvas torrenciais registradas ontem. São vários os relatos na imprensa local das pessoas que se salvaram por pouco, instantes antes de suas casas serem soterradas pela lama ou arrastadas pela água. Neusa Abreu contou que ela e o filho de 13 anos escaparam da morte porque sentiram a casa tremer com a força de uma enchente súbita na parte baixa de Funchal. No bairro nobre de Pena, onde vive o chefe do Governo regional, Alberto João Jardim, a enchente levou embora um caminhão dos bombeiros, que arrastou junto vários carros, um deles com uma criança e adultos em seu interior. Não muito longe dali, agentes da Defesa Civil recolheram o corpo de uma criança arrastada pelas águas e soterrada por lama. Na zona norte da cidade, um táxi cheio de passageiros foi parar no jardim de uma casa, ao passo que em Trapiche, também na parte alta de Funchal, uma senhora morreu ao ver sua casa ser destruída pelo temporal. No município de Santa Cruz, Claudia Ferrão e seu marido dormiam na madrugada de sábado quando sentiram o estrondo das águas inundando sua casa. Eles só tiveram tempo de sair com a roupa do corpo. Além arrastar o imóvel, a enchente levou dois carros, derrubou um muro de 15 metros e fez uma cratera na rua. Em algumas regiões de Funchal e em suas imediações, o barro acumulado passa de cinco metros de altura. Em outras localidades, só é possível ver o tetos dos veículos e de casas soterradas. Segundo as autoridades, um dos problemas da cidade no momento é a falta de água potável, dados os danos que a chuva causou às infraestruturas. Também não há luz nem telefone em muitas regiões da ilha, às quais os serviços de manutenção não conseguem chegar simplesmente porque centenas de metros de ruas e estradas desapareceram. O prefeito de Funchal, Miguel Albuquerque, declarou hoje que nas áreas mais altas cidade a situação vivida no sábado foi "dantesca". Uma das prioridades agora, além do socorro às vítimas, é a limpeza do município e o restabelecimento dos serviços básicos. No entanto, esse trabalho pode demorar vários dias, porque, apesar da ajuda do Governo nacional, hoje faltavam escavadeiras e caminhões para desentulhar as várias áreas da cidade tomadas por pedras e entulhos arrastados pelas enchentes. Entre os distritos municipais mais afetados pelas inundações estão os de Ribeira Brava e Santo Antônio. Pequenas localidades da parte sul da ilha, como Serra d'Água, Curral das Freiras, Calheta,e Jardim do Mar amanheceram isolados, sem que as autoridades tivessem informações sobre possíveis vítimas entre a população local. A parte norte foi menos atingida, mas também havia problemas de comunicação entre algumas localidades.

Temporal espalha morte e destruição na Ilha da Madeira

O forte temporal ocorrido na Madeira provocou pelo menos 32 mortos, de acordo com os dados das autoridades do arquipélago. O número de vítimas mortais poderá, contudo subir nas próximas horas, com o avanço dos trabalhos de limpeza do entulho, provocado pelas fortes enxurradas que arrastaram várias viaturas para o Atlântico e destruíram dezenas de casas. O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, revelava ontem, ao início da noite, a confirmação de 32 mortes, sendo que 'eventualmente o número poderá aumentar'. Miguel Ferreira, diretor clínico do Hospital Dr. Nélio Mendonça, adiantou que foram assistidas 101 pessoas, acrescentando que ao final do dia o ambiente estava 'mais calmo'. Verificada uma melhoria das condições do tempo, a Proteção Civil da Madeira assegurava que estavam a ser feitos todos os esforços para restabelecer a circulação automóvel entre o Funchal, a zona oeste e o interior da ilha. 'Temos ainda várias situações complicadas, de povoações sem qualquer acesso, na zona oeste da ilha e no interior, mas estão a ser feitos todos os esforços para restabelecer o contacto com essas zonas', disse o vice-presidente da Proteção Civil regional, Pedro Barbosa. O responsável da Proteção Civil madeirense lembrou ainda que muitas estradas estão interrompidas devido a aluimentos de terras e quedas de árvores e ao desaparecimento de pontes. O grau de destruição deverá elevar os prejuízos a um valor muito superior ao estimados quando do temporal de 1993: 32 milhões de euros. UMA HORA BASTOU PARA A TRAGÉDIA O Instituto de Meteorologia tinha emitido um aviso de mau tempo e precipitação forte para o arquipélago da Madeira, mas nada fazia prever que, entre as 10h00 e as 11h00 de ontem, caíssem, no Funchal, 52 litros de água por metro quadrado. Numa hora choveu mais do que nos mais pluviosos dias de Inverno. 'Havia indicação de precipitação forte, mas não tão forte', disse Maria João Frada, meteorologista do IM, notando que fenômenos assim escapam aos modelos matemáticos usados nas previsões. Na origem da precipitação que ontem fustigou a Madeira esteve um sistema frontal com ar quente e grande quantidade de água. O sistema frontal é o mesmo que ontem à noite se previa vir a afetar o continente e levou o IM a emitir um alerta amarelo, o segundo mais grave numa escala de quatro, para os distritos de Lisboa, Leiria e Setúbal. Dada a diferença de latitude entre a Madeira e o Continente, também as variantes meteorológicas diferem. 'O conteúdo em água é muito inferior ao que tinha na Madeira', explicou a meteorologista, para adiantar ainda que também a temperatura da massa de ar é mais baixa. RELATOS DE PÂNICO São descrições do medo e do desespero de quem viveu de perto a força da natureza. Dezenas de residentes da Madeira contaram o que se passou na ilha. SEM CONSEGUIR LIGAR AOS BOMBEIROS Uma habitante alojou durante todo o dia vizinhos cujas casas foram destruídas pela água. Esta moradora queixou-se de ter ligado incessantemente para os bombeiros, mas nunca ter conseguido estabelecer ligação. Os problemas de comunicação foram muitos. ESCAPARAM PARA ONDE PUDERAM Eram cerca das 10h00 quando uma torrente de lama, pedras, peças de carros e troncos de árvore invadiu uma urbanização recente da casas geminadas, em Eiras. Algumas pessoas escaparam ainda em pijama, escalando varandas, telhados e muros. 'SE FOSSE DE NOITE MORRÍAMOS TODOS' Na povoação de Eiras, a enxurrada levou tudo à frente e muitos abandonaram as casas e refugiaram-se em casa de vizinhos. 'Se tivesse sido de noite tínhamos morrido todos', contou uma jovem do Continente que estava de férias em casa de familiares. 'O MEU FILHO APARECEU MORTO' 'A minha esposa desapareceu e o meu filho apareceu morto', conta um morador do Funchal que se salvou, mas não conseguiu resgatar a mulher e o filho, de cinco anos. A família seguia de carro quando foi apanhada pela enxurrada: 'Consegui escapar agarrado a uns galhos. ' 'NÃO SABEMOS SE HÁ VÍTIMAS NOS CARROS' 'Estamos perplexos. A força das águas arrastou algumas viaturas de zonas inclinadas e não se sabe se estão vítimas dentro dos carros', descrevia Paulo França, de 42 anos, que estava em casa, em segurança, com a família, numa zona alta da ilha, mas 'muito preocupado'. 'SOMOS UM PAÍS DE TERCEIRO MUNDO' José Alberto Silva descreveu o que viveu como 'uma história de Dante'. 'Estava a acabar o Mundo e a água a tomar conta disto. É desolador, algo que nunca imaginava ver', disse, criticando a 'deficiência das infra-estruturas'. 'Somos um país de Terceiro Mundo. ' PISOS TÉRREOS FORAM ARRASADOS Numa rua em Eiras os pisos térreos das casas foram arrasados. Nélson Barros só teve tempo para dizer à mulher, que carregava ao colo a filha, de três meses e meio, e à outra filha, de 12 anos, para subirem para o andar de cima. 'Foi uma questão de segundos. ' AJUDA MÚTUA ENTRE VIZINHOS A entre ajuda revelou-se decisiva em Eiras, uma vez que os bombeiros não conseguiam chegar ao local. 'Gerou-se uma onda de solidariedade, uns vão fazer comida para trazer para outros e emprestam roupa para que possamos despir a roupa molhada'. 'ESTOU SEM ÁGUA, LUZ, TELEFONE OU TV' Margarida Freitas Vieira, técnica educacional de 54 anos, moradora numa zona alta 'no meio do Funchal', estava 'sem água, luz, telefones ou TV': 'Só consigo saber o que se passa através da minha janela. O mar está todo castanho por causa da água que lá chega.' COM A ROUPA QUE TINHA NO CORPO Cláudia Ferrão relatou que a casa onde vivia 'começou toda a ruir'. 'Fugimos só com a roupa que tínhamos no corpo, agora não temos para onde ir', explicou a moradora na cidade do Funchal. Centenas de residentes da ilha ficaram sem casa e sem quaisquer bens. DOIS AUTOCARROS EVACUADOS Cerca de cem pessoas, que viajavam em dois autocarros, foram apanhadas pela enxurrada perto do Centro Desportivo da Ribeira Brava. Acabaram por abandonar os veículos pelo próprio pé, para não serem arrastados pelas águas para o mar.

Madeira: destruição na ilha destacada pela imprensa internacional

O temporal que assolou o arquipélago da Madeira em 20/02/10 e que provocou pelo menos 38 mortos merece hoje destaque na imprensa de todo o mundo, com fotos a ilustrar a destruição das enxurradas. Os espanhóis El Mundo e El País ilustram com fotos nas edições online a destruição provocada pelas chuvas torrenciais, lembrando que a chuva caiu durante mais de 15 horas na Madeira. O francês Le Monde também destaca a destruição e as mais de três dezenas de vítimas mortais até agora encontradas. Também o Liberation e o Le Fígaro realçam a destruição provocada pela força das águas na ilha da Madeira, onde as autoridades ainda não conseguiram apontar o número exato de desaparecidos. A edição online do italiano Corriere della Sera mostra algumas fotos da Madeira devastada pelo mau tempo e lembra as vítimas mortais, assim como a edição da publicação alemã Focus, que publica meia dúzia de fotografias a ilustrar a destruição. Os britânicos The Guardian, Daily Mail e The Times também destacam os efeitos das chuvas torrenciais na Madeira, que chegam igualmente à edição online da publicação russa Pravda. Do outro lado do atlântico, os norte-americanos Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal também falam no assunto. Na América do Norte, algumas publicações do Canadá, onde reside uma comunidade portuguesa de mais de 350.000 pessoas, também destacam a destruição na Madeira, designadamente o Toronto Sun e o Montreal Gazette. Na América do Sul, as chuvas torrenciais na Madeira merecem destaque no Panorama e El Universal, da Venezuela, onde vive uma importante comunidade de madeirenses, e no brasileiro O Globo. O temporal na Madeira, que provocou pelo menos 38 mortos, 250 desalojados e um número indeterminado de desaparecidos, chegou também à Austrália, com o 'The Sidney Morning Herald' a ilustrar a destruição com diversas fotos.

Novo estudo dobra o nível de poluição

Novo estudo dobra o nível de poluição das águas na China Avaliação reforça dúvida sobre as estatísticas oficiais do país. Um novo levantamento do governo chinês para apurar os problemas ambientais do país mostrou que os níveis de poluição da água em 2007 foram mais do que o dobro da estimativa oficial do próprio governo, em grande parte porque os resíduos do setor agrícola eram antes ignorados. Os dados, apresentados pelo vice-ministro para a Proteção do Ambiente, Zhang Lijun, reforçam os questionamentos sobre a qualidade das estatísticas oficiais chinesas e sobre a eficácia de uma campanha do governo por crescimento mais limpo, depois de décadas de expansão desenfreada. O primeiro censo nacional sobre fontes de poluição constatou que a liberação de demanda de oxigênio químico (DQO) - uma medida da poluição da água - em águas residuais (sem tratamento) foi de 30 milhões de toneladas métricas, disse Zhang. O governo havia declarado num documento oficial elaborado dois anos atrás que 2007 foi o primeiro ano em que conseguiu reduzir a poluição da água, com queda de 3% no DQO, para 13,8 milhões de toneladas métricas. O censo levou ano para ser concluído, em parte porque foi extremamente abrangente, mas possivelmente também porque o conteúdo inclui revelações dolorosas como esta. Zhang minimizou a diferença entre os totais. Ele disse que a diferença é explicada pela abrangência expandida do levantamento, a inclusão de fontes agrícolas de águas residuais, que contribuíram com cerca de 13,2 milhões de toneladas métricas, e métodos de cálculo diferentes. "A abrangência dos dados foi diferente, desta vez ele incluiu um levantamento de fontes agrícolas", afirmou Zhang numa entrevista coletiva. Um levantamento mais detalhado das emissões das famílias e das indústrias e uma abordagem estatística diferente também contribuíram para o salto. Quando estes fatores foram contabilizados, a DQO foi de apenas cerca de 5% acima do número original de 2007, disse ele. Os números para outros poluentes não indicaram manipulação generalizada de dados. As emissões de dióxido de enxofre causadoras da chuva ácida, por exemplo, foram fixadas em 23,2 milhões de toneladas métricas pelo censo e têm sido estimadas em 24,7 milhões de toneladas métricas nas nos dados anteriores. Mas independente de a omissão dos poluentes agrícolas ter sido intencional ou não, o fato de o governo ter conseguido omitir um elemento contribuinte importante para um dos seus indicadores referenciais de poluição deverá gerar apreensão. Podem também existir outros problemas graves que Pequim hesita em revelar. Militantes que saudaram a iniciativa de compor um quadro mais abrangente do problema da poluição do país também exigiram obter acesso a resultados detalhados. "Parece que os dados de poluição abrangentes retirados do censo não foram tornados acessíveis ao público", afirmou o diretor de campanhas do Greenpeace, Sze Pang Cheung. "Exortamos o governo a estabelecer imediatamente uma sólida plataforma, por cujo intermédio o público possa acessar facilmente uma ampla gama de dados sobre poluição." Zhang argumentou que o levantamento conferiu à China uma melhor indicação sobre seus desafios e que no futuro o país poderá nutrir esperanças de elevar a variedade de poluentes que monitora e controla. Isso representou um sinal do compromisso da China em alterar seu modelo econômico, ele acrescentou, o que lhe permitirá fixar limites ao crescimento da poluição num estado mais preliminar do desenvolvimento na comparação com os países ocidentais. "Posto que a China adotou uma rota de desenvolvimento diferente da adotada por outros países avançados, é muito provável que o auge da nossa poluição ocorra mais cedo", ele disse. Ele acrescentou, porém, que o governo não mudará o parâmetro ou os métodos de levantamento para uma meta de redução da poluição de águas residuais em 10% até 2010 com base nos níveis de 2005.

Impacto das mudanças climáticas será sentido na água e pode provocar conflitos

O principal impacto das mudanças climáticas será sentido no suprimento de água, e o mundo precisa aprender com cooperações passadas, como nos rios Indo ou Mekong, para evitar conflitos futuros, disseram especialistas no domingo. Desertificação, enchentes, derretimento de geleiras, ondas de calor, ciclones e doenças transmitidas pela água, como o cólera, estão entre os impactos do aquecimento global inevitavelmente ligados à água. E a disputa pela água pode provocar conflitos. Reportagem de Alister Doyle, da Reuters. “As principais manifestações ligadas à alta das temperaturas dizem respeito à água”, disse Zafar Adeel, presidente da ONU-Água, que coordena os trabalhos relacionados à água entre 26 agências das Nações Unidas. “A água exerce um impacto em todas as partes de nossa vida como sociedade, sobre os sistemas naturais e os habitats”, disse ele à Reuters em entrevista telefônica. As perturbações podem ameaçar a agricultura e o suprimento de água potável, desde a África até o Oriente Médio. “E isso gera potencial para conflitos,” disse ele. A escassez de água, como por exemplo em Darfur, no Sudão, vem sendo um fator que contribui para guerras. Mas Adeel disse que em vários casos a água já serviu para promover cooperações. A Índia e o Paquistão colaboram para gerir o rio Indo, apesar de seus conflitos de fronteira, e Vietnã, Tailândia, Laos e Camboja cooperam na Comissão do rio Mekong. “A água é um ótimo meio para cooperações. Costuma ser uma questão desvinculada da política e com a qual é possível trabalhar”, disse Adeel, que também é diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde, sediado no Canadá e pertencente à Universidade das Nações Unidas. 250 MILHÕES DE PESSOAS As regiões que deverão ficar mais secas em função das mudanças climáticas incluem a Ásia central e o norte da África. Até o ano 2020, até 250 milhões de pessoas na África podem sofrer mais que hoje pela escassez de água, segundo o painel de especialistas climáticos da ONU. “Há muito mais exemplos de cooperação internacional bem sucedidos que de conflitos em torno de água”, ponderou Nikhil Chandavarkar, do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU e secretário da ONU-Água. “Estamos tentando aproveitar os exemplos bons de cooperação, como o Mekong e o Indo. Mesmo quando havia hostilidades entre os países em volta, os acordos funcionaram”, disse ele à Reuters. Adeel disse que a água merece um lugar mais central nos debates sobre segurança alimentar, paz, mudanças climáticas e recuperação da crise financeira. A água é fundamental em cada uma dessas discussões, mas não costuma ser percebida como tal. E os próprios esforços para combater o aquecimento global vão necessitar mais água, devido às exigências econômicas rivais – como para irrigação, biocombustíveis ou energia hidrelétrica. Adeel chamou a atenção para os esforços para gerenciar o suprimento de água, contabilizando quanta água é embutida nos produtos, desde a carne bovina até o café. Um estudo, disse ele, mostrou que são necessários 15 mil litros de água para produzir uma calça jeans. Conscientizar as indústrias sobre o consumo de água pode ajudar a promover a conservação. Ele disse que o mundo pode alcançar uma “meta do milênio” de reduzir pela metade até 2015 a parcela de pessoas que não têm acesso a água potável, mas que está fracassando em uma meta relacionada de melhorar o saneamento. Cerca de 2,8 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.

Microplásticos no ar de casas e carros

Microplásticos no ar de casas e carros: estudo alerta que a exposição é 100 vezes maior que a estimada. Como a presença de microplásticos no...