sábado, 19 de maio de 2012

Reutilizar, Reciclar, Recriar, Repensar

O mais legal da letra R é que ela aponta para a grande tendência do mundo: a sílaba RE.
Quer dizer, ao invés de começar as coisas do zero, o RE fala de recomeçar, do aproveitar o que já existe e é bacana e modificar o que precisa.
Reutilizar é fazer com que materiais que seriam descartados virem outros objetos. Um bom exemplo disso é a transformação de uma garrafa em um gracioso vasinho de flores.
Recriar e repensar servem para coisas e pensamentos que queremos transformar. Afinal, de tempos em tempos é bom fazermos uma faxina nas nossas ideias. No momento em que escrevo para vocês estou repesando minha opinião sobre a China. Aqui estou eu: na cidade de Xangai, ultramoderna, ultrarrápida.
Reciclar é transformar um objeto em outro, usando a mesma matéria-prima. Pode ser que, no fim das contas, eles tenham a mesma finalidade. O papel reciclado, por exemplo, é feito com papel já usado. O papel reciclado também é um papel, mas é bem interessante, pois tem uma textura própria e original.
Eu pensava na China como um país antiquado e agora estou recriando esse pensamento. Nunca vi um lugar onde as coisas se transformam com mais velocidade. (OESP)

7 R’s: Amigos do Meio Ambiente

Repensar/Reduzir/Reutilizar/Reaproveitar/Reciclar/Recusar/Recuperar
I- Conceito de Repensar
Geralmente agimos na vida automaticamente, sem analisarmos o que estamos fazendo, pois de antemão concluímos que todos fazem a sua parte.
Mas é necessário parar para pensar:
Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos?
Compramos produtos duráveis/resistentes, evitando comprar produtos descartáveis?
Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos?
Enterramos o nosso lixo, se não houver coleta do mesmo no bairro?
Evitamos queimar o lixo?
Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais?
Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis?
Utilizamos pilhas recarregáveis?
Não compramos produtos provenientes de trabalho escravo?
Não compramos produtos produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar?
Não compramos produtos de origem duvidosa?
Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento?
Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com frequência, ao invés de comprá-lo?
Não jogamos no lixo remédios, injeções e curativos feitos em casa, procurando uma farmácia ou um posto de saúde como uma alternativa de descarte?
Consertamos produtos em vez de descartá-los, substituindo-os por novos?
Deixamos os pneus velhos nas oficinas de trocas, pois elas são responsáveis pelo seu destino adequado?
Deixamos a bateria usada do carro no local onde adquirimos a nova, certificando que existe um sistema de retorno ao fabricante?
Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo, cadmo e mercúrio ou então, após o uso, devolvemos o produto para o revendedor?
Junto aos outros consumidores, exigimos produtos sem embalagens desnecessárias, assim como vasilhames?
Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente, tanto na produção, quanto na distribuição, no consumo e no descarte final?
Escolhemos produtos de empresas certificadas, isto é, que desenvolvam programas sócio-ambientais e/ou que sejam responsáveis pelo produto após consumo?
II- Conceito de Reduzir
Portanto, devemos reduzir o consumo tomando as seguintes atitudes:
Comprar somente o necessário;
Comprar produtos duráveis;
Adotar um consumo mais racional;
Comprar produtos que tenham refil;
Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens;
Evitar gastos desnecessários de papel para embrulhar presentes;
Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras, em substituição as sacolas oferecidas pelas lojas e supermercados; e
Dividir com outras pessoas alguns materiais como: jornais, revistas e livros.
III- Conceito de Reutilizar
Este conceito está relacionado com a utilização de um produto ou embalagem mais de uma vez.
Portanto, estaremos reutilizando quando:
Compramos produtos cujas embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis;
Quando usamos o verso da folha de papel para escrever;
Pintamos móveis antigos, fazendo-os parecer novos;
Trocamos a capa dos estofados;
Guardamos, para uso posterior, envelopes pardos que já foram usados, mas que continuam perfeitos;
Fazemos a limpeza em objetos antigos, sem uso, para começar a reutilizá-los;
Doamos produtos que possam servir as outras pessoas, como: revistas, livros, roupas, móveis, utensílios domésticos, etc; e
Consertamos brinquedos.
IV- Conceito de Reaproveitar
Com o reaproveitamento, a quantidade de lixo diminui e ainda economizamos. E o ambiente agradece. Vejam como reaproveitar materiais no cotidiano:
Não comprem sacos de lixo. Utilizem as embalagens das compras para jogá-lo fora;
Procurem comprar produtos que tenham embalagens que podem ter outro uso;
Caixas de sapato são ótimas para porta–trecos;
Potes de plástico ou de vidro são boas opções para guardar pregos, parafusos, chips, etc;
Envelopes podem ser usados para guardar documentos ou fotografias;
Roupas usadas poderão ser recortadas ou tingidas;
Caixas de papelão poderão ser utilizadas para colocar produtos de limpeza; e
Procuramos dar um novo destino aos objetos que foram utilizados.
V- Conceito de Reciclar
Através da reciclagem, os produtos (= lixo) serão transformados em matéria prima para se iniciar um novo ciclo de produção-consumo-descarte.
O ambiente também agradece a reciclagem, pois a economia de água e de energia é muito grande. Podemos contribuir com a Reciclagem:
Comprando produtos reciclados;
Comprando produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais reciclados;
Participando de campanhas para coleta seletiva de lixo;
Organizem-se em seu trabalho/escola/bairro/rua/comunidade/igreja/casa um projeto de separação de materiais para coleta seletiva;
Entrando em contato com uma Associação de Catadores do seu bairro, distrito ou município para juntos traçarem um plano de trabalho que deverá ser desenvolvido no seu local de ação;
Só faça coleta seletiva de “lixo” que poderá ser encaminhado para local de reciclagem ou de venda;
Os materiais que poderão ser coletados, de modo geral, são: jornais, papéis, papelões, livros, vidros, plásticos, alumínio, outros materiais; e
Após a coleta encaminhar para a Associação de Catadores ou diretamente para a Indústria de Reprocessamento.
VI- Conceito de Recusar NOVO!
É dizer NÃO aos produtos que agridam o meio ambiente.
VII- Conceito de Recuperar NOVO!
Temos de recuperar o que foi danificado; compensar o planeta pelos desgastes e retiradas que temos realizado.
Durante a explanação sobre os 5 R’s observamos a gama de ações que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo produzida. Algumas ações são bem simples e dependem exclusivamente de cada um de nós; outras são mais complexas, pois além de nos levar a ter conhecimentos científicos e jurídicos, obriga-nos a uma organização em grupos/equipes/associações de cidadãos. O uso do consumo sustentável depende da participação de todos. Espero que se possa, em breve, dizer: sou um Consumidor Ético, sou um Consumidor Consciente ou sou um Consumidor Verde.
Evolução dos R's.
1º MOMENTO (ONTEM) - 3 R’s
1- Reduzir
2- Reutilizar ou Reaproveitar
3- Reciclar
2º MOMENTO (HOJE) - 5 R’s
1- Reduzir
2- Reutilizar
3- Reaproveitar
4- Reciclar
5- Repensar
3º MOMENTO (AMANHÃ) - 7 R’s
1- Reduzir
2- Reutilizar
3- Reaproveitar
4- Reciclar
5- Repensar
6- Recusar
7- Recuperar
OBSERVAÇÃO DESEJADO
O mais importante de tudo é REINVENTAR uma nova maneira de:
Viver, consumir, produzir, transportar, armazenar e até prestar serviços financeiros.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Oceano Atlântico e a mancha de lixo Plástico

O Oceano Atlântico também tem sua mancha de lixo Plásticos encontrados na superfície do Oceano Atlântico
Há algum tempo atrás, falamos sobre a grande mancha de lixo do Oceano Pacífico: um acúmulo de resíduos (em grande parte, plásticos) que ocupa milhares de quilômetros quadrados e está localizada na região oceânica entre Estados Unidos, Canadá e Japão.
Agora, um grupo de cientistas está investigando uma área no norte do Oceano Atlântico onde resíduos plásticos também estão se acumulando.
Segundo a BBC inglesa, a mancha de lixo do Atlântico tem sido amplamente ignorada, mas os resultados de um estudo de duas décadas da instituição norte-americana Sea Education Association revelou algumas descobertas recentemente. Por meio de finas redes, os cientistas recolheram pequenos pedaços de plástico e descobriram que os resíduos eram mais concentrados e permaneciam na superfície do mar por períodos mais longos em uma determinada região do Oceano Atlântico. Plástico no interior de um peixe. Nesta região, foram encontrados 200 mil fragmentos de resíduos por quilômetro quadrado, quantidade comparável à encontrada na grande mancha de lixo do Pacífico.
Autores do estudo asseguram que estes fragmentos estão bastante dispersos e que ainda é cedo para afirmar que esta é uma ‘mancha’ definida. No entanto, não se pode negar as consequências destes materiais sobre o ecossistema marinho. Ainda não existe estudo sobre o assunto, mas sabe-se que os animais estão consumindo estes resíduos, especialmente as aves que caçam na superfície do oceano. Os estudos da Sea Education Association Mais sobre o oceano: Proposta cria bônus de “Carbono Azul” para preservar oceanos e capturar as emissões Expedição ataca grande mancha de lixo no Pacífico Censo de vida marinha revela milhares de espécies das profundezas do oceano. (sverdestapes)

A grande mancha de lixo do Atlântico

Em alto mar
Nossos oceanos sofrem com a poluição.
Há mais de uma década, descobriu-se que a Corrente do Atlântico Norte abrigava toneladas de resíduos plásticos.
O acúmulo rapidamente se tornou conhecido como a “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”.
Foi um alerta chocante e mostrou ao mundo que até os locais mais remotos do planeta não eram imunes à nossa cultura do desperdício. Há cinco correntes principais nos oceanos da Terra.
Em janeiro, membros do grupo de defesa marítima 5 Gyres (5 Correntes) partiram para mapear a Corrente do Atlântico Norte. Eles suspeitavam que os mares do mundo estavam mais poluídos do que se pensava, uma grande mancha de lixo estaria à deriva entre as Ilhas Virgens norte-americanas e Bermuda, mas ninguém jamais a havia observado. (discoverybrasil)

O Oceano Atlântico também tem lixo

O Oceano Atlântico também tem sua mancha de lixo
Plásticos encontrados na superfície do Oceano Atlântico
Alguns meses atrás, falamos sobre a grande mancha de lixo do Oceano Pacífico: um acúmulo de resíduos (em grande parte, plásticos) que ocupa milhares de quilômetros quadrados e está localizada na região oceânica entre Estados Unidos, Canadá e Japão.
Agora, um grupo de cientistas está investigando uma área no norte do Oceano Atlântico onde resíduos plásticos também estão se acumulando.
Segundo a BBC inglesa, a mancha de lixo do Atlântico tem sido amplamente ignorada, mas os resultados de um estudo de duas décadas da instituição norte-americana Sea Education Association revelaram algumas descobertas recentemente.
Por meio de finas redes, os cientistas recolheram pequenos pedaços de plástico e descobriram que os resíduos eram mais concentrados e permanecia na superfície do mar por períodos mais longos em uma determinada região do Oceano Atlântico.
Plástico no interior de um peixe.
Nesta região, foram encontrados 200 mil fragmentos de resíduos por quilômetro quadrado, quantidade comparável à encontrada na grande mancha de lixo do Pacífico.
Os autores do estudo asseguram que estes fragmentos estão bastante dispersos e que ainda é cedo para afirmar que esta é uma “mancha” definida.
No entanto, não se pode negar as consequências negativas destes materiais sobre os ecossistemas marinos. Ainda não existem estudos sobre o assunto, mas sabe-se que os animais estão consumindo stes resíduos, especialmente as aves que caçam na superfície do oceano. (discoverybrasil)

‘Sopa de plástico’ do Pacífico aumentou

‘Sopa de plástico’ do Pacífico aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos
‘Sopa de plástico’ do Pacífico
O enorme redemoinho de lixo plástico flutuante do norte do Pacífico aumentou cem vezes nos últimos 40 anos.
Cientistas alertam que a sopa mortal de micro plástico – partículas menores a que cinco milímetros – ameaçam alterar o ecossistema marinho.
No período entre 1972 e 1987, nenhum micro plástico foi encontrado em amostras coletadas para testes, destacou o artigo publicado no periódico Biology Letters, da Royal Society.
Mas atualmente, os cientistas estimam que a massa de lixo conhecida como Giro Subtropical do Norte do Pacífico (NPSG, na sigla em inglês) ou Grande Mancha de Lixo do Pacífico, ocupe uma área correspondente, grosso modo, ao território do Texas.
“A abundância de pequenas partículas plásticas produzidas pelo homem no Giro Subtropical do Norte do Pacífico aumentou cem vezes nas últimas quatro décadas”, destacou um comunicado sobre as descobertas feitas por cientistas da Universidade da Califórnia.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.
As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos.
O estudo diz que o NPSG fornece um novo hábitat para insetos oceânicos, denominados “gerrídeos”, que se alimentam de plâncton e ovos de peixes e, por sua vez, viram comida de aves marinhas, tartarugas e peixes.
Os insetos, que passam toda a vida no mar, precisam de uma superfície dura onde depositar seus ovos, antes limitada a itens relativamente raros, como madeira flutuante, pedras-pome e conchas marinhas.
Se a densidade do micro plástico continuar a crescer, o número de insetos aumentará também, alertaram os cientistas, “potencialmente às custas de presas como o zooplâncton e os ovos de peixes” (EcoDebate)

A boleia da corrente do Pacífico Norte

A Universidade do Havaí apresentou um modelo que prevê a trajetória feita pelos detritos que resultaram do terramoto do Japão (a 11 de Março de 2011) e que foram “levados” pelo tsunami para as águas do Pacífico.
O modelo foi desenvolvido pelos investigadores Nikolai Maximenko e Jan Hafner e tem em consideração a influência dos ventos e correntes marítimas existentes no Pacífico. Vai ser utilizado na monitorização e nas operações de limpeza dos detritos, de forma a menorizar o efeito negativo que estes terão sobre os ecossistemas marinhos do Pacífico Norte.
A figura seguinte apresenta a localização prevista para os detritos nos próximos seis anos. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Março de 2011, Março de 2012, Março de 2013, Março de 2014, Março de 2015, e Março de 2016.
Segundo o modelo apresentado por Maximenko e Hafner os detritos resultantes do terramoto do Japão vão se espalhando pelo Pacífico Norte nos próximos três anos. As ilhas do Norte do Havaí serão atingidas no próximo ano e as ilhas do Sul do Havaí em dois anos. Em 2016 o arquipélago do Havaí será mais fortemente atingido. Parte dos detritos irá depositar-se nos recifes e nas praias das ilhas.
O modelo apresentado prevê que a massa de detritos irá atingir a costa Oeste do continente norte-americano em 2014, afetando zonas costeiras dos Estados Unidos (incluindo o Alasca) e do Canadá. Nessa altura os detritos resultantes do terramoto do Japão iram integrar-se no North Pacific Garbage Patch (que pode ser traduzido como Mancha/Sopa de Lixo do Pacífico Norte).
A figura seguinte mostra uma mancha de detritos resultantes do terramoto, movendo-se na zona costeira de Honshu, a maior ilha do Japão. Em cima, à direita uma fotografia dos detritos. Crédito: US Navy.
Notas: É possível encontrar uma animação do modelo, apresentando as previsões para os próximos 15 anos.
O estudo das correntes marítimas da Terra permitiu a descoberta de cinco Manchas/Sopas de Lixo nos oceanos, representadas na figura seguinte. Da esquerda para a direita, de cima para baixo a Mancha de Lixo do Pacífico Norte (a mais famosa), a Mancha de Lixo do Atlântico Norte (descoberta há alguns anos atrás) e as manchas de lixo do Índico Sul, do Atlântico Sul e do Pacífico Sul (descobertas recentemente). (emanaoeumaavestruz) 

El Niño leva aquecimento dos oceanos a território desconhecido

El Niño excepcionalmente forte impulsiona aquecimento global dos oceanos e leva temperatura média da superfície do mar ao maior valor já reg...