quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mudança do clima

O clima na maioria dos lugares se tornará mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras. Costa fria: Os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir O quente fica mais quente: Algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças. Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas. Europa resfriada: A Corrente do Golfo parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, é movida pela formação de gelo no Ártico. Banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do Instituto para Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam, na Alemanha, prevêem o possível colapso da Corrente do Golfo por causa do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa irá esfriar. Fluxo de água quente: A imagem do oceano mostra que a água congelada deixa para trás água salina densa, que desce até o fundo e abre espaço para um fluxo de água quente dos trópicos Mudanças de rota: Estudos científicos revelam que menos gelo irá se formar por causa do aquecimento do mundo. Essa previsão, associada ao maior fluxo de água doce no Ártico, poderia encerrar o mecanismo de formação de água profunda, que cria a Corrente do Golfo. No início de 2001, pesquisas norueguesas forneceram evidências de que as correntes da região na direção norte diminuíram em 20% desde 1950. Diferenças na hidrologia: A temperatura não será a única mudança no próximo século. Em muitos lugares, haverá alterações no ciclo hidrológico a circulação de água entre o mar, a atmosfera e a superfície da Terra e, portanto, nos padrões de chuva, enchentes e seca, no fluxo dos rios e na vegetação. A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização. Nem uma gota: A falta de chuva está esvaziando as torneiras e os canais de irrigação do norte da África e Ásia Central até o sul da Europa. Mais seca: A maior evaporação poderá secar o interior dos continentes durante o próximo século. Desertos irão aumentar; oásis, morrer; e fluxo de rios, diminuir, algumas vezes com resultados catastróficos. Ninguém pode prever com precisão o futuro dos rios, mas um estudo sugere declínio de 40% no fluxo do rio Indo, a única fonte de água do Paquistão e um dos maiores sistemas de irrigação do mundo. A mesma pesquisa estima perda de 30% no fluxo do rio Níger, que banha cinco países áridos no oeste da África, e queda de 10% no Nilo, a água vital do Egito e do Sudão. A Ásia Central pode esperar declínio ainda mais drástico nos rios que escoam no mar de Aral, que já está virtualmente secando por causa da irrigação. Outros mares em risco incluem o Cáspio, o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, e os lagos Chade, Tanganica e Malauí, na África. Modelos climáticos indicam também a probabilidade de ocorrer mais secas na Europa, na América do Norte, no centro e no oeste da Austrália. Alguns rios australianos poderiam perder metade de seu fluxo, enquanto o outback (sertão australiano) se tornaria mais seco. Atualmente, 1,7 bilhões de pessoas vivem em países que os hidrologistas descrevem como sob estresse hídrico, porque usam mais de 1/5 de toda a água teoricamente disponível. Estima-se que esse número irá subir para 5 bilhões em 2025. Esse cenário aumenta o espectro da guerra pela obtenção de água. Os países lutariam para controlar o mais precioso de todos os recursos. A areia se espalha: Com a diminuição da chuva na maior parte do oeste da África, o deserto do Saara está se expandindo. O deserto que era verde: Pinturas em rochas mostram que, no passado, o Saara foi uma região de criação de gado. Pólen fossilizado também revela que existiam florestas, rios e lagos. O Saara se transformou em deserto em poucas décadas, há cerca de 5.500 anos, e poderia voltar ao seu estado original rapidamente, segundo alguns pesquisadores. A região está em uma situação-limite, porque sua vegetação depende dos feedbacks de reforço entre a atmosfera e a vegetação. O estado atual, com pouca vegetação, produz chuvas escassas. Pequeno aumento na quantidade delas (causado pelo aquecimento global) e até na vegetação seria suficiente para fazer o Saara voltar a ser uma selva. Como o Saara é hoje: A paisagem atual é árida e contém pouca umidade. Há, portanto, pouca evaporação e nenhuma chuva. A maior parte dos modelos climáticos sugere que o Saara ficará ainda mais seco e acarretará a desertificação de áreas próximas. Como seria amanhã: Caso o Saara fosse coberto pela vegetação, a terra iria absorver mais umidade. Resultado: mais chuvas e maior evaporação. Aumento das enchentes: Evaporação mais rápida proporciona aumento da umidade no ar. O calor extra e a umidade irão gerar tempestades tropicais mais intensas. Haverá mais chuva nas regiões costeiras, particularmente, e ao longo das rotas das tempestades. A média anual de chuvas aumentou em 10% durante o século 20. Alguns modelos presumem que tempestades inesperadas na várzea do Mississipi, por exemplo, tendem a deixar esse rio ainda mais propenso a enchentes. O Caribe, o sudeste da Ásia e outras regiões já suscetíveis a furacões e ciclones passam a ter ventos ainda mais fortes, chuvas mais pesadas e enchentes relâmpagos. Partes do sistema de monções da Ásia podem ser ainda mais intensas. Mas a monção também será menos previsível e até mais freqüente. Com maior quantidade de calor na atmosfera tropical e no oceano, o El Niño (ver à direita) tem condições de se tornar um evento quase permanente. O mar encolheu: O mar de Aral já foi o quarto maior mar interno do mundo. Mas sistemas de irrigação acabaram reduzindo-o imensamente. A salinidade triplicou, a pesca acabou. E o aquecimento global pode fazer esse cenário ficar ainda pior. Doenças: Um mundo mais quente permitirá que mosquitos levem doenças, como malária e dengue, a países fora dos trópicos. O que é o El Niño? Fenômeno natural cuja existência foi rastreada durante milhares de anos, é a reversão periódica dos ventos e das correntes oceânicas na área tropical do oceano Pacífico, que dura entre nove meses e um ano. Esse processo drena os sistemas pluviais da Ásia e provocam secas em áreas úmidas, como Indonésia e Austrália. Enquanto isso, as ilhas dos Mares do Sul, normalmente plácidas, e a costa do Pacífico nas Américas, muito seca, sofrem com tempestades.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Consumo Consciente - Os 5 (ou 6) Rs

Proteger o meio ambiente dos efeitos do desperdício está nas mãos de todos nós. Quando diminuímos o desperdício, ajudamos o meio ambiente, evitamos o uso desnecessário de vários recursos e ainda economizamos dinheiro. O sistema de gerenciamento de desperdício (internacionalmente reconhecido) se chama waste management hierarchy, ou hierarquia de gerenciamento de desperdício, mais conhecido como os 5Rs. São eles: Reduza, Reutilize, Recicle, Recupere e gerencie os Resíduos. Eles estão assim ordenados, pois as ações relativas aos primeiros Rs devem ser vistas como prioritárias em relação as demais em seqüência. “Repense” é o primeiro da lista, porque é considerado o mais importante dentre os 6Rs. REPENSE Use seu poder de escolha para tomar decisões de consumo bem pensadas. Isso significa refletir sobre a origem dos produtos (empresas confiáveis) e sobre comprar produtos que você realmente precisa (dica: antes de comprar um bem, dê uns dois dias para repensar a respeito. Se, ainda assim, você quiser comprá-lo, vá em frente). REDUZA A redução do consumo desnecessário evita o uso, também desnecessário de recursos como materiais, energia e água, e implica em menos desperdícios/lixo para gerenciar (reciclar, transformar, liberar no ambiente). O apelo da redução é eliminar o desperdício antes mesmo que seja produzido e, caso inevitável, reduzir tanto sua quantidade como sua toxicidade. Algumas dicas simples para redução seriam: - Mantenha sempre uma sacola com você quando for às compras para, quando possível, não utilizar os saquinhos plásticos oferecidas nas lojas; - Procure comprar produtos que apresentem o mínimo de embalagens possíveis; - Pense antes de comprar. Algum item descartável que você está comprando pode ser substituído por outro produto similar reutilizável; - Consuma, preferencialmente, produtos frescos como frutas, legumes, verduras e grãos, que não passaram por processos industriais e contêm muitos químicos. REUTILIZE Reutilize materiais em sua mesma forma. Isso significa duas coisas: você não precisa jogá-lo no lixo (nem mesmo no reciclável) e também não precisa comprar outro produto, economizando energia e recursos (inclusive os seus) que seriam utilizados para produzir (e comprar) um novo produto. Algumas formas de reutilizar materiais: - Doe para hospitais, escolas, igrejas e outras instituições adequadas aqueles brinquedos, livros, roupas, sapatos e acessórios que você queira se desfazer. Faça o mesmo com materiais eletrônicos não utilizados, como computadores e impressoras velhas; - Utilize (ou melhor, reutilize) embalagens plásticas vazias (sorvete, margarina, requeijão, maionese) para congelar ou estocar alimentos ou outros materiais; - Guarde caixas e papéis de presente para usá-los novamente; - Venda revistas, livros, CDs e DVDs que não utiliza mais para os sebos; - Faca blocos de rascunhos com antigos trabalhos e provas que iriam para o lixo; - Procure comprar pilhas recarregáveis, ao invés de descartáveis. RECICLE Caso você não consiga reduzir ou reutilizar os bens que adquiriu, recicle-os. Isso serve para materiais orgânicos ou não. No caso do lixo orgânico, você pode transformá-lo em adubo. Para isso, você não precisa de máquinas sofisticadas. É só armazenar seu lixo (cascas e restos de alimentos, por exemplo) em um recipiente arejado, de preferência no quintal ao ar livre, e esperar. Em poucas semanas ele irá secar e se transformará em adubo. E por não estar em um ambiente fechado, como nossos lixos comuns, ele não desenvolve o cheiro desagradável. Quanto ao lixo não orgânico, todos nós sabemos que ele pode ser reciclado das mais variadas formas. Procure separar os papéis, alumínios, latas, vidros e plásticos, quando impossibilitados de serem reutilizados em sua residência ou trabalho, para a coleta seletiva para serem reciclados. Além de reciclar, para evitar o desperdício de novos recursos, podemos ainda dar preferência a produtos feitos de material reciclado na hora das compras, quando disponíveis. RECUPERE Este é o caso em que você recupera materiais e energia dos resíduos desperdiçados sem qualquer pré-processamento. Óleo de cozinha, por exemplo, pode ser recuperado e transformado em biocombustível. Basta armazená-lo em garrafas e levá-lo aos locais apropriados para essa recuperação. RESIDUOS GERENCIADOS Quando não foi possível realizar qualquer uma das ações acima, opta-se por realizar o gerenciamento dos resíduos desperdiçados, para evitar que eles sejam depositados em lixões ou aterros sanitários que possam contaminar os recursos hídricos. Esse manuseio é similar ao de lixões e aterros, mas com rigoroso controle e manutenção, para evitar a contaminação do meio ambiente.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Conceitos Básicos sobre Lixo - Os 5 Rs

Conta-se que ocorreu um incêndio em uma floresta. Todos os animais se afastaram velozmente do foco do incêndio; mas um Beija-Flor vinha em sentido contrário, trazendo no bico uma gota d’água. Os que fugiam lhe perguntaram para que serviria aquela gota d’água. Ele respondeu que era para ajudar a apagar o fogo. Os outros acharam graça e tentaram mostrar ao Beija-Flor que aquilo era impossível, mas ele exclamou “apenas estou fazendo a minha parte!” Moral da estória: não vamos sozinhos resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos descendentes, encontrem uma Terra melhor. Portanto, que cada um faça a sua parte e que cada parte seja a melhor possível. Na exposição a seguir, vamos demonstrar como diminuir a quantidade de lixo produzida no nosso dia-a-dia. Para tal, estaremos nos baseando em cinco conceitos básicos relativos ao lixo, que são conhecidos como os 5R’s: Repensar; Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar I – Conceito de Repensar Geralmente agimos na vida automaticamente, sem analisarmos o que estamos fazendo, pois de antemão concluímos que todos fazem a sua parte. Mas é necessário parar para pensar: Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos? Compramos produtos duráveis / resistentes, evitando comprar produtos descartáveis? Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos? Enterramos o nosso lixo, se não houver coleta do mesmo no bairro? Evitamos queimar o lixo? Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais? Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis? Utilizamos pilhas recarregáveis? Não compramos produtos provenientes de trabalho escravo? Não compramos produtos produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar? Não compramos produtos de origem duvidosa? Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento? Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com freqüência, ao invés de comprá-lo? Não jogamos no lixo remédios, injeções e curativos feitos em casa, procurando uma farmácia ou um posto de saúde como uma alternativa de descarte? Consertamos produtos em vez de descartá-los, substituindo-os por novos? Deixamos os pneus velhos nas oficinas de trocas, pois elas são responsáveis pelo seu destino adequado? Deixamos a bateria usada do carro no local onde adquirimos a nova, certificando que existe um sistema de retorno ao fabricante? Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo, cádmio e mercúrio ou então, após o uso, devolvemos o produto para o revendedor? Junto aos outros consumidores, exigimos produtos sem embalagens desnecessárias, assim como vasilhames? Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente, tanto na produção, quanto na distribuição, no consumo e no descarte final? Escolhemos produtos de empresas certificadas, isto é, que desenvolvam programas sócio-ambientais e/ou que sejam responsáveis pelo produto após consumo? II– Conceito de Reduzir Portanto, devemos reduzir o consumo tomando as seguintes atitudes: Comprar somente o necessário; Comprar produtos duráveis; Adotar um consumo mais racional; Comprar produtos que tenham refil; Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens; Evitar gastos desnecessários de papel para embrulhar presentes; Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras, em substituição as sacolas oferecidas pelas lojas e supermercados; e Dividir com outras pessoas alguns materiais como: jornais, revistas e livros. III – Conceito de Reutilizar Este conceito está relacionado com a utilização de um produto ou embalagem mais de uma vez. Portanto, estaremos reutilizando quando: Compramos produtos cujas embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis; Quando usamos o verso da folha de papel para escrever; Pintamos móveis antigos, fazendo-os parecer novos; Trocamos a capa dos estofados; Guardamos, para uso posterior, envelopes pardos que já foram usados, mas que continuam perfeitos; Fazemos a limpeza em objetos antigos, sem uso, para começar a reutilizá-los; Doamos produtos que possam servir as outras pessoas, como: revistas, livros, roupas, móveis, utensílios domésticos, etc; e Consertamos brinquedos. IV – Conceito de Reaproveitar Com o reaproveitamento, a quantidade de lixo diminui e ainda economizamos. E o ambiente agradece. Vejam como reaproveitar materiais no cotidiano: Não comprem sacos de lixo. Utilizem as embalagens das compras para jogá-lo fora; Procurem comprar produtos que tenham embalagens que podem ter outro uso; Caixas de sapato são ótimas para porta-treco; Potes de plástico ou de vidro são boas opções para guardar pregos, parafusos, chips; Envelopes podem ser usados para guardar documentos ou fotografias; Roupas usadas poderão ser recortadas ou tingidas; Caixas de papelão poderão ser utilizadas para colocar produtos de limpeza; e Procuramos dar um novo destino aos objetos que foram utilizados. V – Conceito de Reciclar Através da reciclagem, os produtos (= lixo) serão transformados em matéria prima para se iniciar um novo ciclo de produção- consumo- descarte. O ambiente também agradece a reciclagem, pois a economia de água e de energia é muito grande. Podemos contribuir com a Reciclagem: Comprando produtos reciclados; Comprando produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais reciclados; Participando de campanhas para coleta seletiva de lixo; Organizem-se em seu trabalho/escola/bairro/rua/comunidade/igreja/casa um projeto de separação de materiais para coleta seletiva; Entrando em contato com uma Associação de Catadores do seu bairro, distrito ou município para juntos traçarem um plano de trabalho que deverá ser desenvolvido no seu local de ação; Só faça coleta seletiva de “lixo” que poderá ser encaminhado para local de reciclagem ou de venda; Os materiais que poderão ser coletados, de modo geral, são: jornais, papéis, papelões, livros, vidros, plásticos, alumínio, outros materiais; e Após a coleta encaminhar para a Associação de Catadores ou diretamente para a Indústria de Reprocessamento. Durante a explanação sobre os 5 R’s observamos a gama de ações que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo produzida. Algumas ações são bem simples e dependem exclusivamente de cada um de nós; outras são mais complexas, pois além de nos levar a ter conhecimentos científicos e jurídicos, obriga-nos a uma organização em grupos/ equipes/ associações de cidadãos. O uso do consumo sustentável depende da participação de todos. Espero que se possa, em breve, dizer: sou um Consumidor Ético, sou um Consumidor Consciente ou sou um Consumidor Verde. Evolução dos R's 1º MOMENTO (ONTEM) – 3 Rs – Reduzir; Reutilizar ou Reaproveitar; Reciclar 2º MOMENTO (HOJE) – 5 Rs - Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar; Repensar 3º MOMENTO (AMANHÃ) – 7 Rs - Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar; Repensar; Recusar; Recuperar O mais importante de tudo é REINVENTAR uma nova maneira de viver, consumir, produzir, armazenar, transportar e até prestar serviços financeiros.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

4 Rs: Reduzir; Reutilizar; Repensar; Reciclar

A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente. Desta forma, para que consigamos atingir estes objetivos, devemos ter em mente e exercer os 4 Rs: 1º: Reduzir a produção de lixo e objetos desnecessários. Reduzir também significa usarmos produtos mais duráveis, controlarmos o uso excessivo de água, luz, gás, enfim, evitarmos qualquer tipo de desperdício. 2º: Reutilizar o que fabricamos e evitarmos o uso de “materiais descartáveis”, a menos que sejam necessários à proteção da nossa saúde. Desta maneira, devemos aproveitar roupas e móveis, trocar, vender e doar tudo aquilo que não tem utilidade para nós, mas pode ser usado por alguém. 3º: Repensar sobre nossos hábitos de consumo e repensar sobre as conseqüências que o consumo desenfreado gera em nosso planeta: esgotamento das reservas de água e minérios, poluição da água, do ar, do solo, além do agravamento das desigualdades sociais. 4º: Reciclar os materiais usados para fabricação de novos produtos. Para que seja possível reciclar plásticos, vidros, metais e papéis, estes materiais precisam estar separados e em grande quantidade. Por isso é tão importante praticar a coleta seletiva.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dicas para praticar os 3 Rs : reduzir, reaproveitar e reciclar

Não precisa embrulhar! Recuse o excesso de embalagens no comércio. Os sacos de papel são feitos de árvores e os de plásticos são feitos de petróleo. Ambos geram poluição na fabricação. Leve sacola própria (de pano, de feira) para trazer boa parte das compras do mercado para casa. Se levar sacos de supermercado para casa, reutilize-os como sacos de lixo, mas use com bastante moderação, sua decomposição leva 100 anos. Na Alemanha e Irlanda, a sacola plástica é cobrada no supermercado e isto fez o volume diminuir drasticamente. Opte por produtos com pouca embalagem ou embalagem reutilizável como potes e vidros. Evite embalagens não recicláveis. Rejeite o isopor. Evite usar descartáveis com freqüência como: pratos, garfos, copos e talheres (muito comuns em fast-foods). Lanchonetes devem evitar servir saches com porções individuais de açúcar, sal e temperos optando por potes de mesa. Compre somente a quantidade que vai consumir. Escolha produtos duráveis. Adquira brinquedos com certificados. Não compre produtos piratas como: roupas, tênis, CDs, DVDs, produtos de informática, óculos de sol, pilhas, etc. Quanto menos impostos arrecadados, menos investimentos sociais. Evite o consumo de supérfluos. Não encha sua casa de tralhas. Devolva materiais de escritório que não usa ao almoxarifado da empresa. Antes de sair de casa, faça uma lista do que precisa comprar. Evite compras por impulso. No escritório, use somente 1 copo de plástico por dia ou traga sua caneca de casa. Em casa prefira usar guardanapos, toalhas e filtros de pano aos de papel. Recuse folhetos. Utilize os dois lados da folha de papel para escrever, imprimir ou fazer rascunho. Revise textos na tela do computador antes de imprimir. Reutilize papel de embrulho de presente. Dê presentes úteis. Procure descobrir o que seus parentes estão precisando ou querendo comprar na ocasião. Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o Meio Ambiente. Se você acessa seu banco pela internet, bloqueie o envio de extratos mensais pelo correio. Sempre que possível procure aproveitar integralmente os alimentos como: talos, folhas, sementes e cascas. Doe roupas, brinquedos, livros e outros objetos que não tem mais utilidade para você, mas que pode ser útil para outra pessoa. Passe adiante. Algumas instituições, como o Exército da Salvação, recolhem móveis e objetos usados para vender em bazares. Procure móveis e objetos de segunda mão. Pelo menos a cada mudança de estação, organize seu armário de roupas. Você encontrará peças esquecidas que poderá usar ou repassar para alguém. Roupas rasgadas servem de trapos para limpeza. Prefira consertar a substituir objetos. Não jogue o pinheiro de Natal no lixo. Cuide bem dele até o Natal e depois plante no jardim. Ou utilize árvore sintética. Use a imaginação para dar utilidade aos objetos que iriam para o lixo. Leve remédio que não usa ou vencidos a um posto de saúde próximo. Prefira produtos reciclados. Incentive a comunidade a exigir a coleta seletiva e o fim dos lixões a céu aberto. Cobre iniciativas do prefeito. Não joguem no lixo baterias de celular, lâmpadas, restos de tinta ou produtos químicos. Em caso de dúvidas de descarte, ligue para o serviço de atendimento do fabricante. A empresa Apliquim faz reciclagem de lâmpadas, www.apliquim.com.br Cobrar das prefeituras mais empenho em viabilizar e criar cooperativas e associações de catadores de material reciclável. Não leve pneu velho para casa, nem abandone em qualquer lugar. Eles atraem mosquitos transmissores de doenças como a dengue. Deixe o pneu velho onde estiver comprando o pneu novo. Sobre o descarte de computadores, TVs, telefones celulares, fornos de microondas, câmeras fotográficas e outros equipamentos, exija do governo uma norma nacional sobre reciclagem e eliminação do lixo eletrônico, já que muitos componentes têm substâncias tóxicas. Com criatividade, enfeite a casa com: uma bonita fruteira, artesanato com recicláveis, vasos de folhagens, temperos, flores com raiz e crie um ambiente em harmonia com a natureza. Quem tem quintal, pode cultivar um jardim, uma pequena horta ou plantar árvores para servir de abrigo e atrair as visitas dos passarinhos.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Buraco na camada de ozônio levará 2 décadas para diminuir

O buraco na camada de ozônio, que surgiu nos anos de 1980 sobre a Antártica, não deve se reduzir antes de 10, ou 20 anos, e não desaparecerá, se todas as medidas forem cumpridas, antes de 2075, previu a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Há 21 anos, ONU evita destruição da camada de ozônio. "A situação continuará sendo grave nos próximos 10, ou 20 anos, antes que o buraco comece a desaparecer, sob a condição de que se respeite o protocolo de Montreal", avaliou a organização, às vésperas do Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, em 16 de setembro. Serão necessárias várias décadas até que o buraco desapareça e se volte à situação anterior a 1980. Calcula-se que isso vá acontecer para 2075. A concentração dos gases CFC diminui a um ritmo de 1% ao ano. No dia 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram um documento chamado "Protocolo de Montreal" no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera. Para comemorar o feito, em 1994, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a data como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Os países signatários, neste dia, procuram meditar sobre a questão e realizar diversos eventos que conscientizem a população sobre o significado do Protocolo. A destruição da camada de ozônio, ainda que parcial, foi certamente o maior desastre ecológico de todos os tempos causado pelo homem moderno. Hoje, mesmo com a queda do consumo de CFC, o gás ainda é comercializado no mercado paralelo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Buraco na Camada de Ozônio

A camada de ozônio é uma capa desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a serem utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer. Nos últimos anos tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás, principalmente nos refrigeradores, provavelmente vêm fazendo com que o buraco continue aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerosóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema. A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida, onde principalmente em setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema. Raios ultravioletas são semelhantes a ondas luminosas, se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 à 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais. As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia. Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis. As massas de ar circulam no mundo todo, um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo. No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono. A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no "efeito estufa", o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Governo prevê queda de 70% no desmatamento até 2018

O plano federal contra efeito estufa tolerará a destruição de 70.000 Km² nos próximos oito anos. O Plano Nacional de Mudanças do Clima, prevê uma meta de redução de 73% no desmatamento até 2018. A base para o cálculo é um valor médio do desmatamento apurado num período de dez anos encerrado em 2005, ou 19.500 Km². Com isso, o governo vai tolerar o desmatamento de 70 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica de 2009 a 2017, uma área superior aos estados do Rio de Janeiro e Sergipe juntos. Essa proporção representa um teto para o desmatamento, em 2017, de cerca de 5.000 Km², ou cerca de metade do índice registrado neste ano, de mais de 11 mil km². Criticado por ambientalistas que fazem parte do comitê de mudança climática, o Plano Nacional Sobre Mudança do Clima, anunciado por Lula pelo ministro Carlos Minc, dá a folga necessária para a expansão do agronegócio e a execução de obras de infra-estrutura, segundo técnicos do próprio governo. Para cumprir a meta, o desmatamento entre 2006 e 2009 terá que ser reduzido inicialmente em 40%, em relação aos níveis do período 1996-2005. Segundo os números divulgados pelo governo, a Amazônia perdeu, entre agosto de 2007 e julho de 2008, cerca de 11.968 Km². De 2010 a 2013, a pretensão é diminuir a devastação em 30% em relação aos quatro anos anteriores (2006-2009) e para o período entre 2014 e 2017 a meta de redução também é de 30% com relação a 2010-2013. O Brasil vinha sendo pressionado por outros países para assumir compromissos de redução da devastação da Amazônia e da emissão de gases poluentes. O Plano fixa metas para a redução das emissões de gás carbônico, principalmente aquelas provocadas pelo desmatamento. O governo calcula que reduzindo o desmatamento em 70% até 2017, o País poderá evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. Para reduzir as emissões, o governo federal também se comprometeu a eliminar a prática de atear fogo aos canaviais para renovar o cultivo. O plano não prevê metas para o cerrado, um ecossistema mais vulnerável ao agronegócio. As queimadas no cerrado contribuem para o efeito estufa que as registradas na selva amazônica. A decisão de assumir metas foi possível porque mudou-se a relação de forças dentro do governo para isso, como também a percepção da sociedade e dos cientistas sobre o assunto. O plano é melhor do que o da China e o da Índia e, com segurança, melhor que o de outros países que nem sequer assinaram o Protocolo de Kyoto e foi elaborado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no qual 12 ministérios têm representação. Não é suficiente ter um Plano, temos que conscientizar a sociedade brasileira sobre as vantagens comparativas que tem um país como o Brasil se preservar suas florestas. Outra das metas do Plano é dobrar a área de floresta plantada dos atuais 5,5 milhões de hectares para 11 milhões de hectares em 2020. Na área de energia está prevista a criação de uma política de eficiência energética que permita reduzir o consumo de eletricidade em 10% até 2030. O governo se comprometeu, durante os próximos dez anos, a mudar, a cada ano, um milhão de geladeiras antigas por modelos novos que consomem menos eletricidade. Estabelecer metas internas representa um passo "importantíssimo" do país em demonstrar que está disposto a fazer muito mais do que vem fazendo atualmente. O Brasil também estará em uma posição internacional privilegiada de exigir dos países em desenvolvimento um empenho muito maior do que aquele até então anunciado. O anúncio do plano ocorre após o governo ter divulgado um aumento de 3,8% na taxa de desmatamento da Amazônia no período de um ano, de agosto de 2007 a julho deste ano, a primeira alta na taxa anual nos últimos quatro anos. Críticas O plano foi criticado por membros do próprio comitê de mudança do clima. Estamos longe de ter um plano que atenda à dimensão do problema que enfrentamos, é uma forma de o governo respaldar e legitimar um fato, em referência à destruição da floresta. Critica-se a decisão do governo de utilizar porcentuais elevados de desmatamento no passado para estabelecer metas para os próximos anos. Em 2004, a área desmatada na Amazônia chegou a 27.000 Km², reduzindo para 20.000 Km² no ano seguinte. Avalia-se que o governo, ao tolerar um desmatamento de 70.000 Km² de 2009 a 2017, vai permitir a destruição justamente da área propícia ao desenvolvimento sustentável. Essa área está próxima de cidades, vilas, estradas e de toda uma infra-estrutura. Pela visão do mercado, vamos perder o filé mignon, que é a floresta perto da infra-estrutura. É aí que deveria ter projeto de desenvolvimento sustentável, algo que não é possível em regiões mais remotas como a Serra do Tucumaque. Não faz o menor sentido achar que o plantio de mais eucaliptos e pinhos é uma forma de combater o aquecimento global. A plantação de um hectare de pinhos não compensa um hectare desmatado de floresta nativa. A proposta do governo é aumentar em mais 5,5 milhões de hectares a área de florestas. Deste total, 3,5 milhões são de floresta comercial e apenas 2 milhões de espécies nativas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Desmatamento em 2009 terá de ser o menor da história para cumprir meta

Plano lançado ontem pelo governo federal estipula uma queda de 40% na devastação da Amazônia até 2010 O governo federal lançou ontem o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que traz como meta principal uma redução progressiva do desmatamento na Amazônia nos próximos dez anos. A primeira etapa é reduzir em 40% a média anual de desmate no período 2006/2009, em relação à média dos dez anos anteriores (1996-2005), que foi de 19.500 Km² de floresta derrubada. Ambientalistas classificaram a meta como "tímida". Mas nem tanto. Para cumprir o plano, segundo cálculos do Estado, o desmatamento em 2009 terá de ser o menor da história - 9.200 Km², no máximo. Em 20 anos de monitoramento e fiscalização, o desmatamento na Amazônia jamais caiu abaixo de 11.000 Km². A taxa anual mais baixa foi a de 1991, quando 11.030 Km² de floresta desapareceram do mapa. Este ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estima que o índice ficará em torno de 12.000 Km², o que já é visto como um resultado muito positivo. Pela meta do governo, a média do desmatamento no período 2006/2009 não poderá passar de 11.700 Km², o que significa que o total de área desmatada nos quatro anos não poderá ser maior do que 46.800 Km². Nos últimos três anos, incluindo 2008, já foram derrubados 37.600 Km² de floresta, o que deixa um "saldo" de apenas 9.200 Km² para desmatar em 2009 sem estourar o limite do plano. Nos quadriênios 2010-2013 e 2014-2017, o desmatamento deverá ser reduzido em mais 30% cada, comparado à média dos quatro anos anteriores. A expectativa, com isso, é que em 2017 a taxa anual de desmate seja de 5.000 Km². Até lá, mesmo se todas as metas forem cumpridas, outros 70 mil Km² de florestas vão desaparecer - uma área maior do que a dos Estados do Rio e Sergipe juntos. Estima-se que de 80% a 90% dos desmatamentos praticados na Amazônia são ilegais, se é ilegal, a meta deveria ser zero. O que o governo está dizendo é que vai conviver com a ilegalidade até 2017. Estamos longe de ter um plano que atenda à dimensão do problema que enfrentamos, a falta de metas mais rígidas contra a destruição da floresta é uma forma de o governo respaldar e legitimar um fato. FLORESTA QUENTE O desmatamento é a principal fonte de emissão de gases-estufa do Brasil, por causa do dióxido de carbono (CO2) que é liberado na queima e na decomposição da matéria orgânica da floresta. Cerca de 75% do CO2 lançado pelo País na atmosfera é produzido dessa forma. Há anos, o governo brasileiro vem sendo pressionado - externamente e internamente - a assumir metas mensuráveis de redução do desmatamento, como forma de reduzir também suas emissões de CO2 e sua contribuição para o aquecimento global. O anúncio do plano, coincidiu com a abertura da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a realização do plano evitará a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de CO2. O País ganha uma base de cálculo para quantificar e valorizar seus estoques de carbono. "Tinhámos objetivos, mas sem procedimentos e cronogramas", disse Minc. "Não podíamos cobrar dos setores redução do desmatamento, pois não havia um plano nem uma meta." Ambientalistas elogiaram a mudança de postura do governo, que até muito recentemente não aceitava discutir nenhum tipo de meta. Só o fato de estarmos falando sobre metas já é um avanço enorme. Ao mesmo tempo, porém, criticaram a falta de metas rígidas, não só sobre desmatamento, mas sobre energias renováveis, medidas de adaptação às mudanças climáticas e outros temas. O plano incentiva o plantio de pinus e eucalipto como forma de "zerar a perda líquida de cobertura florestal" até 2015 e não traz metas para a conservação do cerrado. É tudo muito insuficiente. METAS ANUNCIADAS Reflorestamento: Previsão de plantio de 5,5 milhões de hectares de florestas, sendo 3,5 milhões de hectares com pinhos e eucaliptos e apenas 2 milhões referentes a espécies nativas, até 2020 Limite: Entre 2009 e 2017, o desmatamento na Amazônia poderá ser de, no máximo, 70 mil Km² de floresta. Essa área é maior que os territórios dos Estados de Sergipe e do Rio juntos Legalização: Aumentar no mercado a oferta de madeira legalizada, ou seja, aquela retirada da floresta com a permissão do governo Recursos: Arrecadar US$ 1 bilhão em doações do exterior para o Fundo Amazônia, criado neste ano e que já recebeu doação da Noruega Outros setores: Troca de 1 milhão de geladeiras antigas por ano, em um período de dez anos Energia: Aumento do consumo de carvão vegetal "sustentável" em substituição ao carvão mineral Combustível: Fomento à indústria do etanol para alcançar aumento médio anual de consumo de 11% nos próximos dez anos Ausência: O plano não traz metas de limite de desmatamento no cerrado, um dos biomas mais vulneráveis. Neste ano, o cerrado deve perder cerca de 20 mil Km² de cobertura natural, contribuindo para o aquecimento global NÚMEROS 9,2 mil Km² é o máximo que o País poderá desmatar no ano que vem para cumprir a primeira etapa da redução progressiva do desmatamento na Amazônia 70 mil Km² é a área total de desmatamento da floresta amazônica que o governo vai tolerar entre 2009 e 2017, uma extensão de matas superior ao território dos Estados do Rio e de Sergipe, somados 5 mil Km² é a taxa de desmate anual esperada para 2017, caso o plano do governo seja bem-sucedido

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Desenvolvimento Sustentável

Os atuais modelos de crescimento econômico geraram enormes desequilíbrios. Se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável, onde se procura conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. De acordo com a teoria do desenvolvimento sustentável, precisamos nos desenvolver atentos às limitações ecológicas do planeta, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem. A proteção do ambiente tem de ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente. É aqui que surge uma questão sobre a qual pouco se pensa: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça social, pois não leva em consideração nenhum aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas. O desenvolvimento, por sua vez, além de se ocupar da geração de riquezas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de todos, considerando, portanto, a qualidade ambiental do planeta. Na rota do crescimento e da sustentabilidade, o Brasil tem ganhado credibilidade nos últimos anos e se tornado essencial à agenda de qualquer grande investidor. Reformas econômicas e estruturais estão conduzindo o país a uma nova posição no cenário internacional. A economia brasileira teve um crescimento forte e sustentável nos últimos anos e as exportações dobraram desde 2003, resultando num significativo aumento de sua participação no comércio mundial. A busca por alternativas aos combustíveis fósseis e as preocupações com o aquecimento global têm feito crescer o interesse mundial pelos biocombustíveis. O etanol brasileiro é uma das melhores alternativas para atender esse mercado potencial, uma vez que o Brasil é o maior produtor mundial de biocombustíveis e o segundo maior produtor de etanol do mundo com 33,2% da produção mundial. É o maior exportador com 37% do market share global. A previsão é de que em cinco anos, o Brasil será responsável por metade do comércio mundial de etanol. A safra de 2007/2008 foi de 22,5 bilhões de toneladas de álcool, sendo que 3,6 bilhões de toneladas foram exportadas. Perspectivas para 2021, são de que o Brasil vai produzir 65,3 bilhões de toneladas de etanol e exportar 15,7 bilhões de toneladas. Produzido em 1% das terras aráveis do Brasil, o etanol não compete com a produção de alimentos, que duplicou no país na última década. Metade da gasolina consumida no Brasil já foi substituída por etanol. Introduzidos no mercado brasileiro em março de 2003, os veículos flex- fuel (bicombustíveis) são projetados para trabalhar com qualquer mistura de gasolina e etanol. Do total de veículos leves licenciados no primeiro semestre de 2008, 87,6% foram do tipo bicombustível, contra 7,9% dos modelos a gasolina. O Brasil é mundialmente reconhecido também como um grande centro de empresas e instituições públicas e privadas ligadas ao setor sucroalcooleiro, cobrindo a cadeia agroindustrial da cana-de-açúcar desde o desenvolvimento de tecnologias industriais e agrícolas, fabricação de equipamentos, desenvolvimento de variedades de cana e prestação de serviços diversos, até a participação efetiva no desenvolvimento e estruturação de mercados. O Brasil oferece soluções completas à indústria sucroalcooleira mundial para o processamento da cana-de-açúcar e produção de combustíveis renováveis (etanol, biodiesel, biomassa) e o açúcar. A bioeletricidade, energia elétrica produzida a partir de biomassa de origem vegetal, está se tornando também uma atividade promissora no país, com projeções de crescimento de até 700% na produção até 2021. Este tipo de energia limpa, renovável e sustentável, pode ser obtido através do bagaço e da palha, materiais ricos em fibras, que sobram do processamento da cana. O biodiesel já está presente nos postos de combustíveis brasileiros, na proporção de 3% misturados ao óleo diesel. Uma das vantagens do biodiesel é sua origem diversificada. Pode ser obtido a partir do processamento de diversos óleos vegetais, girassol, soja, pinhão manso, mamona, palma, dentre outros. A proposta da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: os biocombustíveis como vetor do desenvolvimento sustentável, é debater estes e outros tópicos. Paralelamente, na 1ª Exposição Internacional Sobre Biocombustíveis, as melhores tecnologias de produção serão apresentadas por empresas e instituições que investem em soluções para a busca da energia sustentável. Os biocombustíveis são a nova realidade sustentável e eficaz para substituir os combustíveis fósseis. O Brasil se destaca na produção mundial de biocombustível, solo, água, sol e natureza compõem a base de um grande potencial para a produção dessa matriz energética do século XXI. A produção nacional de biocombustíveis do Brasil é sustentável, a cada ano isso tem sido demonstrado através do nosso desenvolvimento tecnológico. A cana-de-açúcar é a principal matéria-prima do Brasil utilizada para a produção de etanol. A cada dia novas tecnologias e soluções inovadoras têm sido apresentadas para outras formas de biocombustíveis como o biodiesel e a bioeletricidade. Eventos servirão como plataforma para disseminar o uso da tecnologia flex fuel desenvolvida no Brasil que permite um único automóvel a ser abastecido tanto com álcool como gasolina, fator já consolidado na indústria automobilística brasileira. Hoje 90% dos automóveis fabricados no Brasil já contam com essa tecnologia. O valor estimado que o setor nacional de etanol movimenta está em torno de R$ 40 bilhões anuais. O Biocombustível aparece com grande relevância no início do século XXI. No contexto de desenvolvimento sustentável, esse tema abrange muitas vertentes, tais como a produção de combustíveis sem danificar o meio ambiente, a geração de postos de trabalho, o desenvolvimento tecnológico e a preservação de áreas verdes que podem, no futuro próximo, atrair recursos financeiros para a economia brasileira. Na última década, o desenvolvimento da indústria brasileira do etanol levou à necessidade de informar a sociedade sobre o desenvolvimento tecnológico que o país atingiu, enfatizando tema como sustentabilidade, soluções tecnológicas e perspectivas da indústria brasileira.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Meio Ambiente

Durante muito tempo, produtores e usuários se colocaram em campos opostos no que diz respeito aos impactos ambientais decorrentes da geração e utilização das diferentes formas de energia. Todavia, logo perceberam que era preciso facilitar a relação entre a sociedade e o setor energético para que os problemas fossem minimizados. O desperdício de energia e a degradação do meio ambiente pela exploração descontrolada dos recursos naturais passaram, então, a ser objeto de preocupação mundial. Nos últimos anos, todos os países têm trabalhado e se organizado em busca de fontes alternativas de energia; na promoção de políticas de aumento da eficiência energética; no combate ao desperdício; e na criação de condições adequadas à implementação do desenvolvimento sustentável. Impactos Ambientais Durante os processos de geração, transmissão e distribuição, o meio ambiente sofre: as barragens mudam o regime dos rios e interferem na fauna e na flora da região; é preciso retirar pessoas e, algumas vezes, cidades inteiras das áreas onde vão ser construídas as usinas; as linhas de transmissão ocupam faixas contínuas de terra e desfiguram a paisagem; a queima de combustíveis como o carvão e a lenha, pode esgotar os recursos naturais e poluir a atmosfera etc. Os poluentes atmosféricos gerados pelas termelétricas podem ter seu nível de emissão controlado por meio de filtros e outros equipamentos. Além disso, é possível também reduzir a quantidade de gás carbônico, derivado da queima dos combustíveis, aumentando a eficiência dos processos utilizados nas usinas. O uso múltiplo de reservatórios e o desenvolvimento de projetos de irrigação, piscicultura, resgate da fauna e da flora, turismo e lazer são fundamentais para a redução dos impactos ambientais e sociais decorrentes da remoção da população local durante a construção de usinas hidrelétricas. É possível também reduzir as perdas nas etapas de transmissão e distribuição, aplicando novas tecnologias e investindo na manutenção de equipamentos. Manter o sistema funcionando perfeitamente, além de economizar energia, é fundamental para a segurança de trabalhadores e usuários. O investimento em tecnologia para que sejam implantados mecanismos de segurança satisfatórios nas usinas nucleares são muito importantes, pois em todas as etapas do ciclo percorrido pelo urânio são emitidos resíduos radioativos perigosos para a saúde de quem trabalha ou vive perto dessas usinas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A crise financeira e o impacto ambiental

A crise financeira surge em meio à outra crise, tão relevante em nossas vidas quanto o problema econômico: a crise ambiental. Os problemas previstos com a questão do clima no mundo suscitaram debates, discussões e pouca adesão. A crise financeira promoveu uma mobilização mundial para reestabilizar o mercado mundial. Precisamos colocar o problema das finanças no plano de fundo do reequilíbrio da desigualdade planetária e no financiamento da problemática ambiental. Analisar a relação entre as duas crises, as emergências para repensar o meio ambiente a partir do que será construído para reorganizar o mercado financeiro e também sobre as oportunidades que surgem para a natureza a partir da crise no sistema econômico. Há uma gigantesca esperança com a eleição de Obama porque os Estados Unidos, como economia mais forte do planeta, generalizou políticas que eram contrárias ao ambientalismo, políticas unilaterais sem consulta, o desprezo pelas Nações Unidas e sistemas multilaterais de governança. Tudo isso, junto com políticas irresponsáveis na área de energia de finanças, gerou um buraco negro para o planeta. Ladislau Dowbor é graduado em Economia Política, pela Université de Lausanne, na Suíça. É especialista em Planificação Nacional, pela Escola Superior de Estatística e Planejamento da Polônia, onde também obteve o título de mestre em Economia Social e doutor em Ciências Econômicas. Atualmente, é professor da PUC-SP. Sua mais recente obra é Democracia econômica: alternativas de gestão social (Petrópolis: Editora Vozes, 2008). Confira a entrevista. IHU On-Line - Qual o impacto da crise financeira sobre o meio-ambiente? Ladislau Dowbor - No conjunto, trata-se de um problema central que na economia chamamos de regulação econômica. Os bancos e o sistema de intermediação financeira não trabalham com dinheiro próprio, mas com poupanças que são da população. Se você olhar na nossa constituição, verá que os nossos intermediários financeiros recebem autorização para trabalhar com o dinheiro do público com o objetivo de promover o desenvolvimento e assegurar o uso produtivo das poupanças. É óbvio que o sistema financeiro desgarrou completamente dessa visão e se transformou num sistema especulativo mundial. Isso vale para o conjunto de derivativos. Na véspera da crise, a circulação diária de aplicações especulativas era da ordem de 1,8 trilhões de dólares por dia, quando o volume de importações e exportações que justificariam transações financeiras como contrapartida gira em torno de 30 bilhões por dia. Então, é uma irresponsabilidade generalizada dos grandes bancos e dos investidores institucionais que passaram a fazer dinheiro com dinheiro sem se preocupar com a sua aplicação produtiva. Isso é a base da crise, porque você monta um castelo de cartas entre especuladores baseado na incompreensão dos comuns mortais de como funciona essas coisas e o resultado é a quebra. O problema não está na crise em si. Esse é um sistema que simplesmente não funciona. Estamos nos reorientando para a redefinição das regras do jogo. Breton Woods do fim dos anos 1940 criou o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, a ONU, enfim, criou regras do jogo que já estão ultrapassadas. O que está na mesa é como serão as regras do jogo para resgatar o eixo central. As poupanças, que são das populações e não dos intermediários financeiros, devem ser utilizadas para atividades produtivas, para o progresso social e para o equilíbrio ambiental; esse é o eixo central. IHU On-Line - Em relação às mudanças climáticas, que urgências são suscitadas a partir da crise financeira? Ladislau Dowbor - Ignacy Sachs fala sobre as oportunidades que saem dessa crise, e Jeffrey Sachs segue outra linha, que também é importante. Juntando essas visões, você descobre que podemos colocar na mesa o problema da crise financeira de forma mais ampla e discutir, então, a organização econômica e social do planeta. Ou seja, coloca o problema das finanças no plano de fundo do reequilibramento da desigualdade planetária e no financiamento da problemática ambiental. Esses são os dois grandes eixos de desafiam o planeta: a desigualdade - nós temos quatro bilhões de pessoas, segundo o Banco Mundial, que estão fora do chamado beneficio da globalização - e o aquecimento global que, na realidade, é a ponta mais visível, que implica no esgotamento das vidas nos mares, na erosão dos solos, na perda de cobertura vegetal por desmatamento irresponsável, na contaminação generalizada da água doce no planeta. Afora isso, um detalhe: o petróleo fácil está acabando, ou seja, a matriz energética precisa ser repensada. A crise é bem mais ampla e, de certa maneira, ao desencadear, com extrema visibilidade para todo o planeta, a irracionalidade e a fraude sistemática que existe nos mecanismos financeiros põe em discussão as regras do jogo para a regulação planetária para o conjunto dos problemas sociais e ambientais. O planeta está frente a frente com a responsabilidade. São problemas demasiadamente amplos. Nós acreditamos tempo demais que o mercado resolveria que uma mão invisível resolveria. Nós precisamos de governança planetária que funcione. Há uma gigantesca esperança com a eleição do Obama porque os Estados Unidos, como economia mais forte do planeta, generalizou políticas que eram contrárias ao ambientalismo, políticas unilaterais sem consulta, o desprezo pelas Nações Unidas e sistemas multilaterais de governança. Tudo isso, junto com políticas irresponsáveis na área de energia de finanças, gerou um buraco negro para o planeta. Os Estados Unidos têm um peso tal para o planeta que não se conseguem soluções sistêmicas sem que eles contribuam. Então, essa virada atual abre imensas esperanças. IHU On-Line - Como avalia a posição dos governos frente às duas crises? Ladislau Dowbor - O Brasil vive uma situação bastante particular. Em primeiro lugar, o fator crítico no Brasil é a desigualdade social e nesse plano é um país que está indiscutivelmente fazendo a lição de casa. A partir do governo Lula, temos o Bolsa Família, que atingiu cerca de 45 milhões de pessoas, a capacidade real de compra com o salário mínimo superior a 30%, o que favoreceu cerca 26 milhões de trabalhadores. O aumento do salário mínimo, como ele é um regulador das pequenas aposentadorias, atingiu também a melhoria de cerca de 16 milhões de aposentados. Tivemos ainda um aumento em cerca de dez milhões de empregos nessa gestão e o aumento do Pronaf. Regiões mais pobres do país vivenciaram o Programa Territórios da Cidadania. Esse conjunto de iniciativas que inclui outros projetos, como o ProUni, está ajudando a reequilibrar socialmente o país. O outro eixo é o ambiental, em que vivemos uma situação particular. Porque nós temos uma matriz energética que é das menos agressivas no planeta. O Brasil está baseado essencialmente em energia hidrelétrica. Onde nós somos mais vulneráveis é nas queimadas, por exemplo, aquelas utilizadas na produção de açúcar e na Amazônia. O terceiro eixo nessa problemática ambiental é que o Brasil tem a maior reserva planetária de terras agrícolas paradas, ao mesmo tempo em que possui imensas reservas de água. Com a necessidade de evolução para biocombustíveis, é óbvio que um país com gigantescas reservas de terra e água tem trunfos na mão extremamente poderosos. O Brasil é, em grande parte, o eixo das soluções, não dos problemas. O problema está e continua nos Estados Unidos, que têm 4% da população e mais de ¼ da produção de gases estufas do planeta. É ali que realmente está se gerando a ameaça. Complementarmente, temos fortes ameaças da China e outros países com bastante peso populacional. Pense que a China e a Índia representam 40% da população mundial. Na visão mais ampla, o planeta deve repensar a sua sustentabilidade. Nós usamos, para essa mudança institucional necessária, a visão de que há três personagens sem voz: a natureza é silenciosa, os quatro bilhões de pobres do planeta não têm voz e nem aparecem na mídia, e as futuras gerações que serão privadas de água limpa, de vida nos mares, também não estão presentes para protestar. Esse sistema de desenvolvimento que nos enche de publicidade na televisão, com imagens de bonecas Barbie dizendo que está tudo uma maravilha, é muito demagógico e irresponsável. IHU On-Line - Com as proporções que a crise financeira tomou, há uma perspectiva diferente para a abordagem ecológica? Como essa abordagem deve acontecer? Ladislau Dowbor - Isso é justamente o que está se colocando embaixo do título geral de Breton Woods II. É interessante lembrar que Breton Woods surge a partir de uma gigantesca crise gerada por uma guerra mundial, 60 milhões de mortos e uma disposição do planeta de dizer um basta. De certa maneira, nesse sentido, a crise é geradora de oportunidades porque balança as visões do planeta. Se não fosse a crise financeira, o Obama não teria sido eleito, e então estaríamos com a continuação da exploração do petróleo e mais irresponsabilidades mundiais e mais guerras. Essa crise leva o presidente da França, um conservador liberal, a dizer: “Não é possível continuar sem recuperar o poder da política sobre os mecanismos econômicos”. Pensemos que há toda uma atitude brasileira no sentido de se construir alternativas. IHU On-Line - Pensar no meio ambiente estimularia uma nova forma de desenvolvimento econômico? Que oportunidades para o meio ambiente surgem diante dessa crise financeira? Ladislau Dowbor - Não tenho dúvidas. Isso passa por vários eixos. Precisamos mudar a matriz energética. Por isso, tantas empresas estão começando a produzir carros elétricos, sistemas mistos, enfim, estão buscando novas tecnologias. No mundo da agricultura, a simples extensão de grandes propriedades de monocultura com muitos pesticidas e contaminação, essa visão que chamamos de revolução verde, está sendo colocada de lado. Isso gerou um relatório planetário muito importante sobre a aplicação das tecnologias da agricultura.

sábado, 29 de novembro de 2008

Crises ambientais de 28 a 31

A Crise Ambiental 28 PRESERVAR AS FLORESTAS TROPICAIS É PRESERVAR A VIDA • Localizadas nas áreas tropicais, na estreita faixa próxima à linha do Equador, na África, Ásia, Américas Central e do Sul, estas florestas são um verdadeiro laboratório para todos os tipos de vida animal e vegetal. • As florestas tropicais ocupam apenas 2% da superfície terrestre, mas é um elo essencial da cadeia ecológica que mantém o equilíbrio na biosfera. Você sabia que? • Mais da metade das espécies vegetais, animais e de insetos do Planeta encontram seu habitat natural nas florestas tropicais. • Numa área de 6 km² de floresta tropical podem ser encontradas mais de 1.500 espécies de plantas que dão flor, mais de 750 espécies de árvores, 400 tipos de pássaros, 150 tipos diferentes de borboletas, 125 diferentes mamíferos, 100 répteis, 60 anfíbios e inúmeros insetos. • Apenas 1% dessas espécies foi estudada. • Uma em cada quatro drogas empregadas pela indústria farmacêutica tem origem vegetal em espécies típicas das florestas tropicais. • A indústria de perfumaria também extrai a maioria de suas essências das florestas tropicais. • Pelo menos em teoria, existem 1.400 espécies vegetais nas florestas tropicais, que podem ser úteis para a terapia do câncer. COLETA SELETIVA • Acho que agora você já está convencido da necessidade de realizar a reciclagem. • Busque informações em sua localidade sobre locais que compram ou recebem, ou procure um desses catadores que proliferam pela cidade puxando os seus carrinhos. Você sabia que? • A coleta seletiva diminui em 42% o peso do lixo a ser coletado. • Dados da ONU informam que o Brasil joga no lixo anualmente 4,5% de seu Produto Interno Bruto? A Crise Ambiental 29 • Como separar o lixo: • Tenha sempre um para material orgânico e outro para o reciclável. • Plástico, papel, papelão, vidro e latas são recicláveis. • Lave os frascos e vasilhames antes de reciclar. • O restante coloque em sacos fechados para ser recolhido. • Reciclar é a forma mais racional de eliminar resíduos. • Com a reciclagem o material volta para o ciclo de produção. • A reciclagem soluciona o problema da superlotação dos aterros sanitários. • Nós todos somos responsáveis pela poluição e temos a obrigação de contribuir para uma solução. ENERGIA ALTERNATIVA • Durante muitos séculos as fontes de energia utilizadas eram a água, o vento, o sol. • A partir do século 18, a Revolução Industrial tornou necessária a utilização de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, que levaram milhões de anos para se formar, mas agora são utilizados de maneira indiscriminada pelo homem e tendem a se esgotar rapidamente. Você sabia que? • Todas as fontes de energia renovável vêm do Sol. • Um milésimo de um milionésimo de energia solar absorvido pela Terra é suficiente para produzir ventos, ondas, e energias geotérmicas e solares. • O gás metano, criado nos aterros e fossas sanitárias, também é energia renovável. • O biogás não polui e substitui todos os derivados de petróleo. • As usinas de cana podem utilizar o bagaço de cana para gerar dois terços de sua própria energia. • Os painéis de energia solar não necessitam de manutenção durante vinte anos e absorvem a energia do sol mesmo em dias parcialmente nublados. A Crise Ambiental 30 • O que fazer: • Economize energia, regulando os aparelhos eletrodomésticos, trocando lâmpadas, utilizando energia de fontes renováveis. OS PERIGOS DO MERCÚRIO • Usado na garimpagem de ouro, parte do mercúrio se evapora e se condensa, o restante é jogado nos rios. • Nos rios, o mercúrio reage com sedimentos orgânicos e serve de alimento para os peixes, que depois servem de alimento para o homem. Você sabia que? • A tolerância ao mercúrio nos seres humanos é de 002 ppm (parte por milhão) no sangue e de 0,2 na urina. • Garimpos brasileiros já apresentaram contaminação até 2 mil vezes superior à tolerância biológica. • Peixes que migram para a desova podem levar poluição para outros rios, se estiverem contaminados. • Muitos garimpos utilizam mercúrio de forma ilegal e retira o outro de forma ilegal sem pagar tributos. • Os índices de mercúrio do rio Madeira estão cem vezes acima do aceitável. • O que fazer: • Exija maior controle do governo sobre os garimpos e o uso do mercúrio. • Boicote o ouro usado nas jóias e outros supérfluos. SALVE A AMAZÔNIA • O desmatamento da Amazônia já atingiu milhares de km² de florestas. • Somente em 1989 foram destruídos 50 mil km² de florestas Você sabia que? • A floresta amazônica foi invadida por colonos para a abertura de pastagens, o solo da Amazônia é pobre para a lavoura. A Crise Ambiental 31 • Entre 1980 e 1989 o desmatamento em Rondônia subiu de 3% para 24% do território. • Siderúrgicas de ferro-gusa ao longo da ferrovia Carajás, no Pará, consomem mais de um milhão de árvores em um ano para a produção de carvão. • Estradas abertas na floresta já devastaram regiões no Acre e no Maranhão. • As queimadas liberam 24 vezes mais gases que a queima de combustíveis fósseis. • O que fazer: • É preciso que o governo adote uma política ambiental para proteger o que restou das florestas. • A utilização de carvão mineral no lugar de carvão vegetal nas siderúrgicas evitará a derrubada de árvores.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 24 a 27

A Crise Ambiental 24 ASSIM NO TRABALHO COMO NA CASA • Há uma enorme quantidade de recursos naturais sendo desperdiçados nos seus locais de trabalho. • Não se iniba, sugira reutilização e reciclagem do lixo nestes locais. Você sabia que? • Nos escritórios são jogados até 500 toneladas/ano de material reciclável. • Cada tonelada de papel de escritório reciclada economiza 700 litros de petróleo. • Luminárias adequadas nos escritórios podem economizar até 50% da energia elétrica consumida em um ano. • Papel carbono, papel plastificado, clipes, grampos e fitas adesivas não são recicláveis. • Uma tonelada de aparas de papel reciclada substitui 2 m³ de madeira e evita o corte de duas árvores. • O que fazer: • Leve para o escritório seu próprio copo de vidro para não usar copos descartáveis. • Reaproveite os envelopes e recolha o papel descartado para reciclagem. • Organize campanha para que se faça a coleta seletiva do lixo nestes locais. • Faça um boletim, um quadro de avisos ou mande por e-mail notícias sobre ecologia e conservação de recursos naturais. • Faça com que as fotocópias sejam na frente e no verso do papel. • Sugira uma revisão técnica do sistema elétrico e dos aparelhos da empresa. COMBATA O DESPERDÍCIO - RECICLAR É A SOLUÇÃO • Todos os tipos de latas, plásticos, listas telefônicas, jornais, papéis papelão, vidros, roupas, calçados, etc. Há sempre algo em casa que você não precisa mais, mas que pode ser reaproveitado por alguém, seja para reciclar, seja para usufruto próprio. A Crise Ambiental 25 • Não deixe que essas coisas se acumulem dentro de casa sem serventia, ou, o que é pior que elas passem a aumentar o volume dos lixões, das rampas de lixo oficiais e clandestinas. • Doe. Quando você se despoja, retira o velho de dentro de casa, de dentro de você o novo sempre vem. Você sabia que? • O plástico reciclado pode ser utilizado em vários produtos: sacos para lixo, mangueiras, peças de automóveis, brinquedos, isolamento térmico. • 26 garrafas de refrigerantes são suficientes para se construir um abrigo esportivo de poliéster. • Boa parte do lixo domiciliar recolhido corresponde a plástico não biodegradável. • A reciclagem de latas comuns (ferrosas) produz uma economia de energia de 755, reduz a poluição do ar em 85%, diminui em 95% o volume relativo do lixo e em 76% a poluição das águas. • Cada vez que você joga fora uma lata de alumínio está desperdiçando energia correspondente a um litro de gasolina e que essa lata ainda estará poluindo a Terra daqui a 500 anos. • Jogar no lixo 2 latas de alumínio corresponde a desperdiçar a energia usada diariamente por um habitante de um país em desenvolvimento. • A energia economizada com a reciclagem de uma única lata de alumínio dá para manter ligado um aparelho de TV durante três horas. • Para se produzir uma tonelada de alumínio são necessários quase 4 toneladas de bauxita e um processo de lavagem desse minério que polui o meio ambiente. • O que fazer: • Busque informações sobre coleta seletiva e incentive essa prática em casa, no trabalho, na sua rua, no seu bairro, no seu município. • Recicle, recicle, recicle! • Essa prática reduz a necessidade de extração de matéria prima. A Crise Ambiental 26 O ÓLEO DO MOTOR • O óleo usado no motor é um dos mais perigosos poluentes. Você sabia que? • É possível refinar o óleo do motor até nove vezes. • Boa porcentagem da poluição das águas de rios e lagos são provenientes do óleo de motor. • O óleo jogado no chão pode infiltrar-se e contaminar mananciais. • Uma lata de litro de óleo para motor pode poluir 1 milhão de litros de água potável. • Apenas meio litro de óleo pode causar uma mancha venenosa de milhares de metros quadrados. • Jogar óleo nos esgotos ou nas ruas é o mesmo que despejá-lo diretamente em um rio ou lago. • O óleo de motor usado vendido para alimentar caldeiras, substituindo o combustível é uma prática ilegal porque lança substâncias tóxicas na atmosfera. • O que fazer: • Exija do governo o aumento da taxa de refino. • Denuncie se souber de uso industrial do óleo queimado. NÃO DESPERDICE ÁGUA • Qualquer um pode economizar fechando a torneira durante as tarefas domésticas e a higiene pessoal. • Não se esqueça de fechar bem as torneiras ao terminar. Você sabia que? • Mais de 30% do consumo doméstico de água é devido aos chuveiros e 14% às lavadoras de roupa. • Uma torneira aberta pode deixar escorrer por minuto até 20 litros de água. • Ao escovar os dentes com a torneira aberta você deixa escoar pelo ralo mais de cem litros de água. • Enquanto faz a barba sem fechar a torneira lá se vão mais outros 50 litros ou mais. • Para lavar o carro com uma mangueira escorrendo você consome até 600 litros de água. A Crise Ambiental 27 • Vasos sanitários com descarga de parede consomem 19 litros cada vez que são acionados, com reservatórios externos, 12 litros. • O que fazer: • Ao escovar os dentes, se você abrir a torneira apenas para enxaguar a boca e lavar a escova, usará apenas 2 litros. • Ao fazer a barba, encha a pia com água, o que representa um gasto de 4 litros apenas. • Não fique muito tempo embaixo do chuveiro e feche-o quando for se ensaboar ou passar xampu. • Ao lavar a roupa na máquina, use toda a capacidade, ela consome de 100 a 200 litros de água durante cada lavagem. DEIXE O CARRO EM CASA • Descubra o prazer de andar a pé, conhecer novas paisagens, apreciar a cidade, andando de ônibus, de trem ou de bicicleta. • Os carros ocupam as calçadas, um espaço que deveria ser do pedestre, emitem gás carbônico (CO²) e gastam muita energia. Você sabia que? • O gás carbônico é o principal fator do aumento do efeito estufa. • O óxido de nitrogênio liberado na atmosfera é responsável pelo aumento da chuva ácida. • Os carros são responsáveis por quase 30% dos hidrocarburetos que causam danos às árvores e aos nossos pulmões, devido a produção de fuligem. • 375 microgramas de partículas por metro cúbico de ar já podem causar ardor nos olhos e doenças respiratórias. • Que tal buscar outros meios de transporte, ou andar a pé, pelo menos de vez em quando! • Use menos o carro e mais o telefone. • Vá à padaria a pé, caminhar faz bem para a circulação. • Pratique o transporte solidário.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 21 a 23

A Crise Ambiental 21 RECICLE PAPEL • Florestas estão sendo destruídas para darem lugar a plantações de eucaliptos para produzir mais papel. • Eucaliptos absorvem muita água e afeta o equilíbrio do solo, causando erosões e danos ecológicos, como a extinção de animais que dependem das florestas para viver. • Sem as florestas mais gás carbônico permanece no, aumentando o efeito estufa. Você sabia que? • Se cada um dos habitantes do Planeta utilizasse uma caixa de lenço de papel por mês seria necessário destruir todas as florestas do mundo para a produção. • É necessária uma floresta inteira (mais de 500 mil árvores) para se produzir os jornais que os estadunidenses consomem semanalmente. • Produzir papel a partir de papel velho consome 50% menos energia, economiza 50 vezes menos água e reduz a poluição do ar em 95%. • O papel reciclado pode substituir o papel virgem. • Cada tonelada de papel reciclado representa 3 metros cúbicos de espaço disponível nos aterros sanitários. • O que fazer: • Recicle jornais, cadernos, revistas, sacos de padaria e outras folhas de papel em casa, na escola e no seu local de trabalho. • Comece a fazer coleta seletiva do lixo doméstico, espalhe essa idéia para sua escola ou para o seu trabalho. VIDRO TAMBÉM SE RECICLA • Há 3.500 anos a humanidade produz vidro com a mistura da areia, carbonato de sódio e carbonato de cálcio, submetida a 1.300º C. • Esse processo consome muita energia, que pode ser economizada em até 25% se for adicionado 10% de cacos de vidro na composição da matéria prima do vidro. A Crise Ambiental 22 Você sabia que? • A energia economizada com a reciclagem de uma garrafa é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 W durante quatro horas. • Todos os tipos de garrafas e potes de vidro podem ser reciclados infinitas vezes. • Produzir vidro com material reciclado reduz a emissão de poluentes no ar em até 20% e na água em 50%. • As garrafas sem retorno consomem três vezes mais energia na sua fabricação. • Uma tonelada de cacos de vidro reciclado significa uma economia de 80 quilos de petróleo. • A garrafa jogada no lixo pode demorar até 1.000 anos para se decompor. • No Ceará, o Hospital do Câncer/ICC disponibiliza coletores para garrafas em pontos estratégicos da cidade. • O que fazer: • Separe garrafas e potes de vidro do seu lixo e doe para catadores ou deposite nos locais de coleta no seu bairro. • Se puder, classifique pela cor do casco. • Retire as tampas de metal ou de plástico e lave as garrafas ou potes para não atrair insetos. • Divulgue essas idéias. EVITE O DESPERDÍCIO • Seja um consumidor consciente: escolha e coloque em prática seu poder de consumidor. • Tudo tem seu peço; gaste um pouco mais de tempo e economize dinheiro: leia os rótulos e compre produtos duráveis, reutilizáveis, recicláveis em vez de bens descartáveis. Você sabia que? • Mais de 75% do lixo sólido urbano é formado por material que pode ser reciclado. A Crise Ambiental 23 • As usinas de reciclagem de lixo no Brasil podem fornecer anualmente 500 mil toneladas de sucata metálica e 400 mil toneladas de sucata de vidro, que geraria uma economia de 80% de energia. • O que fazer: • Cada produto que você compra tem um impacto sobre o meio ambiente; escolha produtos que agridam menos o meio. • Compre produtos em embalagens maiores para seu consumo mensal ou semanal. • Não compre verduras, legumes, carnes, peixes, queijos em bandejas de isopor. • Compre bebidas e refrigerantes em garrafas de vidro. • Evite comprar bebidas em garrafas plásticas duras, que são menos biodegradáveis. • Ensine seus filhos a ter amor à natureza e à conservação da vida no Planeta, mais que isso, dê o exemplo: crianças gostam de imitar os pais! NÃO USE FRALDAS DESCARTÁVEIS • Higiênicas e fáceis de usar a sua destinação final passou a ser uma séria ameaça para o meio ambiente. Você sabia que? • Uma árvore de porte médio precisa ser derrubada para se produzir de 500 a mil fraldas descartáveis. • A fralda descartável leva 500 anos para se decompor. • As fraldas de algodão decompõem-se em no máximo seis meses. • A polpa de madeira utilizada na fabricação da fralda também é alvejada com cloro, elemento químico nocivo ao meio ambiente. • As fraldas descartadas sem serem lavadas antes são uma fonte potencial de contaminação dos aterros por vírus e bactérias e de contaminação do solo por vírus patogênicos. • O que fazer: • Fraldas de pano não agridem o meio ambiente e são mais baratas que as descartáveis. • Adote uma solução intermediária: utilize fraldas de pano e as descartáveis para a creche, viagens, visitas.

domingo, 23 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 18 a 20

A Crise Ambiental 18 • Trocando uma lâmpada tradicional por uma fluorescente pode contribuir para evitar que 500 quilos de CO² sejam jogados na atmosfera. • Lâmpadas de halogênio têm o dobro do rendimento das comuns. • O que fazer: • Use lâmpadas fluorescentes. • Diminua o número de lâmpadas; se o lustre tiver três soquetes, experimente colocar somente duas lâmpadas. • Troque suas lâmpadas quando começarem a falhar. • Não deixe acumular poeira nas lâmpadas. • Aproveite a luz do sol para ler e trabalhar; é de graça e não polui. CUIDE DA SUA SAÚDE • Sua maneira de viver, de vestir, seus hábitos alimentares, vícios e passatempos influenciam o meio ambiente. • Seu bem-estar depende da maneira como você vive. Você sabia que? • O homem está no fim da cadeia alimentar e que a poluição tende a matar primeiro os predadores finais, que se alimentam de peixes, animais, frutos e verduras contaminados. • O cloro é uma substância química muito reativa que ao se combinar cm outros elementos causam danos ao meio ambiente e à saúde. • O Náilon não é biodegradável e pode causar problemas de saúde. • A tela do televisor, e o telefone celular, liberam radiação. • Monitores de computador também emitem radiação. • A maior fonte de energia radiativa absorvida pelo homem provém dos raios X. • A lavagem a seco utiliza solventes à base de triclorofluretileno (CFC) e percloroetileno, que podem causar câncer e náuseas. • Tecidos que dispensam o uso de ferro de passar são tratados com formaldeído, que se incorpora às fibras, produzindo vapores tóxicos. • A fumaça do cigarro queimando é mais poluente que a expelida pelo fumante. A Crise Ambiental 19 • O que fazer: • Mais de 4 mg de flúor por dia, que você ingere de creme dentais, de águas potáveis e até de alguns alimentos podem causar problemas nos dentes e nos ossos. • Evite alvejantes, desinfetantes e outros produtos de limpeza com cloro. • Não use meias de náilon, prefira as de algodão. • Ervas, mel e até o seu próprio xixi podem curar, coceiras, picadas de insetos, acnes, queimaduras e machucaduras leves. • Evite falar muito tempo ao celular ou ver televisão durante mais de duas horas seguidas e fique a pelo menos 2 metros do aparelho. • Faça intervalos de hora em hora do uso do computador e ande ao ar livre; mulheres grávidas devem evitar o contato com os computadores. • Ao tirar radiografia proteja o resto do corpo com avental de chumbo; mulheres grávidas devem evitar tirar radiografias. • Não compre roupas que necessitam lavagem a seco ou pendure-as ao ar livre antes de usá-las. • Compre lençóis e tecidos de algodão. • Deixe de fumar e viva mais e melhor. PRESERVE OS ANIMAIS • Todas as espécies vivas do Planeta estão ameaçadas de extinção. • O homem continua matando e destruindo indiscriminadamente. Você sabia que? • Elefantes, rinocerontes, baleias, golfinhos, peixes-boi, tartarugas, papagaios, a ararinha-azul-de-lear, mico-leãodourado, estão ameaçados de extinção. • Milhões de animais são exterminados no Pantanal todos os anos. • Cerca de 80% dos animais apreendidos morrem nas armadilhas montadas ou a caminho do cativeiro. • O que fazer: • O boicote é a maior arma do consumidor. A Crise Ambiental 20 • Não compre animais silvestres, marfim, pele ou qualquer outro produto extraído de animais em perigo de extinção. • Participe de movimentos em favor da preservação dos animais. • Não cace por esporte. DIGA NÃO À PESCA PREDATÓRIA Você sabia que? • Sardinhas, camarões, lagostas estão ameaçados de extinção no litoral do Brasil. • As baleias franca, jubarte e azul também podem desaparecer em breve e as tartarugas estão em vias de extinção. • Golfinhos são mortos sem nenhum interesse comercial ao caírem nas redes de pescadores. • A pesca indiscriminada também ameaça o krill, pequeno crustáceo que serve de alimento para peixes, pingüins, focas e baleias na Antártida. • O que fazer: • Boicote apóie movimentos de proteção. Você sabia que? • Coleiras antipulgas jogadas no lixo urbano é uma ameaça ao meio ambiente. • O pesticida usado nas coleiras pode causar problemas neurológicos aos animais. • O alho cru é um excelente vermífugo e também expulsa as pulgas. O que fazer: • Faça óleo das cascas de frutas cítricas, misture com um pouco de água e espalhe sobre o corpo do animal. • Misture alho cru na comida do animal; uma dieta saudável também evita parasitoses. • Não compre animais em extinção. • Não abandone animais e só dê animais de presente se souber que eles serão bem recebidos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 15 a 17

A Crise Ambiental 15 • São tóxicos: • Produtos para limpeza de forno. • Alternativa: • Água quente e palha de aço ou bicarbonato de sódio. • São tóxicos: • Purificadores de ar em latinhas; eles apenas obstruem o nariz, recobrindo as mucosas com partículas de óleo de xileno (tóxico para aparelho digestivo e respiratório, pele e olhos), além de etanol e naftalina. • Alternativa: • Ervas natural ou suco de limão. • São tóxicos: • Naftalina, usada para espantar traças; contém naftaleno puro, que pode afeta o fígado. • Alternativa: • Saquinhos com lavanda, lascas ou óleo de cedro. • Manter as roupas limpas para evitar acúmulo de ovos de traças. • São tóxicos: • Aerossóis para repelir insetos com tetrametrina e fenotrina, danosas para a vida aquática, abelhas e para crianças. • Misture açúcar queimado, melado e água e espalhe em tiras de papel amarronzado. • Mantenha a cozinha sempre limpa e a pia com a louça lavada. • Para espantar baratas, misture farinha. Gesso calcinado, açúcar e bicarbonato de sódio. • Para se ver livre das formigas espalhe borra de café em pires. • Poluem e degradam o meio ambiente: • Propagandas enganosas, que criam falsas expectativas e necessidades ou utilizam o corpo da mulher como adereço dos produtos. A Crise Ambiental 16 • Discernimento para saber que a nossa felicidade não está na quantidade de bens que consumimos ou possuímos, mas na qualidade de vida que levamos e no bem que fazemos a nós mesmos à humanidade e ao Planeta por extensão. ISOPOR NÃO! • Uma espuma obtida de poliestireno através do benzeno, um produto cancerígeno, na qual é injetado o gás CFC. Você sabia que? • A espuma de poliestireno é totalmente não-biodegradável. • Daqui a 500 anos aquela embalagem de isopor que traz os hambúrgueres do Mc Donald’s ainda estará sujando a superfície da Terra. • Os vazios entre as moléculas do isopor fazem com que ele ocupe muito espaço em relação a seu peso. • O isopor é uma ameaça à vida marinha; seus pequenos flocos podem ser confundidos com alimentos. • O isopor, se engolido por uma tartaruga, altera seu mecanismo de flutuação e mergulho; sem mergulhar, ela acaba morrendo de fome. • O que fazer: • Não existe isopor seguro. • Deixe de comprar produtos que utilizam embalagens de isopor, prefira as de papelão, como a bandeja de ovos, por exemplo. • Recusem comprar carnes, queijos em embalagens de isopor. • Não aceite comida que venha embalada em isopor. • Exija pratos de papelão, que podem ser reciclados. • Faça pressão sobre as indústrias e estabelecimentos para trocarem suas embalagens de isopor por outras ecológicas. CUIDADO COM AS PRAIAS • Coliformes fecais, bactérias e produtos químicos invisíveis ao olho humano poluem a maioria de nossas praias. • Águas contaminadas podem causar infecções, hepatite, desidratação e outras doenças. A Crise Ambiental 17 Você sabia que? • As praias da orla marítima de Fortaleza estão todas com algum tipo de contaminação, inclusive a Praia do Futuro. • O rio Paraíba, recebe esgotos de mais de 40 cidades do Vale do Paraíba, inclusive metais pesados, como cádmio, chumbo e cromo e que mesmo assim é responsável pelo abastecimento de água dessas cidades e deságua toda essa poluição no mar. • O Pólo Petroquímico de Camaçari, em Salvador, Bahia, gera lixo tóxico despejado diretamente no mar. • O que fazer: • Cobrar dos governos uma política de controle de poluição das águas. • Não jogue lixo nas praias, nas ruas ou em locais não apropriados. • Carregue sempre consigo um saco desses de supermercado para recolher detritos. • Participe de mutirões de limpeza. • Não leve animal para a praia. • Recicle, reuse. • Não tome banho em águas escuras e espumantes. • Depois da chuva não tome banho de mar, as águas pluviais carregam sujeira para as praias. RACIONE O CONSUMO DE ENERGIA • Acenda as luzes somente se for necessário e desligue quando essa necessidade cessar. • Use lâmpadas de baixo consumo e alto rendimento. • Desligue o ar condicionado sempre que possível. • Ao construir, leve em consideração a iluminação natural do ambiente e a circulação de ar nos ambientes. Você sabia que? • Lâmpadas fluorescentes são mais caras, mas consomem bem menos que as lâmpadas incandescentes.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 12 a 14

A Crise Ambiental 12 • Panelas de pressão apressam o cozimento; panelas menores cozinham mais rapidamente. • A cor da chama deve ser azulada; se a cor for amarelada, os queimadores estão sujos ou desregulados. O CARRO, A GASOLINA E O ÁLCOOL • Os automóveis são os maiores poluidores do ar. • A gasolina utilizada no Brasil contém chumbo, que pode causar disfunções no fígado; além do chumbo os escapamentos dos veículos lançam monóxido de carbono na atmosfera, a causa dos problemas respiratórios. • Carros a álcool produzem 50% menos monóxido de carbono que carros a gasolina; em compensação, carros a álcool produzem aldeídos, que, em longo prazo, provocam câncer. • Motores movidos a diesel produzem dióxido de enxofre, que podem causar corizas, catarro e problemas pulmonares. • Uma redução no teor alcoólico adicionado à gasolina aumenta em 50% a emissão de monóxido de carbono. • Se não existissem carros movido a álcool seria inviável viver em metrópoles, como São Paulo. • Até 90% da poluição de uma cidade provém dos veículos automotores. • Um veículo desregulado consome mais e emite o dobro de poluentes. • Em congestionamentos o veículo, além de consumir mais, polui o dobro. • Nem sempre o caminho mais curto é o que toma menos tempo. • Um carro bem regulado pode consumir até 9% menos e representa 9% menos de emissões tóxicas. • Um minuto de motor ligado consome mais que dar a partida novamente. • A cada 50 quilos de peso extra o consumo aumenta em mais de 1%. • O que fazer: • Evite dirigir por locais e em horários de tráfego intenso. • Mantenha o carro sempre bem regulado e limpe o filtro de ar, velas, carburador, platinado e escapamento. A Crise Ambiental 13 • Faça o controle rigoroso do consumo para saber se o carro anda regulado ou não. • Não deixe o motor ligado desnecessariamente. • Não carregue excesso de peso. • Prefira carros com catalisador; ele reduz a poluição atmosférica. • Ajuste o tipo de combustível ao motor. O JARDIM TAMBÉM POLUI • Aguar, cortar grama com máquinas e adubar também consomem recursos naturais. • Plantas que não são nativas consomem o dobro de água e esgotam o solo. • Torne o seu jardim mais saudável: • Não use pesticidas químicos. • Cultive plantas nativas. • Regue seu jardim de manhã bem cedo; durante o dia há evaporação e à noite há riscos de formação de fungos. • Jasmins, glicínias, narcisos e cactos adaptam-se bem aos solos secos. • Boca-de-leão, lilases e magnólias atraem borboletas. • Árvores frutíferas atraem pássaros. • Não queime folhas e restos de grama. Não coloque piso de concreto, opte por ardósia, pedras, tijolos ou madeira e não cubra totalmente a terra. • Remexer a terra melhora a drenagem e afasta insetos. • Plantar antes da lua nova é bom para a planta fixar as raízes. CUIDADO COM AS PILHAS • Elas contêm metais pesados e tóxicos, como o cádmio e o mercúrio, que é considerado uma das principais fontes de contaminação do Planeta. • Se forem incineradas elas liberam vapores tóxicos na atmosfera. • Não são recicláveis! • A exposição prolongada ao mercúrio pode provocar loucura. • As pilhas alcalinas poluem menos e são sete vezes mais econômicas que as comuns. A Crise Ambiental 14 • Já é possível fabricar pilhas recarregáveis, mas o custo é considerado muito elevado. • O que fazer: • Evite usar aparelhos a pilhas, muitos podem ser ligados na eletricidade por meio de um conversor. • Use calculadoras que se recarregam com energia solar. • Pilhas devem ser mantidas na embalagem se não estiverem sendo usadas e longe de outros equipamentos. • Pilhas não se recarregam se forem colocadas na geladeira. • Pilhas grandes duram 32 vezes mais que as pequenas. • Não compre brinquedos que utilizam pilhas; dê preferência a jogos educativos, que são instrutivos e não poluem. • Pressione fabricantes e governantes para que o Brasil reduza o teor de mercúrio de suas pilhas (o dobro das européias) ou fabriquem pilhas recarregáveis. Você sabia que? • Nem sempre o rótulo condiz à realidade. • Não existem leis que obriguem o fabricante a colocar no rótulo a verdadeira fórmula de um produto; basta que o fabricante coloque a expressão: "aprovado para o consumo, de acordo com as normas da saúde pública". • Talcos infantis podem conter amianto e que essa substância, se inalada, pode causar doenças pulmonares ou câncer de pulmão. • A expressão “não tóxica”, no rótulo de um produto, pode significar apenas que o produto foi "aprovado" pelos órgãos de fiscalização. • Nos Estados Unidos, por exemplo, pode indicar apenas que morreram menos de 50% das cobaias expostas ao produto por inalação ou ingestão durante duas semanas. • O que fazer: • Descubra se os produtos que você está usando são tóxicos em revistas sobre ecologia e saúde. • Compre ou prepare produtos alternativos, assim você reduz o risco de contaminação para você, sua família e animais domésticos e para o Planeta, além de fazer economia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 9 a 11

A Crise Ambiental 9 • Buscar um Centro de Reciclagem de Material. • Busque nas Páginas Amarelas: • Órgão responsável pelo meio ambiente em sua cidade. • Serviços de reciclagem e de coleta seletiva de lixo. CUIDADO COM AS TINTAS • Tenha em conta o impacto que elas tiveram, para serem produzidas, têm ao serem utilizadas e terão sobre o meio ambiente quando descartadas. • Manuseie com cuidado os restos de tinta. • A tinta látex que sobrar deve ser deixada evaporar ao ar livre; a parte sólida que sobrar pode ir para o lixo. • Limpe os pincéis sempre em água corrente que vá para uma estação de tratamento; nunca sobre a grama ou o chão. • Doe os restos de tinta se não for mais utilizar. Você sabia que? • As tintas e derivados (solventes) são responsáveis por 60% dos poluentes lançados no meio ambiente por pessoas e não pelas indústrias. • O pigmento que dá a cor à tinta a óleo é produzido, geralmente, a partir de metais pesados, como o cádmio e o dióxido de titânio. • Também são tóxicos os elementos utilizados para produzir as tintas e seus dejetos. • A tinta jogada sobre a terra contamina o subsolo com ácido sulfúrico, metais pesados e hidrocarbonetos pesados. • A tinta a óleo evapora gases tóxicos. PNEUS! PNEUS! PNEUS! • Os pneus, além de contribuírem enormemente para a poluição do meio ambiente, não são biodegradáveis e ainda acumula depósitos de água, servindo para proliferação de mosquitos, inclusive o da dengue. • Com manutenção adequada, fazendo o revezamento dos pneus traseiros e dianteiros, lado esquerdo e lado direito, você economiza pneus, gasta menos combustível e contribui para diminuir o problema ambiental causado pelos pneus. A Crise Ambiental 10 Você sabia que? • Para fabricar um pneu de caminhão é necessário meio barril de petróleo. • A velocidade mais baixa, além de economizar combustível, consome menos o pneu. A 105 km/h o desgaste do pneu é 50% maior que a 80 km/h. • Pneus sem câmara, segundo os fabricantes, são mais seguros, e têm maior durabilidade. • A calibragem correta dos pneus, ajuda na sua preservação, evitando os desgastes de modo desigual, além de ajudar na economia de combustível. SACOLAS PLÁSTICAS • As sacolas plásticas, embora pareçam mais práticas e fortes que as de papel, não são biodegradáveis e é fabricado a partir do petróleo, um recurso natural não renovável. • Sacos plásticos jogados ao mar podem acabar matando os animais marinhos estrangulados ou engasgados. • Sacos plásticos incinerados liberam gases tóxicos porque a tinta usada para pintá-los contém cádmio, metal pesado e tóxico. • Alguns supermercados na Europa já suspenderam o uso de sacolas plásticas. • As sacolas de papel e sacos de papel, mais comuns nas padarias, embora sejam biodegradáveis, também agridem o meio ambiente, porque são feitos com papel de fibra longa. • Já é possível fabricar um plástico de amido de milho, que se decompõe em um ou dois anos. • O que fazer: • Reutilize as suas sacolas plásticas e não as descarte no lixo. • As sacolas e sacos de papel são recicláveis. • Acostume-se a suar o carrinho de feira para ir ao supermercado ou leve uma sacola de pano resistente. OS ELETRODOMÉSTICOS • 25% do consumo de eletricidade nas residências são dos refrigeradores. A Crise Ambiental 11 • Geladeiras duplex consomem 108 kW ao mês e as comuns apenas 30 kW. • Refrigerador ou freezer mantido 5° C abaixo da temperatura indicada pelo fabricante aumenta o consumo em 25%. • Geladeira cheia consome menos energia. • O ato de abrir e fechar a geladeira constantemente aumenta o consumo. • O que fazer: • Se houver uma camada fina sobre os alimentos, diminua a temperatura. • Cubra os alimentos. • Não coloque a geladeira perto do fogão ou de qualquer fonte de calor. • Mantenha as bordas da porta sempre limpas e verifique sempre a borracha de vedação. • Limpe uma vez por ano o condensador que fica ao fundo ou embaixo da geladeira. • Geladeiras velhas ameaçam o meio ambiente; consomem mais energia e o gás CFC usado no sistema de refrigeração pode vazar. NA COZINHA • Cada vez que se abre a porta do forno a temperatura dentro diminui e ele vai gastar 25% mais gás ou eletricidade para reaquecer. • O forno de microondas consome 2400 W/hora; no Brasil, a energia elétrica é mais cara que o gás. • Torradeiras consomem menos que fornos. • Panela com água ou leite ferve mais rápido se estiver tampada. • Panelas de vidro ou barro consomem menos porque absorvem mais calor. • Cozinhar meio quilo de carne consome cem vezes mais energia que meio quilo de trigo. • O que fazer: • Tampe a panela sempre que estiver fervendo algo. • Deixe sempre a tampa do forno fechada. • Panelas com assobio ou com a água borbulhando, querendo expulsar a tampa, podem estar com o fogo muito alto.

sábado, 15 de novembro de 2008

Crises Ambientais 7 e 8

A Crise Ambiental 7 • Os restos de embalagem são os maiores multiplicadores do lixo no mundo moderno. • Cada um pode ajudar adotando a reciclagem, desperdiçando menos e reutilizando ou reciclando as embalagens, em vez de mandá-las diretamente para o lixo. POUPAR ÁGUA E ENERGIA É POUPAR A NATUREZA • É preciso economizar energia, usando combustíveis alternativos como o álcool, eletrodomésticos e aquecedores bem regulados, apagando as luzes ao sair dos cômodos etc. • A energia solar pode parecer cara devido ao preço do equipamento, mas depois disso não há mais conta para pagar. • Poupar água é importante por que: • Cada gota de água desperdiçada é uma gota a menos em um rio ainda não poluído, em uma corredeira necessária à desova dos peixes, em um riacho que dá vida a um vale povoado, em um oásis no deserto ou um açude no sertão. • Consumir água de forma sustentável ajuda a reduzir a quantidade de produtos químicos e de energia necessários ao tratamento dos esgotos e a quantidade de energia necessária para o aquecimento. • Faça sua parte: • Mínimas atitudes são essenciais para poupar a natureza. • A tarefa de devolver o equilíbrio que a humanidade manteve em relação ao seu habitat passa a ser possível se cada um fizer sua parte. • Basta que cada um trate de ir mudando idéias e hábitos de consumo e adquira uma nova consciência ecológica. • Apague a luz se não estiver no cômodo. • Ande mais de ônibus ou de trem, vá a pé ou de bicicleta. • Recicle o seu lixo. • Diminua o uso de ar condicionado. • Não coma em fast-food. • Diminua o consumo de carne vermelha. • Desligue o monitor do computador se precisar se afastar. • Não use fornos microondas. • Feche a torneira enquanto escova os dentes. A Crise Ambiental 8 CUIDADO COM OS DETERGENTES • Alguns detergentes utilizam fosfatos, compostos químicos à base de fósforo para separar óleos e gorduras das superfícies, que causam a superfertilização das algas, fazendo-as crescer em ritmo acelerado e provocando a maré vermelha. A bactéria necessária para sua decomposição utiliza todo o oxigênio, ameaçando o ecossistema. • Alvejantes tiram manchas das roupas, mas são alergênicos. Você sabia que? • Filtros de café, guardanapos e toalhas descartáveis de papel são alvejados por processos químicos. • Processo de alvejar cria a dioxina, despejada em rios e mananciais. • Para ser aderente o filme transparente de PVC que embala alimentos, são utilizados os plastificantes que contaminam os alimentos. • A folha de papel alumínio é feita de bauxita, minério retirado do solo à custa da devastação da floresta amazônica. MUDE SEUS HÁBITOS • Reaproveite as embalagens para guardar comida na geladeira, em vez de usar papel alumínio ou filme de PVC. • Use coador de pano ou filtro de café não descartável, que pode substituir 2 mil filtros descartáveis. • Use panos, em vez de toalhas e guardanapos de papel. USE O TELEFONE • Para informar-se sobre as suas contas de energia elétrica e solicitar um técnico para revisão de fiação e saber se não há 'fuga' de energia. • Solicitar às empresas que fornecem água e energia algumas dicas sobre racionalização do consumo. • Pedir informações à Vigilância Sanitária de sua cidade sobre produtos nocivos à saúde, que estejam sendo vendidos no mercado.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Crises Ambientais de 4 a 6

A Crise Ambiental 4 • Os Clorofluorcarbonos (CFC) são: • Usados em aerossóis por terem baixa toxicidade, serem estáveis e não inflamáveis. • A radiação ultravioleta: • Sem a camada protetora de ozônio, os raios ultravioletas atingem a superfície da Terra causando cânceres de pele, cataratas nos olhos e reduzem a resistência a infecções. Você sabia que? • A camada de ozônio ainda existe e podemos salvá-la. • O CFC retém calor e contribui para aumentar o efeito estufa. • Uma molécula de CFC dura um século na atmosfera. • O CFC continua sendo usado no Brasil em aerossóis para uso medicinal, nos refrigeradores, espumas e isopores. • O CFC deverá deixar de ser usado no mundo até o ano 2010. • O halon, presente nos extintores domésticos, também destrói a camada de ozônio, mesmo que o extintor nunca seja usado. • O poliestireno, usado nos isopores, é fabricado com CFC e libera átomos de CFC quando se rompe. • O freon, utilizado nos equipamentos de refrigeração, é um CFC. • O buraco na camada de ozônio é maior na Antártida. • O que fazer: • Não compre extintores de incêndio com halons. • Evite colchões com espumas com poliestireno, além de embalagens, como o isopor. • Pense bem antes de comprar um ar condicionado ou outra geladeira. • Evite aerossóis ou utilize apenas os que não contêm CFC. O LIXO TÓXICO • 70 mil substâncias químicas perigosas são produzidas por resíduos industriais. • A falta de manejo adequado do lixo tóxico acaba poluindo a água, o ar, os alimentos e os ecossistemas da Terra. • As substâncias químicas estão presentes nos detergentes, nos aerossóis, em todos os tipos de plástico, etc. A Crise Ambiental 5 Você sabia que? • Dos vinte resíduos potencialmente mais poluentes, os cinco primeiros são de produtos químicos empregados na indústria de plásticos. • O compensado emite formaldeído, grande poluidor doméstico. A CHUVA ÁCIDA • Ocorre quando grandes quantidades de enxofre e óxidos de nitrogênio são jogados na atmosfera pela queima de carvão e motores dos veículos, que depois retornam à Terra em forma de chuva ácida ou neve corrosiva. • Destrói a fauna, a flora, os rios, florestas e causa erosão. • Tem pH abaixo de 5,0, medida química que mede a acidez. • Na Alemanha chega este pH chega a 4,3. • Nos montes Apalaches (EUA) ela chega a ser cem vezes mais ácida que a chuva não poluída. Você sabia que? • O dióxido de enxofre é o componente primário da chuva ácida em regiões que utilizam usinas termoelétricas a carvão. • Uma forma de reduzir a quantidade de enxofre na atmosfera é economizar energia elétrica. • Polua menos! • Recicle mais! • Consuma menos! • Reuse mais! A FAUNA AMEAÇADA • Hoje já passamos dos seis bilhões de habitantes na Terra. • A cada dia penetramos mais áreas reservadas à fauna e à flora nativas, invadindo florestas, várzeas, zonas costeiras, pradarias e extinguindo espécies animais. Você sabia que? • Todas as espécies precisam ser preservadas. • Insetos, peixes, anfíbios, répteis e a flora em geral fazem parte de uma cadeia que mantém coesos os diferentes ecossistemas do Planeta. A Crise Ambiental 6 • A cada ano são extintas cerca de cinco mil espécies de animais e vegetais no Planeta. A ÁGUA DO SUBSOLO • Vem da água que penetra na rocha através de fendas e da porosidade da superfície. • Abastece a quase 60% da população mundial. • Corresponde a mais de 90% das reservas de água potável. • Está ameaçada de contaminação pelo vazamento de gasolina e outros líquidos poluentes, de fossas sanitárias, de agrotóxicos e de outros resíduos químicos. Você sabia que? • 97% da água do Planeta estão nos oceanos. • 2% estão nas geleiras. • Apenas 1% está disponível para o consumo humano. • Três litros de solventes podem contaminar 60 milhões de litros de água subterrânea. O LIXO QUE PRODUZIMOS • Já não cabe nas rampas urbanas clandestinas e oficiais, que são um perigo para catadores e animais. • Já está sendo exportado dos grandes centros para cidades do interior e até de um país para outro, no caso de lixo tóxico e de pneus. • São milhares de toneladas de embalagens e linhas de pescar e de lixo individual de banhistas poluem os oceanos. • Pode ser composto de resíduos industriais sólidos e inflamáveis, de poder corrosivo e toxicidade que põem em risco a saúde pública, quando depositados em áreas de proteção de mananciais, onde se capta a água. Você sabia que? • O problema da destinação final do lixo é conseqüência do nosso modo de vida baseado no preparo e no consumo rápidos de produtos e na pressa de se jogar tudo fora.