sábado, 25 de abril de 2015

Lei obriga prédio a reaproveitar água de subsolo

Lei obriga prédio a reaproveitar água drenada de subsolo
Lei obriga obra pública a utilizar água de reuso em São Paulo.
Proposta também define que a água drenada dos subterrâneos de prédios deverá ser reutilizada.
Hoje é comum na capital paulista edifícios que jorram até 50 mil litros de água por dia para evitar a inundação de suas garagens.
O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou hoje o projeto de lei que obriga o governo municipal a utilizar água de reuso em obras públicas. Na proposta, aprovada pelos vereadores paulistanos em fevereiro, também ficou definido que a água drenada dos subterrâneos de prédios deverá ser reutilizada – hoje é comum na capital paulista edifícios que jorram até 50 mil litros de água por dia para evitar a inundação de suas garagens.
A nova lei tem agora 120 dias para ser regulamentada. No texto também fica determinado que a Prefeitura passe a utilizar água de reuso ou das chuvas na irrigação de jardins e na lavagem de calçadas e de monumentos. Mas não foi definido como as empresas contratadas pelo governo vão adotar a mudança.
Para os postos de combustível e lava-rápidos, o prazo para que passem a utilizar somente água de reuso será de 3 anos. Na semana passada, Haddad também havia sancionado projeto do Legislativo que cria multa de R$ 250 para quem for flagrado pela segunda vez lavando a calçada com água da rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo).
Edifício joga fora, na Rua Augusta, água drenada de subsolo: nova lei obriga o reaproveitamento do volume desperdiçado.
Desperdício
A terceira lei municipal criada neste ano para combater o desperdício de água na capital paulista quer evitar um problema que vem causando indignação entre os paulistanos. Muitos edifícios recém-construídos sobre cursos d’água canalizados construíram garagens de até cinco andares em seus subsolos.
Para evitar que a água cause umidade nas garagens subterrâneas, esses edifícios instalam sistemas de bombeamento pra drenar o lençol freático que está abaixo da edificação. A água retirada é jogada diretamente na rua e entra nos bueiros – ou seja, essa água retirada vai desaguar em córregos poluídos e terá de passar por novo tratamento de esgoto antes de voltar a compor o sistema hidrológico do Município.
Em março o Estado mostrou que o edifício Capital Augusta, por exemplo, localizado na Rua Augusta, joga na calçada cerca de 50 mil litros de água por dia para evitar o alagamento de sua garagem com 300 vagas. Alguns comerciantes e donos de bares da região passaram a usar a água desperdiçada pelo prédio para lavarem seus estabelecimentos.
Para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), porém, não existe problema nesse bombeamento de águas subterrâneas. O órgão diz que, ao final, não existe desperdício porque a água volta a compor os lençóis freáticos da capital.
Verba para ação no interior
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de são Paulo está oferecendo apoio financeiro não reembolsável para projetos de captação de água da chuva e reuso em municípios de até 50 mil habitantes. As inscrições foram abertas inicialmente até o dia 26/04.
Nesta primeira fase, o programa é exclusivo para cidades das bacias hidrográficas do Alto Tietê., Paraíba do Sul e Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ), abastecidas pelo Sistema Cantareira, principal manancial do Estado. Já estão disponíveis R$ 8,7 milhões para os projetos.
A ideia, sobretudo na região do PCJ, é reduzir a dependência do Sistema Cantareira. Com as chuvas desta semana, o sistema chegou a 81 dias sem perder água. O manancial, sem considerar o volume morto atualmente em uso, está em -9,2%. (OESP)

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