segunda-feira, 13 de abril de 2015

Desta água não beberei

Caminhos da Reportagem percorre quatro estados brasileiros e revela pequenas ações que podem trazer grandes resultados na luta pelo reequilíbrio do ecossistema.
Como anda a qualidade dos rios e córregos que cortam o Brasil? Que tipos de contaminação ocorrem nas cidades? E no campo? O poder público está cumprindo seu papel de proteção dos nossos recursos hídricos? Quem são as pessoas que se dedicam à causa da preservação das águas no nosso País?
No Amazonas, o programa mostra os efeitos da contaminação urbana. Em Manaus, dejetos despejados diretamente nos igarapés colocam em risco a saúde do maior rio do País, o Amazonas. No Mato Grossoa contaminação das nascentes e do lençol freático por agrotóxico e Mercúrio já põe em risco o maior aquífero do mundo, o Guarani. “É que a gente tem uma parte do aquífero Guarani que fica sob o Mato Grosso, principalmente na região sul, que pega a região do Pantanal”, alerta o professor de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso, Wanderlei Pignatti.
Apesar deste cenário, iniciativas individuais e coletivas apostam na mudança de relacionamento do homem com as águas. Ações como a do fotógrafo Sebastião Salgado, que transformou a fazenda da família, em Minas Gerais, em numa instituição de resgate de nascentes. Nos últimos 16 anos, mil delas já foram recuperadas. “A meta é salvar mais 370 mil nos próximos 40 anos”, conta o superintendente executivo do Instituto Terra, Adonai Cruz.
Em São Paulo, o projeto Rios e Ruas revela centenas de córregos que foram sendo escondidos pelas redes de esgoto, pelo asfalto, prédios e marquises. “Nós queremos os rios abertos”, declara o arquiteto social José Bueno, que convida o paulistano a mudar seu olhar sobre essas águas invisíveis. “Não sei se vai demorar dois anos, cinco anos, dez anos, 20 anos, talvez 50 anos, mas a gente vai trazer esses rios de volta, sim!”. (ecodebate)

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