sexta-feira, 17 de julho de 2026

Temperaturas globais manterão níveis máximos em 2026-2030

Temperaturas globais manterão níveis máximos em 2026-2030, prevê ONU.
ONU prevê que temperaturas globais manterão níveis máximos em 2026-2030

Relatórios recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que a temperatura média global se manterá em níveis próximos a recordes históricos entre 2026 e 2030, oscilando entre 1,3°C e 1,9°C acima dos níveis pré-industriais.

• Superando o Limite: Há 91% de chance de que, em pelo menos um ano entre 2026 e 2030, a temperatura ultrapasse temporariamente o limite crítico de 1,5°C.

• Potencial Recorde: Existe uma probabilidade de 86% de que ao menos um dos anos neste período supere o ano de 2024, que detém a marca de ano mais quente já registrado.

• Projeção de Longo Prazo: Essas altas temperaturas sustentadas mostram que a janela para estabilizar o aquecimento global exigirá reduções drásticas e imediatas nas emissões.

As previsões de temperatura média para os próximos cinco anos apontam para "uma tendência preocupante nas condições do El Niño", especialmente em 2027 e 2028.

Um termômetro de farmácia marca 36°C na Piazza di Spagna, em Roma, durante uma onda de calor no início da temporada na Europa.

A ONU alertou em 28/05/26 que as temperaturas médias globais deverão permanecer "em níveis recordes ou próximos dos recordes" entre 2026 e 2030, com 75% de probabilidade de que a média para esses 5 anos exceda os níveis pré-industriais em mais de 1,5°C.

Os anos de 2015 a 2025 foram os 11 mais quentes já registrados, indicou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em março, e a tendência deve continuar, de acordo com um novo relatório desta agência das Nações Unidas.

Segundo o boletim da OMM sobre previsões climáticas anuais e decenais em escala mundial, compilado pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido, há também 86% de probabilidade de que o recorde de ano mais quente já registrado, atualmente detido por 2024, seja quebrado em algum dos anos entre 2026 e 2030.

"Um evento El Niño é esperado até o final de 2026, o que aumentou a probabilidade de que o ano seguinte, 2027, seja o próximo ano a quebrar o recorde", afirmou Leon Hermanson, autor principal do boletim, que resume as previsões fornecidas por 13 institutos diferentes.

As previsões de temperatura média para os próximos cinco anos no centro do Pacífico tropical apontam, segundo a OMM, para "uma tendência preocupante nas condições do El Niño", especialmente em 2027 e 2028.

O El Niño é caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no centro e leste do Pacífico equatorial. Geralmente ocorre em intervalos de dois a sete anos e normalmente dura de nove a doze meses.

O último El Niño, em 2023 e 2024, resultou em um dos anos mais quentes já registrados. Esse fenômeno cíclico tem um efeito dominó no clima mundial por vários meses.

Calor no Ártico

Segundo o relatório, a temperatura média global deverá permanecer elevada nos próximos cinco anos, com projeções indicando que se manterá próxima de recordes históricos.

De acordo com a OMM, entre 2026 e 2030, as temperaturas médias anuais da superfície global estarão, em geral, entre 1,3°C e 1,9°C acima da média dos níveis pré-industriais (1850-1900).

E é "muito provável" (em 91%) que a temperatura média da superfície global ultrapasse temporariamente a média de 1850-1900 em mais de 1,5°C por pelo menos um ano entre 2026 e 2030. Esse limite já foi ultrapassado temporariamente em 2024, quando a temperatura média da superfície global foi cerca de 1,55°C superior aos níveis pré-industriais.

No entanto, segundo o boletim, é "extremamente improvável" (menos de 1%) que a temperatura média global da superfície ultrapasse a média de 1850-1900 em mais de 2°C em qualquer um dos próximos cinco anos.

A OMM observa que os limites de 1,5°C e 2,0°C estabelecidos no Acordo de Paris sobre o clima referem-se ao aquecimento "a longo prazo durante um período prolongado, geralmente avaliado em 20 anos".

O fato de a temperatura média global anual ultrapassar esses limites em alguns anos não significa que as metas de temperatura do Acordo de Paris não possam ser alcançadas, explicou a agência.

Segundo a OMM, esses limites serão ultrapassados temporariamente, embora de forma cada vez mais frequente, à medida que o aquecimento global "se aproxima" deles.

As previsões também mostram que o aquecimento no Ártico deve continuar e claramente ultrapassar a tendência observada em escala global.

Nos próximos cinco invernos prolongados do Hemisfério Norte (novembro a março), a temperatura no Ártico deverá ser 2,8 °C superior à normal de 1991-2020.

O Ártico volta a acender os alarmes climáticos: a OMM prevê que esta região continuará a aquecer muito mais rapidamente do que a média global, com efeitos sobre o gelo marinho, os ecossistemas e os padrões meteorológicos à escala global.

OMM alerta para a possibilidade de novos recordes de calor: um ano entre 2026 e 2030 poderá superar o histórico 2024

Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial prevê que as temperaturas globais se manterão próximas de níveis recorde durante os próximos 5 anos. O sinal é claro: o planeta continua a acumular calor e a margem para agir está a diminuir.

Segundo as previsões para o período de março/2026 a março/2035, a concentração de gelo nos mares do Ártico diminuirá nos mares de Barents, Bering e Okhotsk.

Além disso, a precipitação será acima da média nas altas latitudes do Hemisfério Norte durante os próximos cinco invernos prolongados. 

O calor extremo continuará a marcar a agenda climática global: a OMM alerta que um novo recorde de temperatura poderá ser atingido antes de 2030. (otempo)

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