domingo, 27 de setembro de 2026

Super El Niño não para de ganhar força

Super El Niño não para de ganhar força e tem data atualizada para atingir pico máximo.
O Super El Niño de 2026 deve atingir seu pico máximo de intensidade entre novembro e dezembro, com persistência prevista até fevereiro de 2027.

Detalhes do Fenômeno e Previsões

• Intensidade: As anomalias de temperatura na superfície do Oceano Pacífico Equatorial (região Niño 3.4) podem chegar a cerca de 3,6°C acima da média entre setembro e novembro, com projeções isoladas de até 3,9°C em novembro.

• Probabilidade: Órgãos como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a NOAA indicam uma chance de quase 100% de permanência do fenômeno, descartando cenários de neutralidade ou o retorno da La Niña a curto prazo.

• Impactos globais: O aquecimento acelerado dos oceanos coloca o evento em uma categoria muito forte (superior a 2°C de anomalia), aumentando os riscos de recordes de temperatura global e eventos climáticos extremos.

Reflexos no Brasil

• Região Sul: Probabilidade elevada de chuvas intensas, temporais frequentes e risco de enchentes.

• Norte e Nordeste: Redução drástica dos índices pluviométricos, agravando secas e favorecendo condições críticas para queimadas.

• Sudeste e Centro-Oeste: Padrões de precipitação mais irregulares, combinados com ondas de calor prolongadas e baixa umidade do ar.

Setembro já começou com chuvas intensas. Neste início de mês, o GMC Online repercute reportagens que foram sucesso de leitura em agosto. Entre elas, a matéria que trata sobre a chegada do Super El Niño, que já traz mudanças significativas no tempo e tem data para atingir o pico máximo.

O Super El Niño está ganhando força no Oceano Pacífico Equatorial e deve atingir seu período de maior intensidade entre a primavera e o verão de 2026/2027. No Paraná, o fenômeno já provoca reflexos no regime de chuvas e a tendência é de que os efeitos se intensifiquem nos próximos meses, com chuvas acima da média e maior risco de eventos de tempo severo.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as previsões divulgadas recentemente pelos principais institutos meteorológicos internacionais indicam que o fenômeno segue em fortalecimento. A expectativa é de que a influência do El Niño permaneça sobre o Paraná até o 1º trimestre/2027.

El Niño pode atingir intensidade muito forte

A atualização divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirma o avanço do fenômeno.

Em julho, a temperatura da superfície do mar em uma das principais regiões utilizadas para monitorar o El Niño ficou 1,4°C acima da média climatológica. O aquecimento também é observado em águas do Oceano Pacífico Equatorial central e oriental, inclusive em profundidades de até 200 metros.

O cenário aumenta a possibilidade de o fenômeno alcançar a classificação de El Niño muito forte, caracterizada por temperaturas da superfície do mar de pelo menos 2°C acima da média.

Segundo as projeções atuais, há mais de 90% de probabilidade de que isso aconteça durante a primavera e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul. O período de maior intensidade é esperado principalmente entre outubro, novembro e dezembro.

Quando o Super El Niño deve atingir o pico?

A janela apontada pelas previsões internacionais coloca o fim da primavera e o início do verão como o período mais importante para o desenvolvimento do fenômeno.

Na prática, isso significa que o Paraná poderá sentir de maneira mais evidente os efeitos do El Niño justamente nos próximos meses. A tendência é de aumento dos volumes de chuva e da frequência de episódios de instabilidade.

O Simepar destaca que, no Sul do Brasil, a primavera e o verão devem apresentar precipitações acima da média, com destaque para algumas regiões paranaenses.

No Paraná, as áreas com expectativa de maiores volumes de chuva são:

- Oeste;

- Sudoeste;

- Centro-Sul.

Além da chuva mais frequente, o fortalecimento do El Niño aumenta a probabilidade de ocorrência de tempestades fortes, chuvas intensas, inundações e enxurradas.

A influência do fenômeno sobre as condições meteorológicas do Paraná deve continuar até os primeiros meses de 2027.
El Niño já deixou sinais no inverno do Paraná

Apesar de o pico do fenômeno ainda ser esperado para a primavera e o verão, os efeitos do El Niño já podem ser observados no Paraná.

Um dos principais exemplos está nos dados de chuva registrados em julho. Das 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas quatro tiveram precipitação abaixo da média histórica no mês.

As exceções foram as estações de Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba.

Nas outras 41 estações, os volumes de chuva ficaram acima da média. Em algumas cidades, os registros foram históricos.

Em Palmas, por exemplo, foram registrados 311 milímetros de chuva em julho/2026, o maior volume para o mês desde a instalação da estação meteorológica, há 28 anos.

Outras 6 estações também registraram, em julho, o maior volume de chuva para o mês dentro de seus respectivos períodos de histórico:

Altônia: maior volume desde 2018;

Cianorte: maior volume desde 2017;

Cornélio Procópio: maior volume desde 2019;

Cruzeiro do Iguaçu: maior volume desde 2022;

Foz do Iguaçu: maior volume desde 2017;

Ubiratã: maior volume desde 2018.

Junho também teve chuva acima da média

O comportamento observado em julho já havia aparecido no mês anterior.

Em junho/2026, entre as mesmas 45 estações meteorológicas analisadas, apenas uma apresentou precipitação abaixo da média histórica.

A estação localizada na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, registrou 10,2 milímetros a menos do que o volume médio esperado para o período.

Por outro lado, municípios como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados pelo menos 100 milímetros acima da média histórica para junho.

Os dados mostram que o padrão mais chuvoso já vem sendo observado antes mesmo do período previsto de maior intensidade do El Niño.

Excesso de chuva exige atenção no campo

O aumento das chuvas pode trazer efeitos positivos para a agricultura, principalmente ao reduzir áreas afetadas pela seca e melhorar a disponibilidade de água para as culturas.

Porém, o excesso de precipitação também representa desafios para os produtores rurais.

O Simepar alerta que o planejamento será fundamental diante da possibilidade de períodos prolongados de solo úmido. A condição pode prejudicar operações no campo, incluindo plantio e colheita, além de favorecer o aparecimento de doenças fúngicas.

Dependendo da cultura, do estágio de desenvolvimento das plantas e do momento em que as chuvas ocorrerem, o excesso de água também pode comprometer a qualidade dos grãos.

Outro risco está relacionado à erosão do solo, que pode aumentar com a ocorrência de chuvas volumosas e intensas.
Chuvas fortes podem ficar mais frequentes

O fortalecimento do El Niño não significa que choverá de forma contínua todos os dias no Paraná. O fenômeno atua modificando padrões atmosféricos em grande escala e aumenta a probabilidade de determinadas condições climáticas.

Por isso, o Simepar ressalta que o acompanhamento das previsões meteorológicas precisa ser feito diariamente.

A ocorrência efetiva de chuva depende da atuação de sistemas específicos, como frentes frias, áreas de baixa pressão e sistemas semi estacionários.

Isso também explica por que os impactos podem variar bastante entre diferentes regiões do Paraná.

Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos efeitos em todo o território. Entretanto, quanto mais forte é o fenômeno, maior tende a ser a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados a ele.

O que é o El Niño?

O El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno climático que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial e nas regiões próximas. Ele envolve alterações anormais tanto na temperatura da superfície do mar quanto na circulação da atmosfera.

O fenômeno é considerado um dos principais responsáveis por alterações no clima global porque consegue modificar a circulação atmosférica e, consequentemente, influenciar os padrões de temperatura e chuva em diferentes partes do planeta por vários meses ou até anos.

O El Niño corresponde à componente oceânica do fenômeno e está relacionado ao aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial em relação à média climatológica.

Já a Oscilação Sul representa a componente atmosférica do ENOS e está associada às mudanças na pressão atmosférica entre as regiões oeste e leste do Pacífico tropical.

As observações atuais mostram que essas alterações atmosféricas já estão ocorrendo, incluindo mudanças na direção dos ventos em diferentes níveis da atmosfera.

Paraná deve enfrentar meses de maior instabilidade

Com o El Niño em processo de intensificação e possibilidade superior a 90% de atingir a categoria muito forte, o Paraná entra em um período que exige atenção redobrada para as condições meteorológicas.

A principal preocupação para a primavera e o verão é a combinação de chuvas acima da média e maior frequência de episódios severos, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul.

O pico de intensidade é esperado principalmente entre outubro e dezembro/2026, enquanto a influência do fenômeno pode se estender até o 1º trimestre/2027.
Ainda assim, o Simepar reforça que o El Niño não determina sozinho quando e onde cada tempestade ocorrerá. Por isso, as previsões de curto prazo e suas atualizações continuarão sendo fundamentais para identificar períodos de maior risco no Paraná. (gmconline)

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