domingo, 15 de julho de 2012

Tratamento da água contribui para a preservação

Através do tratamento da água a Guardanapos Leal contribui para a preservação do meio ambiente
A água é um recurso limitado. As alterações climáticas e o uso incorreto estão diminuindo o fluxo dos rios e a disponibilidade de água própria para o consumo humano.

Com responsabilidade perante o futuro, a Guardanapos Leal, desde março de 2008 disponibiliza dois sistemas de tratamento de água. “São dois tratamentos distintos. O primeiro trata as águas de lavagem dos sistemas de impressão dos guardanapos (que utiliza tinta à base de água, sem solventes). Esse tratamento se denomina físico-químico e consiste na adição de produtos químicos similares aos que se usa para tratamento de água de abastecimento ao efluente, seguido de processo de decantação, filtração e cloração. A água tratada é gerenciada em regime de reuso, podendo ser utilizada para irrigação, lavagem de pisos e retornar ao processo”, explica o auditor ambiental, Luiz Fernando Perroni de Souza.
Segundo Souza, os esgotos sanitários são tratados em sistema independente, do tipo lodos ativados por batelada. Esse sistema recebe todo o esgoto sanitário gerado no empreendimento em um tanque que distribui o esgoto para tratamento nos dois reatores biológicos, que operam em regime alternado. “Nos reatores biológicos é que ocorre o tratamento propriamente dito, através do fornecimento de ar (21% de oxigênio) suficiente para que microorganismos de ocorrência natural convertam e se alimentem da matéria orgânica, presente no esgoto resultando em água tratada e lodo (biomassa). Após um período de tempo pré-determinado para que o processo ocorra, o fornecimento de ar é interrompido para que a biomassa sedimente no fundo do reator e a água tratada possa ser retirada e direcionada primeiramente para o açude existente na propriedade e, posteriormente para os rios da região”, conta.
Segundo o diretor dos Guardanapos Leal, Hildebrando Tuca Reinert, a empresa busca, por práticas de gestão ambiental modernas, a adoção de processos produtivos racionais e com poucas perdas e a conscientização de seus colaboradores sobre a necessidade de preservação dos recursos naturais. ”Diariamente tratamos 12 mil litros de água. Colaboramos com a redução da poluição hídrica e devolvemos à natureza a água com menor carga poluidora”, explica.
Você sabia que:
Os oceanos compõem cerca de 70% da superfície da Terra e os continentes ocupam o restante. Ou seja: quase 2/3 do planeta são cobertos de água.
A maior parte da água é imprópria para consumo. Do total, 97% é água do mar, muito salgada para beber e para ser usada em processos industriais; 1,75% está congelada na Antártica, na região do polo Norte e em outras geleiras; 1,243% fica escondida no interior da Terra. Sobram apenas 0,007% de água boa para ser usada.
O planeta Terra possui mais água do que qualquer outra substância em sua estrutura. A camada externa da Terra é dura e rochosa e tem até 60 quilômetros de espessura. Embaixo dos oceanos essa crosta não é tão grossa, e chega a 8 quilômetros. (m5comunicacao)

Uso correto da água garante a sustentabilidade

Uso correto da água garante a sustentabilidade da vida sobre a Terra
Estudos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) revelam que o desperdício de água é maior que o uso.
O Brasil é o país com a maior reserva de água doce do mundo, com 16%.
Água, fonte da vida. Neste lindo planeta azul, aprendemos desde cedo que dois terços da Terra são cobertos por água, por conta de uma grandeza oceânica que impressiona e assusta. E que o Brasil “é o país com a maior reserva de água doce do mundo: 11,6% do total”. No entanto, de todo este mar de água que cobre o planeta, apenas 3% é doce, e a maior parte dela (2%) está em geleiras. Não há quem viva sem água, porém o fato é que nem todos se importam efetiva e decisivamente com a sua preservação. Talvez por causa da falsa crença na sua dimensão infinita. Conceito ilusório, reforçado por outras características inadequadas e condenáveis, como o individualismo e o egoísmo, que não permitem enxergar o todo da vida e não veem que o homem é apenas uma pequena parte de um contexto maior.
A verdade é que a água é um recurso limitado. E muito, muito precioso. E que hoje a disponibilidade hídrica já não é a mesma de apenas umas poucas décadas atrás. Afinal, já somos hoje mais de sete bilhões de pessoas sobrevivendo na face da Terra e explorando os seus recursos. Nem sempre da forma mais adequada ou sustentável. E, por isso mesmo, provocando uma degradação acelerada dos mananciais de água e de outros valiosos ativos ambientais. Segundo a ONU, três bilhões de pessoas vão sofrer com escassez de água até 2025. E cerca de 800 milhões de humanos pelo mundo afora já enfrentam este problema hoje.
Segundo a ONU, três bilhões de pessoas vão sofrer com a escassez de água até 2.025.
Os dados são alarmantes. Tanto que a escassez de água doce já é considerada um dos sete principais problemas ambientais hoje, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (United Nations Environment Programme – Unep), conhecido como GEO (Global Environmental Outlook).
Assim, se quisermos sobreviver nesta nave-planeta que provê naturalmente todas as condições para a manutenção dos sistemas vitais de todos os reinos que aqui coabitam, temos que mudar nossas posturas predatórias e consumistas e adotar novos padrões de comportamento e conduta que assegurem um mínimo de harmonia e respeito aos nossos ecossistemas sagrados. Porque um dia o homem vai ter que compreender que dinheiro não se pode comer. Nem beber...
A preocupação com o uso sustentável da água, com o consumo desse recurso natural para contentar as nossas necessidades, sem comprometer também as precisões das gerações futuras, tem que ser em nível global. As dimensões das resultantes de ações contrárias a essa compreensão não se restringem ou se limitam às demarcações geográficas. Aquele 1% de água doce, mesmo que, às vezes, em proporções gritantemente desiguais, é dividido por toda a população mundial.
Foi pensando nisto que a ONU instituiu, em 1993, o Dia Mundial da Água, comemorado anualmente em 22 de março. O objetivo desses encontros é discutir assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável e aumentar a consciência pública, dos governos, das agências internacionais, das organizações não-governamentais e do setor privado.
Água Saudável
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), milhões de pessoas morrem anualmente no mundo devido a problemas relacionados ao consumo de água contaminada, sendo que, pelo menos 800 milhões de seres humanos pelo mundo afora já enfrentam problemas com a seca. Os mais afetados são as crianças menores de 5 anos, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Visando contornar a situação, foi traçado pela OMS um Planejamento de Água Saudável, que define mudanças na gestão da água potável em vários países. A ideia baseia-se em orientações à população na inclusão de procedimentos de segurança para assegurar a qualidade da água. Segundo o órgão, uma água só pode ser classificada como potável quando apresenta teor mineral de até 500 mg por litro.
No Brasil, existe uma repartição específica responsável por assegurar o direito humano fundamental de acesso à água potável nas cidades e no campo: a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA). Mas, nem tudo fica ao alcance do domínio da secretaria. Dados coletados pela própria SNSA, em 2003, apontaram que o índice médio de perdas de água por ligação ativa foi de 502,3 litros/ligações/dia, em média, enquanto o consumo per capita médio de água foi igual a 149 litros/habitante/dia. Ou seja, o desperdício de água é maior do que o seu uso.
A realidade não poderia se apresentar de outra forma, com tanta água sendo usada de maneira errada, seja no copo da criança que a consome sem tratamento, seja no desperdício provocado por vazamentos, lavagem exagerada de calçadas e carros com água potável, descarte inadequado etc. Há como mudar? Sim! Ações possíveis existem e nesta matéria elencamos algumas.
Reciclagem planetária
A própria natureza nos ensina, dentro do ciclo hidrológico, a prática do reúso e da reciclagem, onde a água que evapora dos lagos, rios e oceanos forma as nuvens, que se derramam em forma de renovadora chuva e neve, num processo cíclico no qual a mesma água é constantemente reutilizada e reprocessada, purificada.
E, tomando emprestadas as imagens poéticas da música Planeta Água, de Guilherme Arantes, ilustramos bem este ciclo renovador:
“Águas que nascem na fonte serena do mundo e abrem um profundo grotão.
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão...
Águas que banham aldeias e matam a sede da população...
Águas que caem das pedras, no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas, no leito dos lagos
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d’água, é misteriosa canção
Água que o sol evapora e pro céu vai embora, virar nuvens de algodão...”
Assim se cumpre o ciclo, onde a água que cai sob a forma de chuva retorna aos rios e aos mares e, pelo milagre da evaporação, sempre retornam. De modo que as “águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão. E sempre voltam humildes pro fundo da terra”, relembrando novamente o poeta.
Reciclagem doméstica
Essa prática de reciclagem da água em escala planetária, que a natureza faz de graça para nós, pode e deve ser replicada por meio de ações humanas. Consiste na reutilização da água, por mais de uma vez, para fins de consumos potáveis ou não, proporcionando, assim, o uso sustentado, além da redução de gastos. Uma atitude simples e que pode ser aplicada à realidade doméstica da maior parte da população brasileira. O reúso da água pode ser feito através de medidas simples, como o reaproveitamento da água da máquina de lavar para a limpeza de pisos, ou com a captação da água da chuva para a lavagem de carros, rega de jardins, descargas etc.
Os segmentos da engenharia e da arquitetura também se preocupam bastante em atrelar práticas sustentáveis às construções. Mecanismos e sistemas que visam, além de economia, responsabilidade com os recursos ambientais. A luz solar, as águas das chuvas ou as já utilizadas em outras atividades, por exemplo, podem ser captadas a fim de substituírem ou complementarem as fontes comumente exploradas.
O uso de energia solar contribui para a diminuição da exploração de recursos naturais não renováveis, como o petróleo, e para o adiamento da construção de novas hidrelétricas, que causam grandes impactos ambientais nos mananciais e bacias hidrográficas.
"Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão. E sempre voltam humildes pro fundo da terra" (Guilherme Arantes)
A tecnologia de captação e aproveitamento da água da chuva hoje disponível pode eliminar boa parte dos custos mensais com as contas de água. O grande vilão no consumo de água nas residências é o vaso sanitário, cujas descargas podem ser responsáveis por até 40% do total dos gastos. Um sistema com cisternas que acumulam água da chuva usando qualquer superfície que tenha como condensar o escoamento da água para uma vertente, como por exemplo, os telhados das casas, lajes ou pátios construídos especialmente para esse fim, onde não tem tráfego de pessoas, animais ou automóveis, pode ser ligado ao sistema de evacuação de esgotamento.
Atitudes responsáveis e sustentáveis e que não devem se tornar responsabilidades apenas de ONGs e instituições empreendedoras. Cada um de nós tem muito mais a oferecer ao meio em que vivemos. (revistasfera)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rio+20 começa com falta de consenso

Rio+20 começa em 13/06/12 com falta de consenso
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começa em 13/06, no Rio de Janeiro, com incertezas, falta de consenso e sem grandes expectativas de que o documento final estipule metas ambiciosas. Até ontem, havia confirmação da participação de representantes de 186 dos 193 países-membros da ONU – a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, representará o presidente Barack Obama.
Os principais impasses continuam em torno do fortalecimento do programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma) e sobre os temas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) - pelos quais os países avançariam como uma segunda etapa dos Objetivos do Milênio, um conjunto de oito metas estabelecidas pela ONU em 2000 e que devem ser atingidas por todos os países até 2015. Mas até a última reunião preparatória, no início do mês, em Nova York, não havia acordo nem mesmo sobre quantos deveriam ser os temas desses objetivos sustentáveis.
A ONU já dá como certo que as negociações não se encerram ao longo dos três dias de reunião preparatória do documento final, a partir de hoje. Por enquanto há acordo em relação a menos de um quarto dos parágrafos do documento. Como a decisão é por consenso entre os 186 países participantes, fica claro o tamanho do desafio. Já se inscreveram para fazer discursos durante a cúpula 76 presidentes, 6 vices, 44 primeiros-ministros e 7 vice-primeiros-ministros.
O Brasil defendeu ontem o fortalecimento de princípios acordados há 20 anos e que não haja retrocessos em pontos conquistados na Eco-92. A informação foi passada em uma entrevista sem muito entusiasmo concedida pelos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) no Riocentro, sede do evento.
Patriota disse que o País chega à última etapa de negociações defendendo a manutenção de pontos estabelecidos na Eco-92, como ter o ser humano como o centro das atenções e o princípio das "responsabilidades comuns, porém diferenciadas".
Em linhas gerais, esse princípio prevê que todos os países têm compromisso com as mudanças, mas os ricos têm mais, porque historicamente contribuíram mais com a degradação do planeta.
"A crise econômica há 20 anos afetava, sobretudo os países em desenvolvimento. Hoje, o que antes era considerado periferia está trazendo respostas. A periferia de certa maneira virou o centro", disse Patriota.
Polarização
Sobre a divergência entre países ricos e pobres, um representante da ONU disse que hoje não dá mais para falar em polarização Norte-Sul. "Em que categoria Brasil, a sexta economia do mundo, China e Índia se colocam, como pobres? Claro que ainda existe muita pobreza. E há um medo dos países em desenvolvimento de serem forçados a tomar atitudes imediatas que possam prejudicar o seu crescimento. É mais complicado que Norte x Sul. O mundo está muito diferente."
Mais cedo, Izabella havia comparado a falta de acordo nas negociações com o que ocorreu no ano passado durante a conferência do clima (COP-17), em Durban, África do Sul. "Todos diziam que Durban não ia dar em nada, mas conseguimos reverter a situação", lembrou a ministra, sobre o acordo fechado em dezembro por representantes de 194 países de renovar o Protocolo de Kyoto para pelo menos até 2017. (yahoo)

Rio+20 terá eventos paralelos

Rio+20 terá eventos paralelos em mais de uma semana de discussões
Conferência começa em 13/06/12 e definirá a agenda sustentável das próximas décadas; evento marca 20 anos da Rio-92.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, terá três momentos distintos e alguns deles ocorrerão paralelamente. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, a capital fluminense sediará a 3ª Reunião do Comitê Preparatório, quando técnicos de todos os países se reunirão para elaborar os esboços dos documentos que serão examinados pelos presidentes e primeiros-ministros.
De 16 e 19 de junho, integrantes da sociedade civil, como representantes de organizações não governamentais e universidades, participam de 18 mesas de discussões. A ideia é buscar alternativas sobre políticas sociais associadas à economia verde e ao desenvolvimento sustentável. As propostas apresentadas durante esses debates serão encaminhadas aos presidentes e primeiros-ministros.
Os debates sociais se concentrarão na Arena da Barra, na qual há dez salas de reunião, e no Parque do Flamengo, com espaço para receber até 15 mil pessoas. Há, ainda, espetáculos e eventos organizados no Museu de Arte Moderna e Pier Mauá.
Na última etapa da conferência, de 20 a 22 de junho, ocorrerão as reuniões dos presidentes da República e primeiros-ministros, além dos dirigentes da Organização das Nações Unidas (ONU). As autoridades vão analisar todos os documentos elaborados ao longo da conferência e definir um texto para a declaração final.
Pelos dados dos organizadores, pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo confirmaram presença no encontro. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas participem do evento. Cerca de 1,4 mil jovens selecionados pela organização da Rio+20 atuarão como voluntários na recepção em aeroportos, hotéis e nos espaços da conferência.
As discussões globais são coordenadas pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais e secretário-geral da Rio+20, o embaixador chinês Sha Zukang, e pelos coordenadores executivos do evento, Elizabeth Thompson (ex-ministra de Energia e Meio Ambiente de Barbados) e Brice Lalonde (ex-ministro do Meio Ambiente da França).  (OESP)

Brasil abre a Rio+20

Brasil abre Rio+20 sem expectativa de grandes avanços em relação à Rio-92
Na véspera da abertura da conferência, os ministros Antonio Patriota e Izabella Teixeira admitem dificuldades para obter avanços e buscam evitar retrocessos do que foi alcançado 20 anos atrás
Sustentável, a Rio+20, começa em 13/06/12, no Rio de Janeiro, com o Brasil sem grandes expectativas de avanços em relação à Eco-92. Até ontem, havia confirmação da participação de representantes de 186 dos 193 países-membros da ONU – a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, representará o presidente Barack Obama.
A Conferência das Nações Unidas começa em 13/06/12 no Rio de Janeiro
Em uma entrevista sem muito entusiasmo, os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) afirmaram no Riocentro, sede do evento, que o País chega à última etapa de negociações antes da cúpula dos chefes de Estado (que ocorre na semana que vem) com a posição de fortalecer as conquistas dos últimos anos e não retroceder em pontos conquistados na Rio-92.
Em especial, exemplificou Patriota, ter o ser humano como o centro das atenções e manter o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Ou seja, todos têm compromisso com as mudanças, mas os ricos têm mais, porque historicamente contribuíram mais com a degradação do planeta.
“Há 20 anos a crise econômica afetava os países em desenvolvimento. Agora os países que estavam na periferia trazem as respostas para a crise. A periferia virou o centro”, disse Patriota em coletiva à imprensa.
Mais cedo, Izabella havia comparado o impasse atual nas negociações com o que ocorreu no ano passado durante a conferência do clima (COP-17), em Durban, África do Sul. “Fomos para Durban e todos diziam que não ia dar em nada, mas conseguimos reverter a situação”, lembrou a ministra. Em dezembro último, representantes de 194 países concordaram, após exaustivas negociações concluídas no fim da conferência, em renovar o Protocolo de Kyoto para, pelo menos, até 2017.
Consenso. A ONU já dá como certo que as negociações não se encerram ao longo desses três dias de reunião preparatória e continuarão até a reunião dos chefes de Estado, no final da semana que vem. Por enquanto há consenso em relação a menos de um quarto dos parágrafos do documento.
Sobre a divergência entre países ricos e pobres, um representante da ONU disse que hoje não dá mais para falar em polarização Norte-Sul nos mesmos termos que se falava na ECO-92.
“Quando se fala de Brasil, sexta economia do mundo, de China, de Índia, em que categoria eles se colocam como pobres? Claro que existe muita pobreza ainda. E há um medo dos países em desenvolvimento de serem forçados a tomar atitudes imediatas que possam prejudicar o desenvolvimento deles. É mais complicado que Norte x Sul. O mundo está muito diferente.”
Os principais impasses continuam em torno do fortalecimento do programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma) e sobre os temas dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Uma das principais apostas da Rio+20 é que a conferência possa definir áreas prioritárias para os países avançarem, como uma segunda etapa dos objetivos do milênio. Mas até a última reunião preparatória, no início do mês, em Nova York, não havia consenso nem mesmo sobre quantos deveriam ser esses temas.
Discursos. Já se inscreveram para fazer discursos durante a cúpula 76 presidentes, 6 vices, 44 primeiros-ministros e 7 vice-primeiros-ministros.
Programação
Desafio Rio/Clima
Acadêmicos, parlamentares e ambientalistas vão preparar propostas com alternativas para evitar o aquecimento global e elaborar recomendações que serão encaminhadas para os chefes de Estado reunidos na cúpula.
Local: Sede da Firjan e Forte de Copacabana
Encontro preparatório
Último de uma série de três encontros realizados ao longo do ano para aperfeiçoar o rascunho zero do documento final. Devem sair amarrados os principais temas que vão constar do documento final.
Local: Riocentro
Abertura oficial dos debates
Cerimônia indígena do fogo sagrado ocorrerá às 18 horas.
Local: Aldeia Kari-Oca
Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável
Local: PUC (OESP)

Os maiores desafios da Rio+20

Se não recalibrarmos nossa visão econômica, levaremos o planeta a ultrapassar o limiar crítico.
Muitos especulam a respeito do número de líderes mundiais que estarão presentes à cúpula Rio+20 e do tipo de acordos que serão concluídos: a criação de uma "economia verde" e o estabelecimento de um "arcabouço internacional para o desenvolvimento sustentado".
O termo "economia verde" foi cunhado há alguns anos, a fim de oferecer uma nova perspectiva por meio da qual fosse possível examinar a relação entre economia e sustentabilidade. Mas ganhou recentemente um novo impulso com as mudanças climáticas que se tornaram realidade, os preços das commodities em alta, e recursos básicos como ar puro, terra para cultivo e água potável se tornando mais escassos. Um conjunto cada vez mais abrangente de dados científicos confirma o que pudemos vislumbrar na Rio há 20 anos.
Os que investiram em uma estratégia econômica e em processos de produção com base em modelos do século 19 e até mesmo 20 estarão compreensivelmente temerosos com a perspectiva de uma mudança de paradigma. Mas alguns segmentos da sociedade civil também estarão preocupados com a possibilidade de que uma transição para uma economia verde afete de maneira negativa os países pobres e os exponha a riscos e a um grau de vulnerabilidade maiores.
Estratégias
Outros questionam a eficácia de estratégias com base no mercado com vistas à sustentabilidade, pois os mercados nunca trazem resultados sociais e ambientais ideais. Concordamos totalmente. As crises sistêmicas nos alimentos, combustíveis e finanças que explodiram em 2008 - e prosseguem em muitos países - têm suas origens num paradigma econômico que não levou em conta o valor da natureza e suas inúmeras contribuições para a sustentação da vida. Como mostra o relatório "Rumo a uma economia verde: caminhos para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza", a economia de mercado atual resultou na alocação equivocada do capital numa escala sem precedentes.
Na realidade, os graves erros dos mercados - em termos de emissões de carbono, biodiversidade e serviços ao ecossistema - estão acelerando os riscos para o meio ambiente e a escassez ecológica, e solapando o bem-estar dos homens e a igualdade social. É por isso que sua vinculação com a governança e as instituições na Rio+20 é tão importante quanto a transição para uma economia verde.
Uma preocupação dos críticos é que uma transição para a economia verde acabe essencialmente monetizando com a natureza, expondo as florestas, a água potável e a pesca à busca do lucro empreendida por banqueiros e operadores de bolsa, cujos erros contribuíram para desencadear a tempestade financeira e econômica dos últimos quatro anos. Mas será que se trata de uma questão de atribuir um valor à natureza? Ocorre que a natureza já está sendo objeto de compras e vendas, já é explorada e comercializada a preços mínimos que não traduzem seu valor real, principalmente quando se trata da subsistência dos pobres. Em grande parte, isso reflete a existência de mercados não regulados ou inexistentes, que não traduzem os valores que a natureza nos proporciona diariamente.
Futuro
Concretamente, o que está em jogo no Rio é o futuro do planeta. Sem uma solução concreta e duradoura que permita recalibrar nossa atual visão econômica a um nível sistêmico, a escala e o ritmo da mudança dentro em breve poderão levar o planeta a ultrapassar o limiar crítico tornando o desenvolvimento sustentável um sonho impossível onde quer que seja.
Algumas questões são de tamanha gravidade que transcendem os limites de um país. Por que, por exemplo, o mundo segue um paradigma de crescimento econômico com base na corrosão da própria base dos sistemas que servem à sustentação da vida da terra? Poderá a riqueza ser redefinida e reformulada para incluir o acesso aos bens e serviços básicos, como os que a natureza nos oferece gratuitamente, como ar limpo, clima estável e água potável? Não estará na hora de atribuir ao desenvolvimento humano, à sustentabilidade do meio ambiente e à igualdade social um valor igual ao do crescimento do PIB? Nós sabemos que as novas tecnologias e a inovação preparam mudanças na produção de energia, estão surgindo novos mercados de alimentos e água potável, e serviços ecológicos básicos começam a escassear e a ser dotados de um valor monetário.
A Rio+20 é o momento no qual serão compartilhados o conhecimento e a experiência com vistas à transição bem-sucedida para uma economia mais verde e uma maior economia de recursos. O desafio consistirá em reconciliar a realidade econômica emergente com os valores sociais e a ética necessários para gerar uma economia verde equilibrada e abrangente. (OESP)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma imagem e mil palavras

Uma coluna falando sobre como a água é rara e essencial causaria seu corte imediato na maioria dos jornais. É aborrecido.
No entanto, Jack Cook, um funcionário do Centro de Oceanografia de Woods Hole, de quem não havia ouvido falar, nesta semana teve a ideia genial de criar uma imagem que mostra a importância do aborrecido clichê, com uma imagem da Terra com uma pequena esfera de água cobrindo uns poucos estados norte americano. Esta é toda a água de nosso planeta. Oceanos, água doce e até a água contida em todas as formiguinhas de sua cozinha. É tão pouca água que se o planeta fosse do tamanho de um carro, a água seria o equivalente a uma garrafinha de água no porta luvas.
Você não sente isto deste tamanho porque a América Latina tem a maior taxa de água per capita entre todos continentes. Um terço da água doce do planeta está aqui, mas somente seis por cento da população mundial vive aqui. Somos os milionários da água.
Mesmo estando algo desalinhado com meu entorno mais próximo, resolvi ter em minha casa nova não só uma estrutura de coleta e estocagem de grande volume de água de chuva, mas ainda melhor que isso, tratamento de água de esgoto para uso na irrigação de plantas.
Foi na época da Rainha Vitória que inventamos o hábito burro de usar água para transportar nossos excrementos. Como parece difícil mudá-lo, o uso das águas servidas em substituição a águas mais nobres, como a de chuva ou água potável, é um jeito pratico não só de economizar água, como também de retornar estes nutrientes para o solo. Não só os excrementos humanos, mas também sabões, detergentes e restos de alimentos que vão para o esgoto são poluição na água, mas se adequadamente tratados, são adubo no solo.
Minha pequena usina de tratamento de esgoto inclui um biodigestor com decantação seguido de um filtro de areia de onde a água e bombeada e dali segue para poços superficiais de infiltração. Esta água é mais uma vez filtrada pelas plantas quando retorna para a atmosfera na forma de vapor, tão pura quanto a água destilada de laboratório.
- Crianças, Não repitam isto em casa a menos que queiram comprar briga com engenheiros, construtores e encanadores.
No fim você terá não só a recompensa de fazer a coisa certa, como de se divertir um monte lavando uma mamadeira e imaginando aquele resto de leite alimentando microorganismos na fossa séptica e os cadáveres destes microorganismos entrando no solo levados por um fluxo de água, irrigando e adubando o solo.
Em cada etapa da obra tentarão dissuadi-lo de formas variadas, pela ausência de técnicas convencionais, pelo custo ou por ambos. Se você realmente quiser, não desista.
A primeira delas será ainda no projeto. A água de chuva vai escurecer seu vaso sanitário ! Tratamento de esgoto custa milhões! Nunca vi um vaso sanitário escurecido, mas se isto é problema para você, então siga gastando a água dos outros. O tratamento de esgoto que custa milhões é aquele que deixa a água em condições de não poluir cursos de água. É muito mais fácil e barato deixá-la em condições de regar plantas. (EcoDebate)

El Niño leva aquecimento dos oceanos a território desconhecido

El Niño excepcionalmente forte impulsiona aquecimento global dos oceanos e leva temperatura média da superfície do mar ao maior valor já reg...