quinta-feira, 25 de setembro de 2014

População mundial passará dos 12 bilhões em 2100?

População mundial pode superar os 12 bilhões no final do século
Estudo indica crescimento populacional bem acima do máximo de 9 bilhões estimados anteriormente. África deve quadruplicar número de habitantes até 2100.
Ao contrário das expectativas, a população mundial deve continuar crescendo pelo menos até o final deste século. Em 2100, a população da Terra pode chegar a 12,3 bilhões de pessoas, segundo um estudo da Universidade de Washington e da ONU divulgado em 18/09/14 na revista científica Science.
O prognóstico, feito com base na análise estatística de dados da ONU de 2012, indica um aumento de quase 2 bilhões de pessoas em relação a cálculos anteriores. Segundo o pesquisador Adrian Raftery, que participou do estudo, foi consenso nos últimos 20 anos que a população mundial – atualmente em 7,2 bilhões – chegaria até os 9 bilhões de pessoas e então se estabilizaria ou começaria a diminuir.
População deve quadruplicar na África
Mas a nova análise mostra que há uma probabilidade de 80% de a população global atingir um número entre 9,6 bilhões e 12,3 bilhões de pessoas em 2100. Para o diretor do estudo, Patrick Gerland, as elevadas taxas de natalidade na África são o principal responsável por esse impulso. A população africana deve quadruplicar até o final do século – a taxa atual é de cerca de 4,6 filhos por mulher.
Para chegar ao novo resultado, os pesquisadores usaram novos métodos de cálculos de probabilidade, além de incluir os indicadores recentes sobre o vírus da aids no sul da África. Dessa maneira, eles podem afirmar, com 95% de certeza, que em 2100 pelo menos 9 bilhões de pessoas habitarão a Terra.
Se o continente africano deve ter um crescimento exponencial, passando dos atuais 1 bilhão para 4 bilhões de habitantes, na Ásia, por exemplo, o pico de crescimento populacional deverá ser atingindo já na metade deste século.
“O rápido crescimento populacional em países com elevadas taxas de natalidade pode trazer uma série de desafios”, escrevem os pesquisadores. Esse fenômeno pode causar impactos ambientais, nas condições de trabalho e contribuir para o aumento da pobreza, da taxa de mortalidade materna e infantil, além da criminalidade.
Menos trabalhadores para cada aposentado
O estudo aponta também, que em muitos países, a proporção entre trabalhadores e aposentados vai diminuir drasticamente. No Brasil, atualmente para cada aposentado há 8,6 trabalhadores, mas a proporção deve cair para 1,5 trabalhador por aposentado até o final do século.
Redução grande também é esperada nos Estados Unidos: dos atuais 4,6 trabalhadores por aposentado para 1,9 em 2100; na China, de 7,8 para 1,8; na Índia, de 10,9 para 2,3 e na Nigéria, de 15,8 para 5,4. (ecodebate)

O Dividendo Demográfico do Brasil

O fenômeno da transição demográfica é um dos fatos sociais mais importantes de toda a história humana. Até recentemente, prevalecia no mundo em todos os tempos, altas taxas de mortalidade que ceifavam precocemente as vidas, especialmente das crianças. Para se contrapor a esta tragédia, as taxas de fecundidade também tinham de ser altas. Porém, esta realidade começou a mudar a partir do século XIX na Europa, Estados Unidos e Oceania. O restante do mundo seguiu na transição no século XX.
No Brasil, as taxas de mortalidade infantil começaram a cair de forma rápida e consistente a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. Vinte anos depois teve início a transição da fecundidade. A taxa de mortalidade infantil caiu de 135 por mil em 1950 para 15 por mil em 2010, enquanto a esperança de vida ao nascer passou de 50 anos em 1950 para 73 anos em 2010. O número de nascimentos nas famílias permaneceu elevado e acima de 6 filhos por mulher até meados da década de 1960, iniciando a partir daí um expressivo movimento de declínio, atingindo a taxa de 1,9 filho por mulher, segundo o censo demográfico de 2010.
Todo país que passa pela transição demográfica experimenta, necessariamente, uma transformação da sua estrutura etária. Num primeiro momento, a base da pirâmide populacional se estreita, enquanto aumenta o peso relativo da população adulta. Num segundo momento, após décadas de transformação da estrutura de idade, há um crescimento, absoluto e relativo, da população idosa. As mudanças no formato da pirâmide populacional geram alterações na razão de dependência demográfica entre os grupos predominantemente consumidores e os majoritariamente produtores.
Considerando a razão de dependência demográfica para o Brasil no período de 1950 a 2100, nota-se que entre 1950 e 1970 houve aumento da percentagem de crianças (0-14 anos) em relação à população adulta (15-64 anos), elevando também a razão de dependência total. Em 1970, havia cerca de 90 pessoas dependentes para cada 100 pessoas em idade de trabalhar. Mas em função da queda da fecundidade, a razão de dependência total veio caindo consistentemente e deve atingir o seu ponto mais baixo (44 pessoas dependentes para cada 100 pessoas em idade produtiva) no quinquênio 2020-25.
Ou seja, em meados do século passado, havia quase uma pessoa dependente para uma pessoa em idade de trabalhar, mas esta relação caiu pela metade, devendo ficar abaixo de 50% entre 2010 e 2030. Isto quer dizer que a carga econômica da dependência demográfica se reduziu bastante, possibilitando o aumento da renda per capita e a elevação da capacidade de poupança, tanto das famílias como em nível agregado. Maiores taxas de poupança – em termos micro e macroeconômicos – significam a possibilidade de maiores investimentos em capital humano e de incremento da taxa bruta de capital fixo.
Este fenômeno único e fundamental para a decolagem do desenvolvimento é chamado de “dividendo demográfico” ou “bônus demográfico” ou “Janela de Oportunidade Demográfica”.. Trata-se de uma “janela de oportunidade” que requer políticas econômicas adequadas para que a demografia possa ser colocada a serviço do desenvolvimento econômico e social, do bem-estar da população e do cuidado com o meio ambiente.
O Dividendo Demográfico é, portanto, um fenômeno que ocorre em um período de tempo no qual a estrutura etária da população apresenta menores razões de dependência (baixa proporção de crianças, adolescentes e idosos) e maiores percentuais de população em idade economicamente ativa, possibilitando que as condições demográficas atuem no sentido de incrementar a qualidade de vida e reduzir os níveis de pobreza e desigualdade.
Todavia, o dividendo demográfico é um fenômeno temporário e requer condições macroeconômicas adequadas, especialmente investimentos em educação de qualidade, saúde e trabalho decente. Nos anos 1980 – a chamada década perdida – o Brasil desperdiçou o início do bônus demográfico devido à crise econômica que aumentou o desemprego, reduziu a renda e não criou oportunidades educacionais para os jovens. Nos anos 90, a economia cresceu e as condições sociais melhoraram, mas em ritmo insuficiente para utilizar todo o potencial da estrutura etária. O melhor aproveitamento do bônus demográfico brasileiro aconteceu no quinquênio 2004-2008, quando houve crescimento da renda, redução da pobreza, do desemprego e das desigualdades sociais e regionais. Mas após a recessão de 2009, o desempenho da economia brasileira ficou abaixo do esperado e aquém de suas potencialidades.
Portanto, o Brasil já perdeu o melhor momento para colher o dividendo demográfico, erradicar a pobreza e investir em infraestrutura econômica e social. Uma crise econômica internacional pode ocorrer em um futuro não muito distante, quanto o país vai ter que conviver com a diminuição do número de pessoas economicamente ativas e o aumento da população idosa, especialmente aquela acima de 80 anos, que requer muitos gastos com saúde e cuidado individual.
Vai ser difícil o Brasil conseguir outra condição favorável, antes do envelhecimento populacional e antes da subida da razão de dependência demográfica. (ecodebate)

O envelhecimento da população idosa no Brasil

O título deste artigo pode parecer um pleonasmo, mas não é. O contínuo crescimento do número de idosos no Brasil é um fenômeno conhecido. Mas há pouco conhecimento da mudança que vai ocorrer dentro do grupo do topo da pirâmide populacional.
Na verdade, a distribuição por sexo e idade da população brasileira de 60 anos e mais de idade vai ter uma redução relativa da sua base e um alargamento relativo e absoluto da sua parte superior durante o século XXI. Ou seja, vai haver uma redução relativa dos “novos idosos” (60-80 anos) e um crescimento absoluto e relativo dos idosos (80 anos e +). Portanto, vai haver um envelhecimento dentro do envelhecimento, ou dito em outras palavras, um forte aumento da “quarta idade”.
No ano 2000, havia 2,15 milhões de homens entre 60-64 anos de idade e 2,45 milhões de mulheres, enquanto o grupo das pessoas com 100 anos e + era formado por 5 mil homens e 8 mil mulheres. Um terço (33%) dos idosos brasileiros estavam no grupo 60-64 anos e apenas 0,1% eram centenários.
Segundo as projeções da Divisão de População da ONU, no ano 2030, deverá haver 5,33 milhões de homens entre 60-64 anos de idade e 6,10 milhões de mulheres, enquanto o grupo das pessoas com 100 anos e mais deverá ser formado por 41 mil homens e 80 mil mulheres. Embora a população brasileira idosa do grupo 60-64 anos vá aumentar em temos absolutos entre 2000 e 2030, o seu peso relativo deverá cair para 27,5%. O grupo dos centenários deverá passar para 0,3% da população idosa.
Segundo as mesmas projeções, no ano 2060, deverá haver 7,44 milhões de homens entre 60-64 anos de idade e 7,77 milhões de mulheres, enquanto o grupo das pessoas com 100 anos e + deverá ser formado por 160 mil homens e 404 mil mulheres. Da mesma forma, a população brasileira idosa do grupo 60-64 anos vai continuar a aumentar em temos absolutos entre 2030 e 2060, porém o seu peso relativo deverá cair para 19,1%. O grupo dos centenários deverá passar para 0,7% da população idosa.
No ano de 2100, o número de pessoas com idade entre 60-64 anos deverá cair em relação ao ano de 2060, ficando 5,73 milhões de homens e 5,66 milhões de mulheres, o que vai representar 15,2% da população idosa. Ou seja, a base da pirâmide idosa vai diminuir em termos relativos e absolutos nas últimas décadas do século XXI. Já o número de centenários vai subir, atingindo 464 mil homens e 1,27 milhões de mulheres, o que representará 2,3% da população idosa.
Portanto, o Brasil não vai apenas envelhecer, mas vai ter uma maior população idosa com uma estrutura etária mais envelhecida. Dos 75 milhões de pessoas com 60 anos e mais previstos para 2100, apenas 15% terá entre 60 e 64 anos, enquanto 39% terá 80 anos ou mais. Desta forma, o país precisa se preparar para uma situação em que não apenas vai haver mais idosos, mas também vai haver mais idosos, longevivendo no topo do topo da pirâmide populacional. (ecodebate)

População mundial e a hipótese de fecundidade constante

Projeções da população mundial e regiões na hipótese de fecundidade constante
A Divisão de População da ONU atualiza periodicamente 4 projeções para os países, as regiões e o mundo. Além da projeção média, existem as projeções alta e baixa que levam em consideração as perspectivas de queda da fecundidade e aumento da esperança de vida. Para os países e regiões também se considera as projeções sobre migração. Ainda são apresentadas as projeções para o caso das taxas de fecundidade permanecerem constantes.
Na última revisão (de 2012 publicada em 2013) as estimativas da ONU para a população mundial em 2100 foram: projeção média: 10,9 bilhões de habitantes; projeção baixa: 6,8 bilhões de habitantes; e projeção alta: 16,6 bilhões de habitantes.
Contudo, a ONU também divulga a projeção caso as taxas de fecundidade permaneçam constantes no nível do quinquênio 2005-2010. Neste caso, a população mundial chegaria a 28,6 bilhões de habitantes em 2100, pois a taxa de fecundidade total estava em torno de 2,53 filhos por mulher.
Para os países desenvolvidos (More developed regions) que tinham uma população de 1,241 bilhão de habitantes em 2010, haveria uma pequena queda para 1,153 bilhão em 2100. Os países menos desenvolvidos (Less developed regions) que tinham uma população de 4,836 bilhões de habitantes em 2010, haveria um aumento para 13,904 bilhões de habitantes. Para os países muito menos desenvolvidos (Least developed countries), que tinham uma população de 839 milhões de habitantes em 2010, haveria um aumento para 13,590 bilhões de habitantes (16 vezes maior).
Projeção feita por demógrafos do International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA)mostra que se a taxa de fecundidade permanecer constante em torno de 2,5 filhos por mulher a população mundial chegaria a 71 bilhões de habitantes em 2300. Provavelmente, o mundo nunca irá chegar ao um volume tão grande de população, pois a pressão sobre os recursos naturais e a falta de bases econômicas forçaria uma queda das taxas de fecundidade ou o aumento das taxas de mortalidade.
A hipótese de fecundidade constante é apenas um exercício didático para mostrar qual seria a dinâmica demográfica caso o número médio de filhos ficasse inalterado. Historicamente as taxas de fecundidade do mundo caíram de 5 filhos por mulheres em 1950 para 2,5 filhos por mulher atualmente. A perspectiva é que continuem caindo, mas ninguém tem certeza qual será o ritmo de diminuição. As pesquisas sobre o tamanho ideal do número de filhos que os casais desejam é de 2 (dois), geralmente um menino e uma menina.
Mas existem mais de 200 milhões de mulheres sem acesso aos métodos contraceptivos no mundo, especialmente em países pobres. Além disto, existem diversas forças políticas que são contra a queda da fecundidade, como o fundamentalismo de mercado, o fundamentalismo religioso, o conservadorismo moral e as forças pronatalistas que se amparam em um discurso anti-neomalthusiano.
Desta forma, o que os dados mostram é que se a taxa de fecundidade ficar em torno de 2,5 filhos por mulher, como atualmente, a população chegaria a 71 bilhões de habitantes em 2300. Se a taxa de fecundidade ficar em torno de 2,0 filhos por mulher a população mundial se estabilizaria em torno de 9 bilhões de habitantes em 2300. Mas se a taxa de fecundidade cair para 1,5 filhos por mulher a população mundial entraria em ritmo acelerado de decrescimento e chegaria a 720 milhões de habitantes em 2300.
O fato é que as taxas de fecundidade devem continuar a cair nas próximas décadas, embora ninguém saiba dizer se haverá estabilização e em qual nível. Nos atuais padrões de produção e consumo, a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias e o mundo vive uma situação de déficit ecológico. Manter um ritmo acelerado de crescimento populacional só serviria para incentivar o ritmo continuo de crescimento econômico, o que dificultaria muito o avanço da qualidade de vida e a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade. (ecodebate)

IBGE estima que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes

IBGE estima que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes.
Vejam os dados e tabelas
O IBGE divulgou em 28/08/14 as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2014. Estima-se que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,86% de 2013 para 2014. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões), Brasília (2,9 milhões) e Fortaleza (2,6 milhões). Os 25 municípios mais populosos somam 51,0 milhões de habitantes, representando 25,2% da população total do Brasil.
As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992.
A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 28 de agosto de 2014. Os resultados das Estimativas de População 2014 também podem ser acessados na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2014. Uma análise completa das estimativas populacionais pode ser consultada no link http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/pdf/analise_estimativas_2014.pdf.
Os 25 municípios mais populosos
Ordem UF       Município       População 2014
1º         SP       São Paulo        11.895.893
2º         RJ        Rio de Janeiro 6.453.682
3º         BA      Salvador           2.902.927
4º         DF       Brasília            2.852.372
5º         CE       Fortaleza          2.571.896
6º         MG     Belo Horizonte 2.491.109
7º         AM     Manaus             2.020.301
8º         PR       Curitiba            1.864.416
9º         PE       Recife               1.608.488
10º       RS       Porto Alegre    1.472.482
11º       PA       Belém               1.432.844
12º       GO      Goiânia           1.412.364
13º       SP       Guarulhos       1.312.197
14º       SP       Campinas        1.154.617
15º       MA     São Luís          1.064.197
16º       RJ        São Gonçalo   1.031.903
17º       AL      Maceió            1.005.319
18º       RJ        Duque de Caxias 878.402
19º       RN      Natal   862.044
20º       MS      Campo Grande 843.120
21º       PI        Teresina            840.600
22º       SP       São Bernardo do Campo 811.489
23º       RJ        Nova Iguaçu   806.177
24º       PB       João Pessoa     707.613
TOTAL 25 MAIORES      51.077.190
TOTAL BRASIL             202.768.562
% TOTAL BRASIL  25,2%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – Copis.
Quando se excluem as capitais, os municípios mais populosos são Guarulhos (1,3 milhão), Campinas (1,2 milhão), São Gonçalo (1,0 milhão), Duque de Caxias (878,4 mil), São Bernardo do Campo (811,5 mil), Nova Iguaçu (806,2 mil), Santo André (707,6 mil), Osasco (693,3 mil) e São José dos Campos (681,0 mil). Os 25 municípios mais populosos com exceção das capitais somam 17,0 milhões de habitantes, representando 8,4% do total da população do Brasil em 2014.
Os 25 municípios mais populosos exceto Capitais
Ordem UF       Município       População 2014
1º         SP       Guarulhos       1.312.197
2º         SP       Campinas        1.154.617
3º         RJ        São Gonçalo   1.031.903
4º         RJ        Duque de Caxias        878.402
5º         SP       São Bernardo do Campo       811.489
6º         RJ        Nova Iguaçu   806.177
7º         SP       Santo André   707.613
8º         SP       Osasco            693.271
9º         SP       São José dos Campos 681.036
10º       PE       Jaboatão dos Guararapes       680.943
11º       SP       Ribeirão Preto 658.059
12º       MG     Uberlândia      654.681
13º       MG     Contagem       643.476
14º       SP       Sorocaba         637.187
15º       BA      Feira de Santana         612.000
16º       SC       Joinville          554.601
17º       MG     Juiz de Fora    550.710
18º       PR       Londrina         543.003
19º       GO      Aparecida de Goiânia            511.323
20º       PA       Ananindeua    499.776
21º       RJ        Niterói 495.470
22º       RJ        Campos dos Goytacazes 480.648
23º       RJ        Belford Roxo 479.386
24º       ES       Serra    476.428
25º       RS       Caxias do Sul 470.223
TOTAL 25 MAIORES          17.024.619
TOTAL BRASIL       202.768.562
% TOTAL BRASIL  8,4%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – Copis.
Serra da Saudade, no estado das Minas Gerais, é o município brasileiro de menor população, estimada em 822 habitantes em 2014, seguido de Borá, em São Paulo, com 835 habitantes. Atualmente, esses dois municípios são os únicos no país com menos de mil habitantes em 01/07/2014. A população dos 25 municípios menos populosos soma 32.946 habitantes, representando aproximadamente 0,02% da população total do Brasil.
Os 25 municípios menos populosos
Ordem UF       Município       População
1º         MG     Serra da Saudade 822
2º         SP       Borá 835
3º         MT      Araguainha     1.000
4º         TO       Oliveira de Fátima      1.091
5º         GO      Anhanguera    1.093
6º         SP       Nova Castilho 1.206
7º         MG     Cedro do Abaeté        1.222
8º         PI        Miguel Leão   1.239
9º         SP       Uru      1.240
10º       RS       André da Rocha         1.286
11º       SC       Santiago do Sul          1.389
12º       TO       Chapada de Areia      1.391
13º       GO      Lagoa Santa    1.406
14º       MG     Grupiara          1.415
15º       PR       Jardim Olinda 1.416
16º       RS       Engenho Velho          1.428
17º       GO      Cachoeira de Goiás    1.430
18º       RS       União da Serra           1.434
19º       SC       Lajeado Grande         1.479
20º       MT      Serra Nova Dourada  1.492
21º       PR       Nova Aliança do Ivaí 1.509
22º       MG     Doresópolis     1.512
23º       SP       Santa Salete    1.517
24º       TO       São Félix do Tocantins          1.532
25º       RS       Montauri         1.562
TOTAL 25 MAIORES          32.946
TOTAL BRASIL       202.768.562
% TOTAL BRASIL  0,02%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – Copis.
Entre as regiões metropolitanas, a RM de São Paulo continua sendo a mais populosa, com 20,9 milhões de habitantes, seguido da RM do Rio de Janeiro (11,9 milhões de habitantes), da RM de Belo Horizonte (5,8 milhões de habitantes), da RM de Porto Alegre (4,2 milhões de habitantes) e da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do Distrito Federal e Entorno (4,1 milhões de habitantes). As 25 regiões metropolitanas mais populosas somam 87,0 milhões de habitantes, representando 42,9% da população total.
População das Regiões Metropolitanas
Ordem Região Metropolitana População 2014          % População Total
1º         RM SÃO PAULO 20.935.204 10,32%
2º         RM RIO DE JANEIRO 11.973.505 5,91%
3º         RM BELO HORIZONTE     5.767.414        2,84%
4º         RM PORTO ALEGRE         4.161.237        2,05%
5º         RIDE DF E ENTORNO       4.118.154        2,03%
6º         RM SALVADOR      3.919.864        1,93%
7º         RM RECIFE  3.887.261        1,92%
8º         RM FORTALEZA    3.818.380        1,88%
9º         RM CURITIBA         3.414.115        1,68%
10º       RM CAMPINAS       3.043.217        1,50%
11º       RM MANAUS          2.478.088        1,22%
12º       RM GOIÂNIA          2.296.678        1,13%
13º       RM BELÉM   2.129.515        1,05%
14º       RM GRANDE VITÓRIA     1.884.096        0,93%
15º       RM BAIXADA SANTISTA            1.781.620        0,88%
16º       RM NATAL   1.462.045        0,72%
17º       RM GRANDE SÃO LUÍS   1.403.111        0,69%
18º       RM MACEIÓ            1.246.421        0,61%
19º       RM JOÃO PESSOA 1.195.904        0,59%
20º       RM NO/NE CATARINENSE          1.191.558        0,59%
21º       RIDE TERESINA     1.180.930        0,58%
22º       RM FLORIANÓPOLIS       1.111.702        0,55%
23º       RM ARACAJU         912.647           0,45%
24º       RM VALE DO RIO CUIABÁ 871.729 0,43%
25º       RM LONDRINA      818.300           0,40%
TOTAL 25 MAIORES RM  87.002.695      42,91%
TOTAL BRASIL       202.768.562    100,00%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – Copis.
Onde: RM = Região Metropolitana e RIDE = Região Integrada de Desenvolvimento
No ranking dos estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três estados menos populosos localizam-se na região Norte. O estado de São Paulo é o mais populoso, com 44,0 milhões de habitantes e 21,7% da população total do país, seguido de Minas Gerais, com 20,7 milhões de habitantes (10,2% da população total), e Rio de Janeiro, com 16,5 milhões de habitantes (8,1% da população total). O estado de Roraima é o menos populoso, com 496,9 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 750,9 mil habitantes (0,4% da população total), e Acre com 790,1 mil habitantes (0,4% da população total).
Municípios de médio porte são os que mais crescem no Brasil
As maiores taxas geométricas de crescimento da população verificadas entre 2013 e 2014 estão nos municípios de “médio porte”, que possuem entre 100 mil e 500 mil habitantes em 2014 (1,12%). Esses municípios, em geral, são importantes centros regionais em seus estados, ou integram as principais regiões metropolitanas do país, configurando-se como áreas de atratividade migratória.
O crescimento nos municípios com mais de 500 mil habitantes (0,84%), por outro lado, é menos acentuado, sendo menor que a média nacional (0,86%). Essa tendência é influenciada, sobretudo, pelo ritmo lento de crescimento de algumas das principais capitais e núcleos metropolitanos, como, por exemplo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Recife e São Paulo. Atualmente, as taxas de crescimento dessas capitais se encontram abaixo da média nacional.
Os pequenos municípios brasileiros, em média, apresentam as menores taxas de crescimento populacional entre os anos de 2013 e 2014. O baixo crescimento, ou até decréscimo em muitos casos, pode ser explicado pelo componente migratório, influenciado por seu baixo dinamismo econômico. Para os municípios com população de até 100 mil habitantes, a taxa de crescimento estimada foi de 0,72%.
O município com maior taxa de crescimento entre 2013 e 2014 foi Nova Redenção (BA) com 10,87%, que passou de 8.527 para 9.453 habitantes. O de menor crescimento foi Satuba (AL) com taxa de -15,87%, passando de 15.737 para 13.241 pessoas. Já em relação às capitais, a que mais cresceu foi Palmas (2,91%), de 257.903 para 265.409, e a que menos cresceu foi Porto Alegre (0,32%), de 1.467.823 para 1.472.482 habitantes.
Metodologia usada pelo IBGE
Em 2013, o IBGE divulgou a projeção da população para as unidades da federação do país, por sexo e idade, pelo método das componentes demográficas, o que representou um aprimoramento metodológico. Dessa forma, as estimativas da população residente para os municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2014, foram elaboradas a partir dessa projeção para cada estado, incorporando os resultados dos parâmetros demográficos calculados com base nos resultados do Censo Demográfico 2010 e nas informações mais recentes dos registros de nascimentos e óbitos. (ecodebate)

Além dos limites

É possível viver bem, com plena qualidade de vida, sem depender de crescimento econômico constante? Talvez seja essa a principal pergunta localizada no cerne do debate existente entre os economistas ecológicos (ecoeconomistas) e os tradicionais (neoclássicos).
Para os primeiros, em face da existência de limites de recursos naturais, a premissa é a seguinte: é impossível crescer indefinidamente simplesmente porque a Terra não é capaz de sustentar (e suportar) uma expansão econômica que fere substancialmente os sistemas ecológicos, tanto no ato da extração quanto no descarte (incapacidade de absorção de resíduos).
Para os economistas tradicionais, esperançosos que um dia a tecnologia e os padrões modernos de elevada produtividade darão conta da escassez ambiental, crescer (mais produção econômica) ainda é e será sempre a melhor maneira de promover bem-estar aos povos, dando-lhes acesso aos bens materiais e aos serviços oferecidos pela economia.
Fato irretocável é que, do choque existente entre os objetivos econômicos (acelerar o crescimento da atividade produtiva via políticas monetária e fiscal expansionistas) e os imperativos ecológicos (finitude dos recursos naturais, tamanho limitado da biosfera), a crise ambiental (típico “produto” de modelos econômicos expansivos emoldurado pela ação antrópica) emergiu como a mais grave ameaça à vida humana.
Diante disso, a hierarquia das urgências se configura em uma só: propor um novo modelo de administrar a economia em que, prioritariamente, sejam respeitados (resguardados) os serviços ecossistêmicos, sem os quais a própria atividade econômica não funciona.
Decorre daí a questão mais decisiva para a sobrevivência da humanidade: equilibrar o clima mediante a ocorrência de uma atividade econômica de baixo carbono, expurgando, além disso, o falso paradigma de progresso que se apoia, substancialmente, na acumulação de objetos materiais, promovendo nesse ato uma destruição avassaladora dos principais serviços prestados pela natureza – regulação climática, ciclagem de nutrientes, conservação dos solos, polinização, conservação dos corpos d´água, além, especificamente, dos serviços de provisionamento (alimentos, combustíveis, fibras, recursos genéticos).
Esse falso paradigma de progresso (pautado na expansão econômica e na consequente acumulação material) tem levado a atividade econômica a praticar, apenas e tão somente, um crescimento “quantitativo” e unidimensional, quando o sensato, na procura pela melhoria das condições de vida dos mais necessitados, visando alcançar bem-estar, seria obter desenvolvimento “qualitativo” e multidimensional.
Certo mesmo é que só haverá verdadeiro paradigma de progresso quando a economia social (poder de compra, emprego, aposentadoria, previdência social) e a economia ecológica (recursos naturais, serviços ecossistêmicos, patrimônio ambiental) estiverem numa mesma sintonia, compartilhando, numa mesma perspectiva, um mesmo horizonte; conversando num mesmo idioma, longe, portanto, de uma atividade econômica que agride a biodiversidade e contemporiza, por conta da perda ambiental, o agravamento de taxas indecentes de desigualdades sociais.
A crise ambiental, ora em curso, deixa cada vez mais notória a seguinte mensagem: não é possível conciliar crescimento com as alterações climáticas; ainda que o conceituado relatório Stern (Stern Review on the Economics of Climate Change) julgue que “não é incompatível a luta contra a mudança climática com a promoção do crescimento”.
Na contramão dos fatos, somos partidários da seguinte opinião: todo e qualquer crescimento exagerado é altamente prejudicial. Mesmo um corpo humano que sofre, por exemplo, de acromegalia (doença crônica provocada por excesso de produção do hormônio do crescimento – GH – na vida adulta) leva ao crescimento disforme de mãos, pés, nariz, enfim, ao espessamento geral da pele e de órgãos humanos. Guardadas as óbvias diferenças, assim também acontece com a atividade econômica quando cresce além dos limites.
Logo, não é desproposital afirmar que todo e qualquer organismo vivo que cresce exageradamente causa (e sofre) transtornos. Vale reiterar que para a atividade econômica – espécie de organismo vivo do sistema econômico – isso não é e nem poderia ser diferente.
Crescer além dos limites, em termos meramente econômicos e produtivos, tem promovido, ao contrário do que parece num primeiro momento, mais acúmulo de miséria (e desigualdades) de forma mais rápida do que contribuído para a geração de riqueza (e justa distribuição), uma vez que esse crescimento tem se soerguido na mais completa dilapidação ambiental e em alterações climáticas, cujo aquecimento da Terra é o fator mais ilustrativo.
Contudo, não se nega aqui a importância do ato de crescer; porém, se requer que o mesmo seja estabelecido dentro dos limites e, essencialmente, em regiões em que as condições se apresentem favoráveis.
Como bem disse Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda (1990-97): “ninguém desmente que o crescimento econômico seja essencial para melhorar o acesso a direitos básicos nas nações mais pobres”.
Dessa ponderação, não há espaço a dúvidas. É necessário, contudo, deixar margem ao crescimento das nações mais pobres; um crescimento dentro dos limites ecológicos.
O que se deve repensar, nesse pormenor, é a ocorrência de taxas de crescimento econômico continuadas nas nações mais ricas – como se isso fosse condição suprema para manter e elevar mais ainda a prosperidade – visto que isso tem contribuído para tornar um pouco mais insustentável a sociedade atual.
Essa insustentabilidade está nitidamente expressa na depleção dos ecossistemas do planeta. Os últimos 40 anos mostram, claramente, que a “nossa” pegada ecológica global dobrou. Agora, já está 30% maior do que a capacidade biológica da Terra tem de produzir para suas necessidades. (ecodebate)

Bônus demográfico na América Latina e Caribe: 1950-2100

Uma das consequências da transição demográfica é a mudança da estrutura etária da população. Quanto as taxas vitais (mortalidade e natalidade) eram altas a pirâmide populacional era rejuvenescida, com alta proporção de crianças e baixa proporção de idosos. A queda das taxas de mortalidade e o aumento da esperança de vida tem um efeito de aumentar a proporção de adultos no longo prazo. Porém, a queda da natalidade reduz rapidamente a razão de dependência de crianças, abrindo uma janela de oportunidade.
Em 1965 havia na América Latina e Caribe (ALC) 89 pessoas dependentes para cada 100 pessoas em idade ativa, sendo 81 crianças (0 a 14 anos) e 7 adultos (65 anos e +). A razão de dependência veio caindo até atingir 54% em 2010, sendo 44% de crianças e 10% de idosos. Na segunda metade do século XXI a razão de dependência volta a subir em decorrência do envelhecimento da população.
Entre o ano 2000 e 2050 a razão de dependência demográfica vai ficar abaixo de 60%. Neste período, pode-se aproveitar o momento favorável no sentido de facilitar o crescimento econômico, a redução da pobreza e a melhoria da qualidade de vida. O primeiro Bônus Demográfico é um fenômeno temporário e só acontece uma vez na história de cada país, referindo-se à possibilidade de crescimento da renda em função do aumento da razão entre produtores e consumidores na população. Pode ocorreu um segundo bônus se o processo de envelhecimento for devidamente administrado.
O Bônus, em geral, tem um efeito maior sobre a população feminina, pois tendo de dedicar menos tempo às tarefas de reprodução e de cuidado dos filhos, as mulheres passam a ter mais tempo para cuidar de si próprias e de se incorporar à população economicamente ativa (PEA). Adicionalmente, o aumento da esperança de vida eleva o ciclo de vida produtivo da mulher e, combinado ao aumento das taxas de escolaridade, aumenta o capital humano feminino.
Com políticas públicas adequadas, o Bônus Demográfico pode ajudar a melhorar a qualidade de vida da população da América Latina e Caribe. (ecodebate)

Dissociação coletiva é barreira invisível na crise climática

A dissociação coletiva é um mecanismo subconsciente de defesa que paralisa a ação humana frente à gravidade da crise climática. De acordo ...