quarta-feira, 13 de julho de 2016

Preservação, regeneração de florestas e os efeitos do aquecimento global

Preservação e regeneração de florestas secundárias e os efeitos do aquecimento global
Pesquisa indica que preservação e regeneração de florestas secundárias podem mitigar os efeitos do aquecimento global.
“Science” publica pesquisa de docente da UFSB que mostra que preservação e regeneração de florestas secundárias podem mitigar os efeitos do aquecimento global.
O estudo internacional é assinado por 60 cientistas, e um deles é o professor Daniel Piotto, pesquisador e docente na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Um artigo publicado na revista Science Advances em 13/05/16 traz dados sobre o potencial de sequestro de carbono em florestas secundárias em 43 regiões da América Latina. O estudo internacional é assinado por 60 cientistas, e um deles é o professor Daniel Piotto, pesquisador e docente na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
O trabalho estimou as áreas com menos de mil metros de altitude cobertas por florestas secundárias (entre 0 e 60 anos de idade) em 43 regiões da América Latina. Com isso, a equipe calculou o potencial de estoque de carbono nessas florestas jovens, criando uma projeção assumindo que essas matas sejam mantidas intactas nos próximos 40 anos. “Estoque de carbono”, neste caso, indica o acúmulo desse elemento em raízes, tronco, galhos e folhas das árvores ao longo da vida. Isso ocorre por meio do processo de fotossíntese, durante o qual os vegetais “consomem” dióxido de carbono, o gás carbônico, e liberam oxigênio.
Dentre os países estudados, o Brasil lidera em termos de potencial de sequestro de carbono em florestas secundárias, detendo 71% do total estimado, seguido pelo México, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru. Os dados se referem a áreas florestais e campos agrícolas abandonados, conforme medição em 2008.
A projeção apresentada no estudo considera que, se essas florestas secundárias forem totalmente preservadas, o total de dióxido de carbono, ou gás carbônico, retirado da atmosfera em 2048 por essas matas equivaleria a todas as emissões desse gás, da queima de combustíveis fósseis aos processos industriais, em todos os países da América Latina e do Caribe de 1993 a 2014 – um total de 22 anos de lançamento massivo de carbono em mais de 30 países.
A regeneração de florestas ajuda a reduzir a quantidade de gás carbônico na atmosfera, mas não o bastante para retirar a necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, áreas de floresta contribuem para a regulação do ciclo hidrológico. Isso implica, entre outros benefícios, a regulação de regimes de chuvas, o que interessa a todos, no meio rural e nas cidades. (ecodebate)

Aquecimento global pode afetar os recifes de Abrolhos

Estudo mostra como aquecimento global pode afetar os recifes de Abrolhos
Os recifes de Abrolhos são os maiores do Atlântico Sul. Pesquisadores da Rede Abrolhos, que monitoram esses recifes, acompanharam o desenvolvimento de organismos sobre placas artificiais mantidas no ambiente, fazendo medidas contínuas da temperatura da água entre 2012 e 2014. Os resultados, publicados em 27/04/16 na revista PLoS One, indicam que os recifes de Abrolhos ainda estão em crescimento, porém sofrem com o aumento da temperatura.
O artigo “Carbonate production by benthic communities on shallow coralgal reefs of Abrolhos Bank, Brazil” identificou que o segundo grupo mais abundante encontrado nas placas de colonização, principalmente no final do verão 2013/2014, coincidindo com anomalias térmicas intensas, se constitui de tufos de algas e bactérias, que crescem sobre as algas calcárias e corais e acabam por matá-los. Esses tufos passaram de 1 a 4 % da ocupação do espaço das placas em 2012/13 para 25%, após as intensas ondas de calor do verão 2013/14.
A pesquisa demonstrou também que o principal grupo construtor dos recifes de Abrolhos são as algas calcárias, e não os corais. Em Abrolhos, esses recifes crescem produzindo anualmente cerca de 580 gramas por m2 de carbonato de cálcio (o cimento do recife). “Trata-se de um valor intermediário quando comparado com áreas coralíneas com algum nível de degradação”, afirma Gilberto Amado Filho, pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e coordenador do estudo. Outros dois pesquisadores do JBRJ, Leonardo Tavares Salgado e Fernando Moraes, são coautores.
Segundo Rodrigo Moura, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coautor do estudo, “os recifes de Abrolhos já mostram sinais claros de degradação, mas vale lembrar que o controle da poluição e da sobrepesca pode atenuar o efeito das anomalias globais”. Os resultados do estudo proporcionam agora um referencial para acompanhar a resposta dos recifes de Abrolhos às mudanças climáticas, que tendem a se intensificar ao longo do Século XXI.
O projeto de monitorando da região pela Rede Abrolhos continua. Estão sendo feitas amostragens nos recifes, instalação de novas placas de colonização e de sensores de temperatura e avaliação da qualidade da água. A iniciativa é apoiada pelo MCTI/CNPq/ANA através do Projeto Monitoramento das Mudanças Climáticas no Banco dos Abrolhos e do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração-PELD/CNPq, contando também com recursos de contrapartida de Pesquisa e Desenvolvimento da ANP/Brasil.
Participam do projeto o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto Oceanográfico da USP, o Laboratório de Oceanografia Geológica da Universidade Federal do Rio Grande, o Departamento de Biologia Marinha da UFRJ, o Departamento de Engenharia e Meio Ambiente da Universidade Federal da Paraíba, o Instituto do Mar da UNIFESP e o Departamento de Oceanografia da UFES.
Imagens das placas de colonização instaladas nos recifes rasos de Abrolhos. A.Placas e sensores de temperatura logo após serem instalados no verão de 2013. B-D. Imagens das placas após um ano de colonização no verão de 2014, nos recifes de Pedra de Leste, Arquipélago dos Abrolhos e Parcel dos Abrolhos, respectivamente. (ecodebate)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Cemitérios e enterros sustentáveis

“Os mortos governam os vivos” - Augusto Comte
Capsula Mundi, projetada pelos designers italianos Anna Citelli e Raoul Bretzel
A humanidade já provocou grandes alterações nos ecossistemas do Planeta. Desmatou florestas para explorar as madeiras de lei, fazer carvão e ampliar as atividades da agricultura e da pecuária. Represou rios, drenou pântanos, alterou a paisagem natural. Revolveu a terra para extrair minérios, foi buscar petróleo no fundo do subsolo e emitiu gases de efeito estufa que alteram a química da atmosfera, provocando o aquecimento global e a acidificação dos solos e das águas. Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas e cresce agressivamente o número de megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes.
Em decorrência de tudo isto, cresce o número de cientistas que dizem que não dá mais para continuar neste ritmo insustentável. É preciso buscar todas as alternativas para evitar a crise ambiental que ameaça o bem-estar de todos os seres vivos do campo e da cidade. Sem dúvida, a humanidade precisa mudar o estilo de vida. Mas há também propostas para se mudar o estilo de morte, reconfigurando os enterros e os cemitérios, para um desenho mais amigável ao meio ambiente.
A antropologia histórica diz: “a cidade dos mortos antecede a cidade dos vivos”. Antes do surgimento do Homo Sapiens, há 200 mil anos, o gênero Homo já cultuava o espírito e a memória dos antepassados. Na Era Paleolítica, os mortos foram os primeiros a ter uma morada permanente, quer seja em uma caverna, uma cova assinalada por um monte de pedras ou um túmulo coletivo. A “cidade dos mortos” já estava presente, mesmo quando a humanidade era nômade.
As pirâmides do Egito – uma das sete maravilhas do mundo antigo – eram templos construídos para os mortos. Envolveu o trabalho de dezenas de milhares de trabalhadores e escravos, empobreceu a economia e custou a vida de muitos. Sarcófagos luxuosos foram edificados para eternizar as desigualdades sociais. Monumentos funerários foram construídos para satisfazer as aspirações religiosas da transfiguração da hierarquia da sociedade.
Dizem que “O túmulo é o limite das vaidades e pretensões humanas”. Mas muitos túmulos se tornam monumentos à arrogância, à concorrência, à exibição e à presunção das famílias. Diversos cemitérios se tornam atração turística por serem “museus a céu aberto”, onde estão expostas, nos túmulos, obras caras de famosos e variados escultores. Existem cemitérios dos ricos e dos pobres e, mesmo de forma desigual, ambos têm impacto ambiental.
Os cemitérios ocupam cada vez mais espaços e muito material, como aço, madeira e cimento, que são usados para enterrar um corpo e expandir os túmulos. O fluído de embalsamar e cuidar dos corpos (formaldeído) é tóxico. Mesmo o processo de cremação tem impactos, como a quantidade de energia necessária para transformar um corpo em cinzas. Feitas em madeira de lei, as urnas funerárias utilizadas atualmente provocam desmatamento e é um desperdício de recursos naturais em um recipiente a ser consumido embaixo da terra ou no fogo crematório.
Reportagem da revista SCIAM mostra que túmulos em ruínas, com rachaduras permitem infiltração em especial das águas de chuva, problemas provocados pela compactação do solo por raízes de árvores de maior porte, além de negligência de proprietários de jazigos em cemitérios também favorecem de maneira específica a contaminação do lençol freático com impactos ambientais capazes de afetar a saúde pública. O necrochorume, produzido no processo de decomposição orgânica é liberado de forma constante por cadáveres em decomposição e apresenta um grau variado de patogenicidade.
Para a sociedade sobreviver no terceiro milênio, de maneira biocêntrica, vai precisar alterar este ambiente fúnebre e ecologicamente incorreto. Assim como a humanidade superou a idade das cavernas, vai precisar superar a época dos caixões e das impactantes “cidades dos mortos”. Felizmente, já há uma opção mais ambientalmente responsável e que pode dar continuidade ao “ciclo da vida” na Terra.
A ideia inovadora está na proposta de Capsula Mundi, projetada pelos designers italianos Anna Citelli e Raoul Bretzel. Eles desenharam uma cápsula orgânica e biodegradável capaz de transformar os restos mortais em nutrientes para uma árvore. Sem utilizar madeira ou cimento, o corpo é colocado numa cápsula e enterrado. Depois, uma árvore ou semente é plantada acima da urna biodegradável para aproveitar a matéria orgânica gerada pela decomposição do organismo.
O tipo de árvore pode ser escolhido pela pessoa ainda em vida. A comunidade, os familiares ou amigos podem assumir a responsabilidade de cuidar da planta depois da partida da pessoa. Segundo os criadores, a ideia é transformar os atuais cemitérios – lugares bastante tristes e pouco frequentados – em florestas que podem captar o carbono e reverter a Pegada Ecológica que a pessoa deixou em vida. As árvores são uma forma de recuperação ecológica e uma maneira de manter a memória dos indivíduos que passaram para outra existência. Uma memória viva, segundo Anna Citelli e Raoul Bretzel.
A Capsula Mundi já é uma alternativa de enterro sustentável para os cidadãos. Mas seria uma grande alternativa ecológica para o mundo se fosse adotada nestes tempos de crise ambiental. Segundo a Divisão de População da ONU, morrem anualmente cerca de 60 milhões de pessoas no mundo. Entre 2095 e 2100 devem morrer cerca de 120 milhões de pessoas por ano. No século XXI são estimados 8,8 bilhões de mortes humanas no Planeta.
Augusto Comte dizia “Os mortos governam os vivos”. Agora podem comandar de uma maneira ecológica. Seria como ressuscitar em uma árvore que dê flores e frutos e gerasse sementes para outras árvores, com a transmigração do espírito ecológico e da herança biológica. E cada cemitério seria uma floresta.
A Terra seria um lugar muito melhor para se viver se, ao invés de demandar recursos da natureza para os funerais ao estilo da “cidade dos mortos”, todos adotassem um enterro sustentável, utilizando a Capsula Mundi. Cada pessoa morta poderia virar uma planta e fazer parte de uma imensa floresta de bilhões de árvores que poderiam, além de abrigar a biodiversidade e recuperar as nascentes e veios d’água, retirar gás carbônico da atmosfera e lançar oxigênio no ar. Sem dúvida, nesta nova perspectiva, o mundo poderia reduzir o aquecimento global, sendo, ao mesmo tempo, mais verde, menos funesto e mais vivo. (ecodebate)

Estradas elétricas na Suécia

Por que a Suécia está apostando em ‘estradas elétricas’.
País pretende, até 2030, fazer com que o setor de transporte não utilize mais combustíveis fósseis para diminuir a emissão de dióxido de carbono.
Meio ambiente agradece!
A Suécia está apostando em estrada elétrica e o meio ambiente agradece.
A Suécia tem uma missão e é, com certeza, um país que pensa no meio ambiente: conseguir fazer com que, até 2030, o setor de transporte não utilize mais combustíveis fósseis. No mercado já existem soluções para diminuir as emissões de automóveis privados, como os carros elétricos e híbridos.
Mas uma dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.
Por isso, o país está testando uma solução inovadora: autoestradas elétricas - as primeiras dos mundo. Nelas, os veículos pesados podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem da Europa.
O projeto, conhecido como eHighway, acaba de ser inaugurado em um trajeto de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo. Utiliza veículos híbridos que contam com um mecanismo instalado no topo da boleia do caminhão, chamado de “pantógrafo inteligente”, que é acionado automaticamente quando entra neste trecho da via, se conectando às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.
Diferentemente dos ônibus elétricos tipo trólebus, que circulam em algumas cidades brasileiras, os caminhões podem se desconectar da rede quando precisam trocar de pista - para ultrapassar outro veículo, por exemplo. Nesse caso, o caminhão volta a usar diesel.
A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h. Durante o tempo em que estes veículos estão se movendo com eletricidade, eles não emitem dióxido de carbono e tem uma eficiência de 80%. (yahoo)

sábado, 9 de julho de 2016

Estradas ecológicas

Caminhos do bem
Estradas que colocam o conceito da consciência ambiental em primeiro plano, desde o projeto até a manutenção.
Elas foram projetadas para não somente para oferecer segurança e conforto aos seus usuários, mas também para minimizar os impactos de sua construção ao meio ambiente de seu entorno. Hoje, as chamadas estradas ecológicas – conhecidas em países da Europa, como Alemanha e Espanha – já não são tão raras no Brasil. Há muitas delas no país, embora ainda estejam concentradas nas regiões Sul e Sudeste, a grande maioria privatizadas e sob a administração de concessionárias. Mas o que distingue uma rodovia ambientalmente sustentável das demais? Ao contrário do que se pensa, estrada ecológica não necessariamente é aquela que cruza parques e reservas naturais. Exemplos: a Transpantaneira, que cruza o território do Pantanal mato-grossense, e a Transamazônica, que rasga a maior floresta tropical do mundo, de ecológica não têm nada. A Transpantaneira apresenta alto índice de atropelamentos de animais silvestres que vivem no Pantanal. Já a Transamazônica, inaugurada no início da década de 1970 com seus 2.300 quilômetros, foi um dos mais absurdos erros ambientais da história do Brasil, porque liga o nada a lugar nenhum à custa do desmatamento impiedoso e do abandono das populações às suas margens.
Por conta de burradas ambientais como essas, desde 1986 é preciso obter autorização prévia do IBAMA antes de abrir qualquer rodovia em território brasileiro. Antes mesmo de sair do papel, o órgão fiscalizador do governo federal faz uma minuciosa análise dos impactos ambientais que a obra pode causar. Se os danos ao meio ambiente forem considerados pesados demais, o IBAMA impede a sua construção. Para ganhar o status de “estrada ecológica”, entretanto, é necessário ir muito além do cumprimento da lei. O caminho precisa estar de bem com a natureza em todos os sentidos: preservando a flora e a fauna da região, protegendo os mananciais, respeitando as comunidades que vivem ao longo dele e até utilizando matéria-prima reciclada na sua construção.
Rodovias como a BR-290, que interliga a Grande Porto Alegre ao litoral gaúcho, o sistema Anchieta-Imigrantes, que leva da capital paulista à Baixada Santista, ou a Rodovia do Sol, no Espírito Santo, que liga Vitória a Guarapari são bons exemplos de rodovias ecológicas e até conquistaram prêmios pelas ações de conservação do meio ambiente. Há ainda uma dezena de outras estradas brasileiras com iniciativas que vão desde a utilização de asfalto produzido com borracha proveniente da reciclagem de pneus velhos, até a preocupação com a construção de passagens seguras para os animais silvestres, os chamados faunodutos, por onde os bichos podem atravessar de um lado para o outro da pista sem o perigo de serem esmagados pelos veículos.
Quem já viajou pela Rodovia dos Imigrantes a caminho das praias do litoral paulista fica extasiado com a paisagem que vê às suas margens, já no trecho de serra. A estrada corta um dos mais preservados trechos de Mata Atlântica ainda em pé do Brasil, inclusive parte do Parque Estadual da Serra do Mar. Por isso, os 21 quilômetros da segunda pista da rodovia dos Imigrantes – que desce a serra em direção às praias – foi totalmente planejados para serem ambientalmente sustentáveis. “Quando assumimos a construção, em 1997, o projeto original foi alterado para privilegiar o meio ambiente. Optamos por túneis e viadutos com maior espaçamento entre os pilares de sustentação, para evitar ao máximo o corte de parte da floresta. Assim, diminuímos em 40 vezes o desmatamento em relação ao antigo projeto, que previa a derrubada de 1.600 hectares de mata nativa”, garante Artaet Martins, assessor de Meio Ambiente da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes.
Na época da construção da pista descendente da rodovia dos Imigrantes, áreas que já estavam degradadas foram aproveitadas para sediar o canteiro de obras. Durante a construção da pista foram instaladas cinco estações de tratamento de esgotos. “Toda a água usada pelos funcionários era tratada e devolvida aos rios que nascem no alto da serra e abastecem boa parte da Baixada Santista”. (abril)

No futuro podemos ter estradas de plástico

Nessa era da sustentabilidade, cada vez mais vemos projetos de reaproveitamento e reciclagem. E isso é importante para que inovamos na maneira de produzir e, consequentemente, na maneira como nos inserimos no meio ambiente.
Um dos pontos críticos tratando-se de poluentes é o mercado de autos, que contribui bastante para a degradação ambiental. Não apenas os carros: o asfalto utilizado na pavimentação das vias retém o calor durante o dia, e torna as noites 5ºC mais quentes, o que faz com que o consumo de energia e água seja maior.
Uma iniciativa está tentando mudar isso: a construtora holandesa VolkerWessels resolveu pensar em soluções para a questão do asfalto. E encontrou uma bastante interessante: substituí-lo por plástico.
Pois é, parece coisa de carrinho de brinquedo, mas é real. A construtora revelou planos de utilizar plástico que foi reciclado na construção de estradas sustentáveis e mais práticas do que as ultrapassadas estradas feitas de asfalto.
Além dos benefícios para o meio ambiente, a empresa indica que o plástico reutilizado será três vezes mais durável que o asfalto. Outro ponto positivo: ele irá sobreviver a grandes mudanças de temperatura, então, nada de superaquecer.
As estradas de plástico também são mais leves e reduzem o impacto no solo. A construção delas pode ser feita em semanas e elas podem ser ocas, o que facilita a passagem de cabos e canos.
Ela ainda é um projeto. Mas, na Holanda em Roterdã, o sistema já começou a ser implementado. Os primeiros testes já começaram a ser feitos e, se tudo der certo, em breve o número de estradas de plástico será maior.
E isso irá modificar o funcionamento de diversas indústrias ao redor. Por exemplo: a indústria de seguros deverá enxergar a mudança nas pistas, que oferecerão menos riscos, e deverá alterar a maneira de precificar o seguro de automóveis.
Já pensou transformar aquela garrafinha de água em estrada? (ambienteenergia)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Apartamento sustentável traz qualidade de vida e economia

Você já pensou nas vantagens que pode ter morando em um apartamento sustentável? Antes visto como diferencial de mercado, a sustentabilidade mostra cada vez mais sua utilidade e importância. Quem opta por uma construção sustentável pode esperar menos tempo pela entrega do apartamento e economizar na conta de água e energia elétrica em longo prazo. Para investidores, também há benefícios. Segundo o Green Building Council, (GBC), os imóveis sustentáveis valorizam-se em até 30% após a entrega.
Ciente de sua responsabilidade ambiental, a Rôgga Empreendimentos atende a diversos requisitos de sustentabilidade, desde a localização de cada construção até a reutilização dos materiais utilizados. Os empreendimentos têm ambientes com luminosidade e ventilação natural, captação da água da chuva, lâmpadas com sensores, elevadores inteligentes e facilidade de mobilidade.
Luminosidade e ventilação natural são essenciais para uma boa qualidade de vida. Edifícios sustentáveis evitam problemas como a poluição do ar interior e doenças respiratórias, por meio de sistemas de ventilação saudáveis e uso de materiais adequados e não-tóxicos. A Rôgga também trabalha com parceiros e fornecedores que seguem os mesmos padrões.
Pela construção sustentável de seus empreendimentos, a empresa foi a primeira incorporadora do Brasil a receber o selo Casa Azul CAIXA – Nível Ouro, da Caixa Econômica Federal. Esse é o primeiro sistema de classificação da sustentabilidade de projetos ofertado no Brasil, desenvolvido para a realidade da construção habitacional brasileira.
Conheça algumas ações durante as obras:
· Seleciona os resíduos de Classe A, tijolo, cimento, telha, bloco, entre outros, para utilização de aterro do terreno do próprio empreendimento
· Controla mensalmente a emissão de ruídos nas obras
· Resíduos perigosos, como gesso, tintas, solventes e óleos são armazenados e posteriormente destinados ao Aterro de Resíduos Industriais
· As coberturas dos empreendimentos possuem somente telhas sem amianto
· Obras são auditadas pelo departamento de qualidade mensalmente
· Devolve palets para os fornecedores
· Reutiliza equipamentos ativos como bandejas, primárias e secundárias, elevadores de obras e dutos de entulho, em outras obras
· Destina madeira e ferro para empresas licenciadas para reutilizar os materiais
· Sobras de materiais são reutilizadas em canteiros de futuras obras
· Projeto logístico que facilita a disposição dos materiais nos canteiros que auxiliam no transporte interno da obra (meuimovelideal)

Microplásticos no ar de casas e carros

Microplásticos no ar de casas e carros: estudo alerta que a exposição é 100 vezes maior que a estimada. Como a presença de microplásticos no...