domingo, 25 de janeiro de 2015

Mananciais da Grande SP sobem, mas Cantareira cai

Cinco mananciais da Grande SP sobem, mas Cantareira cai
Nível de cinco mananciais da Grande São Paulo sobe, mas do Cantareira cai.
Volume do maior sistema de armazenamento de água registrou queda e está com 5,3%; quantidade de chuva foi de apenas 0,6 milímetros nas últimas 24 horas.
O volume do maior sistema de armazenamento de água do Estado de São Paulo caiu, enquanto os demais apresentam aumento.
O nível de cinco dos seis principais reservatórios que abastecem a capital paulista e a Região Metropolitana de São Paulo registrou aumento no volume armazenado de água, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em 23/01/15. No entanto, o maior deles, o Sistema Cantareira caiu.
O Cantareira, principal manancial de São Paulo, sofreu a sua 12ª queda consecutiva nesta sexta-feira e opera com 5,3% de sua capacidade, 0,1% a menos do que no dia anterior, quando estava com 5,4%. A Sabesp já considera no cálculo duas cotas do volume morto, de 182,5 bilhões e de 105 bilhões de litros de água, acrescentadas em maio e outubro, respectivamente. 
O volume de chuva sobre o Cantareira foi de apenas 0,6 mm nas últimas 24 horas. Já a pluviometria acumulada do mês é de 64,9 mm, o que representa apenas 32,4% do volume esperado para o período, caso a média histórica de janeiro, de 8,7 mm por dia, estivesse se repetindo. Em 2015, o nível dos seus reservatórios só se manteve estável por quatro dias - nos demais, houve queda.
Crise da água afeta a região sudeste. Em São Paulo, o Sistema Alto Tietê é um dos mais prejudicados.
Outros mananciais
O segundo maior manancial paulista, o Sistema Alto Tietê, registrou nesta sexta-feira o segundo aumento consecutivo do volume armazenado de água e opera com 10,3%, ante 10,1% do dia anterior. 
Sobre a região dos seus reservatórios, a pluviometria do dia registrada foi de 13,2 milímetros. Já o volume acumulado, a pouco mais de uma semana para o fim do mês, é de apenas de 54,9 mm: cerca de 29,4% da média histórica de janeiro. 
Além do Alto Tietê, os Sistemas Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro subiram. O nível do Guarapiranga subiu 0,4% e está com 38,5% de sua capacidade, contra 38,1 do dia anterior. Na região do reservatório, choveu somente 4,4 mm.
Por sua vez, o Alto Cotia subiu 0,6% e passou de 27,9% para 28,5%. Já o Rio Grande subiu 0,4%, de 69,1% para 70,3%, enquanto o Rio Claro teve o maior aumento proporcional, de 5,7%. O sistema estava com 24,9% e agora está com 30,6%. (OESP)

Crise da água estimulará privatização no setor

Crise da água estimulará onda de privatização no setor
Para Plínio Fraga, captação, armazenagem, tratamento e distribuição da água não deveriam virar objeto de exploração comercial.
Crise hídrica deve estimular onda de privatização no setor
Nascente do rio São Francisco em Minas.
Do jeito que a maré segue, em breve a onda do processo de privatização dos serviços de água e abastecimento no Brasil ganhará força irresistível. O cenário está dado. Com a crise hídrica se alastrando e os governos sem recursos para investimentos, o próximo passo é recorrer às chamadas parcerias público-privadas para cuidar da água. É uma forma suave de explicar a transferência da operação do sistema do Estado para empresas privadas. Com a conta pesando mais no bolso do consumidor brasileiro.
Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco ter problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios, de acordo com o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros.
Estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez.
Os dados revelam que, neste ano, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água. Além de São Paulo, o problema deve se agravar no Rio de Janeiro, em Salvador, em Belo Horizonte, em Porto Alegre e no Distrito Federal. Devem conviver com a falta de água 71% da população urbana do país, ou 125 milhões de pessoas.
De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste são as que têm, relativamente, os maiores problemas nos sistemas produtores de água. Apesar de a Amazônia concentrar 81% do potencial hídrico do país, na região norte só 14% da população urbana é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, esse percentual é de 18%. A região concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas.
O documento da ANA calcula em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar que o desabastecimento se amplie cada vez mais. O dinheiro deverá financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais e para adequações no sistema de produção de água. Existe ainda a necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. É preciso também investir na redução da poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.
Crise gera oportunidade, diz o chavão do ideograma chinês. Os agentes do mercado já preparam a pressão no governo e no Congresso para deslanchar um programa que pode gerar bilhões. Está sendo assim nos Estados Unidos.
O Brasil detém de 12% a 15% das reservas de água doce no mundo e 67% dos mananciais dos países do Mercosul. É um mercado para o qual grandes corporações de todo o mundo estão salivando.
Dos 5.559 municípios brasileiros, cerca de 3.700 são atendidos por empresas estaduais e os demais recebem serviços através de departamentos, os conhecidos DAE (departamento de água e esgoto), ou por companhias municipais ou por autarquias. Já foram privatizados 40 serviços nos Brasil, fora algumas terceirizações. Calcula-se que os negócios com água e esgoto representem inicialmente cerca de US$ 15 bilhões de dólares. Ou seja 15 vezes as perdas da Petrobras com corrupção ou o suficiente para bancar 15 milhões de alunos no ensino fundamental.
A água é um bem de todos os brasileiros. Sua captação, armazenagem, tratamento e distribuição deveriam permanecer em mãos públicas. Não deveriam virar objeto prioritário de exploração comercial. É um daqueles casos em que o bem comum deve reger as ações, não a disputa pelo lucro. Muita água ainda vai rolar nessa discussão. (yahoo)

Transposição do Paraíba entra no PAC

União prevê colapso no fornecimento de água em SP no prazo de 4 meses
Projeto de transposição do Paraíba do Sul ao Cantareira entra no PAC
Obra para socorrer o Sistema Cantareira em SP é incluída no PAC
Transposição do Paraíba do Sul para abastecer parte da capital e da Grande São Paulo terá ajuda do governo.
No início de janeiro, tem chovido abaixo da média na área das represas que formam o Sistema Cantareira.
O governo federal prepara ações de apoio aos Estados para ajudar no enfrentamento da crise hídrica. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou em 23/01/15 que a União dará total apoio, com medidas técnicas e apoio financeiro às obras emergenciais. “Não teremos limites de esforços no apoio para assegurar abastecimento de água”, declarou, após reunião de seis ministros na Casa Civil da Presidência. 
Esse encontro analisou a situação, considerada “crítica”, dos reservatórios nos Estados de São Paulo, Minas e Rio. Izabella, destacada como porta-voz do encontro, declarou que o abastecimento de água no Sudeste é “sensível e preocupante”, em particular no Estado de São Paulo. “O que vem ocorrendo no Sudeste é totalmente atípico. (Os níveis dos reservatórios) estão abaixo do ano passado e muito aquém do que é registrado desde a década de 1930”, afirmou a ministra, que fez ainda um apelo à população para que poupe água e energia.
Como primeira ação, o governo decidiu incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma obra que promete aumentar a disponibilidade de água no Sistema Cantareira e beneficiar a região metropolitana de São Paulo. O projeto de transposição da bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira tem investimento estimado em R$ 830,5 milhões e será executado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp). O Estado apurou ainda que na reunião foi feito um relato informando que não há previsão de chuva nos reservatórios dos três Estados e se apresentou um diagnóstico dramático. 
De acordo com informações de participantes do encontro, se os níveis de chuva permanecer como estão em São Paulo, sem melhorar o volume dos reservatórios que abastecem a cidade, e se o consumo continuar no nível que está hoje, da ordem de 20 m³ por segundo, em três ou no máximo quatro meses haverá risco ao abastecimento de água no Estado. Para tentar evitar que a situação chegue a esse ponto e possa comprometer a situação de geração de energia, principalmente do Rio, cada ministério estudará propostas para serem apresentadas em uma próxima reunião no Planalto.
Com essas propostas aprovadas pela presidente, o governo federal vai chamar os governadores dos três Estados para que apresentem os planos de contingência de que dispõem e, juntos, possam construir uma ação para diminuir os prejuízos à população. A ministra evitou falar sobre qual seria o limite dos reservatórios e do risco de desabastecimento em São Paulo. Questionada se poderia haver racionamento, afirmou que só quem opera os sistemas e pode dar esse tipo de determinação e são os governos estaduais.
Aula suspensa
Conforme apurou a reportagem, o governo avaliou também os impactos da forte estiagem na irrigação, que poderá atrapalhar a produção agrícola e até a indústria, trazendo prejuízos ao País (mais informações na página E3). Até um planejamento de redução de fornecimento de água, em caso de agravamento da crise, foi tratado no encontro. Há uma decisão, no entanto, de que hospitais e residências serão preservados. Caso haja necessidade de escalonamento de consumo, uma das medidas poderia ser readequação de horários de aula e, em último caso, até sua suspensão. (OESP)

Abastecimento d'água entrará em colapso em até 4 meses

Abastecimento de água entra em colapso em até 4 meses
Diagnóstico preocupante foi publicado em estudo realizado pelo governo federal.
Ministérios pensam em saídas para a crise.
Abastecimento de água em SP pode entrar em colapso em até 4 meses.
Se os níveis de chuva permanecerem como estão em São Paulo, sem melhorarem o volume dos reservatórios que abastecem a cidade, e se o consumo continuar no nível que está hoje, da ordem de 20 m3 por segundo, em três ou no máximo quatro meses chegaremos ao colapso no abastecimento de água no Estado.
O "preocupante" diagnóstico, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, foi feito pelo governo federal na reunião realizada no Planalto em 23/01/15. Comandado pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o encontro com seis ministros avaliou a situação crítica dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Para tentar evitar que a situação chegue a este ponto e possa até mesmo comprometer a situação de geração de energia em algumas regiões, como é o caso principalmente do Rio, cada ministério estudará propostas para serem apresentadas em uma próxima reunião no Planalto.
Com estas propostas aprovadas pela presidente Dilma Rousseff, o governo federal vai chamar os governadores dos três Estados para que eles apresentem os planos de contingência de que dispõem e, juntos, possam construir uma proposta conjunta de trabalho para tentar diminuir os prejuízos à população.
Como medida preventiva, o governo federal anunciou a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma obra que promete aumentar a disponibilidade de água no Sistema Cantareira e beneficiar a região metropolitana de São Paulo, que sofre com a escassez de água.
O projeto de transposição da bacia do Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira tem investimento estimado em R$ 830,5 milhões e será executado pela Sabesp, que distribui água no Estado de São Paulo.
O empreendimento é um dos projetos que o governo de São Paulo apresentou à presidente Dilma no fim do ano passado para reforçar o abastecimento de água no Estado. A obra irá integrar as águas da bacia do Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira por meio de um canal entre as represas Atibainha, que abastece São Paulo, e o reservatório Jaguari, no Rio de Janeiro.
A expectativa, segundo o Ministério do Planejamento, é que a obra aumente a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,1 m3 por segundo. O empreendimento de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha na carteira do PAC foi aprovada pelo comitê gestor do programa.
Segundo apurou a reportagem, o governo avaliou também na reunião os impactos da forte estiagem na irrigação, que poderá atrapalhar a produção agrícola e até mesmo na indústria, trazendo prejuízos ao País em momento em que a economia já enfrenta sérios problemas.
Até mesmo um planejamento de redução de fornecimento de água, em caso de agravamento da crise, foi tratado no encontro. Há uma decisão de que hospitais e residências serão preservados. Caso haja necessidade de escalonamento de consumo, uma das medidas poderia ser readequação de horários de aula e até suspensão, em último caso.
Além de Mercadante, participaram da reunião a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia), Nelson Barbosa (Planejamento), Gilberto Occhi (Integração Nacional), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário). (yahoo)
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

38 cidades de SP podem sofrer restrições

Corte na captação de água já afeta 38 cidades em São Paulo.
ANA e DAEE determinaram redução de 20% nas captações toda vez que os rios do Sistema Cantareira entrarem em estado crítico.
A maioria dos 38 municípios paulistas que serão atingidos pelas restrições na captação impostas pelos órgãos gestores dos recursos hídricos já convive com cortes no abastecimento. Resolução conjunta da Agência Nacional de Águas e do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo, publicada no Diário Oficial da União em 22/01/15, determina redução de 20% nas captações toda vez que os níveis dos Rios Atibaia, Jaguari e Camanducaia, formadores do Sistema Cantareira, entrarem em estado crítico. A medida se estende aos afluentes diretos desses rios.
Em Vinhedo, uma das cidades da lista, a captação no Rio Capivari já é 50% menor que a autorizada, segundo o assessor técnico da empresa de saneamento básico, Jean Spaduzano. "Nossa outorga é de 600 m3 por hora, mas estamos conseguindo captar apenas 300 metros", disse. A cidade de 71,2 mil habitantes enfrenta o racionamento desde o final do ano passado. "Precisamos de muita chuva para amenizar essa situação dramática", disse Spaduzano. Valinhos, outra cidade sob racionamento, também já capta menos água do que a outorga.
A restrição vai agravar uma situação que, em geral, já é muito crítica. Medições realizadas às 11h30 de 22/01 mostraram que os rios abrangidos pela medida estavam em estado de alerta e com vazão decrescente. O Atibaia, que abastece um milhão de pessoas em Campinas, estava com vazão de 4,07 m3/s e se baixar de 4,0 m3/s a cidade terá de adotar o corte na captação. Nas últimas semanas, vários regiões da cidade ficaram sem água - a razão alegada foi manutenção na rede.
A Sanasa informou que a vazão do rio aumentou em 22/01/15, mas a captação está abaixo da outorga em razão da qualidade da água, que está comprometida. Estavam sendo captados 2,5 m3/s, enquanto a média é de 3,1 m3/s. Mesmo assim, segundo a concessionária, a quantidade menor tem sido suficiente para abastecer a população. Ainda de acordo com a empresa, os cortes pontuais no fornecimento não têm relação com a crise hídrica. A Sanasa informou que cumprirá a determinação dos gestores, mas não confirmou o racionamento.
As novas regras baixadas pela ANA e DAEE afetam 3,2 milhões de pessoas de cidades como Campinas, Jundiaí, Limeira, Americana, Sumaré e Paulínia, no Estado de São Paulo, além de seis municípios de Minas Gerais. Elas valem toda vez que o volume útil disponível por gravidade do Sistema Equivalente do Sistema Cantareira chegar a 5% do volume útil dos reservatórios. As vazões serão medidas em postos de medição instalados nos rios. Haverá corte quando a vazão passar do nível de alerta para o de restrição. O próprio Sistema Cantareira está isento de cortes.
Os serviços de água foram alertados para acompanhar diariamente as medições de vazão pelo site da Sala de Situação do PCJ. Em muitas cidades, foram elaborados planos para compensar o corte, como rodízios e campanhas contra desperdício. A redução de 20% será aplicada também nas captações para uso animal, como o abastecimento de granjas e confinamentos de bovinos. Já para uso industrial e irrigação de lavouras, a redução será de 30%. O corte na captação será fiscalizado por agentes do DAEE e da ANA.
Queda de produção
Produtores de frutas e hortaliças das regiões de Campinas, Jundiaí e Bragança Paulista, que respondem por 50% da produção que abastece a Grande São Paulo, preveem queda de pelo menos 20% na produção com o corte na irrigação determinado pelo governo.
Sindicatos e associações de produtores rurais afirmam que a queda na produção é inevitável e vai causar falta de frutas e legumes no mercado. "Não tem como produzir hortaliças sem água", disse a bióloga Ana Claudia Ferreira de Oliveira, que atende o Sindicato Rural de Campinas.
Segundo ela, fiscais do DAEE já percorrem a região lacrando poços e bombas de captação sem outorga, como é chamada a licença para retirar água dos rios. "O problema é que apenas 10% dos produtores rurais possuem outorga e o processo para obtenção é demorado." Muitos dos 300 produtores da base do sindicato já foram multados. Algumas multas chegam a R$ 4,8 mil. Sem água, os pequenos agricultores interrompem a produção. No Ceasa de Campinas, a entrada de produtos hortigranjeiros caiu 20% e os preços subiram.
Em Holambra, outra cidade atingida, sistemas de irrigação e poços artesianos já foram lacrados pelo DAEE, segundo o gerente da Associação dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais, Rogério Martins. A ação já resultou numa queda de produção e muitos produtores que fazem cultivo em estufa reduziram os cultivos. Martins, que também é produtor, disse que algumas plantas, como a tuia - espécie de pinheiro de Natal - deixaram de ser produzidas por falta de água.
Atingidos – 3,2 milhões de moradores de cidades como Campinas, Jundiaí, Limeira, Americana, Sumaré e Paulínia, no Estado de São Paulo, além de seis municípios de Minas, serão atingidos pela restrição.  (OESP)

País terá ‘problema grave’ de energia com reservatórios a 10%

País terá ‘problema grave’ de energia se reservatórios chegarem a 10%, diz ministro
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse em 22/01/15 que, se os reservatórios das hidrelétricas chegarem a níveis menores que 10% da capacidade máxima, o país poderá ter “problemas graves”, e o governo tomará as “medidas necessárias”, que podem incluir o racionamento de energia. Atualmente, os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste estão em 17,43% de sua capacidade máxima e os da região Norte estão em 17,18%.
“Mantido o nível que temos hoje nos reservatórios, temos energia para abastecer o Brasil. É óbvio que se tivermos mais falta de água, se passarmos do limite prudencial de 10% nos nossos reservatórios, estamos diante de um cenário que nunca foi previsto em nenhuma modelagem”, disse Braga. Segundo o ministro, esse é o limite estabelecido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) para o funcionamento das usinas hidrelétricas. “A partir daí, teríamos problemas graves, mas estamos longe disso”, ressaltou.
Segundo o ministro, o país enfrenta atualmente uma situação hidrológica pior do que a verificada em 2001, quando foi decretado um racionamento de energia no país. Ele informou que o governo está monitorando o consumo de energia, e que não há previsão de outro pico de demanda, porque a temperatura está amenizando, o que reduz gastos com equipamentos como ar-condicionado.
Para o ministro, o consumidor brasileiro tem capacidade de administrar o gasto de energia. “Esperamos que, de forma inteligente, o povo brasileiro, que sempre soube cuidar da sua economia, possa definir qual o consumo ele quer, porque tem um preço a pagar por esse consumo, e ele está sendo informado sobre isso”, disse.
Braga minimizou a importação de energia da Argentina nos últimos dois dias. Ele explicou que a importação não foi feita por falta de energia no Brasil, e que havia energia sobrando no Nordeste, mas que, por limitações de transmissões, não tinha como ser levada para as outras regiões do país naquele momento. “Temos um intercâmbio desde 2006, é normal nós usarmos energia deles e eles a nossa. Isso sequer é tratado como compra de energia, é uma compensação de energia”. Em 20/01 o Brasil importou um total de 165 megawatts (MW) médios da Argentina para contribuir no atendimento do Sistema Interligado Nacional. Em 21/01/15 foram importados 90 MW médios. (ecodebate)

Reservatório de Paraibuna que abastece RJ, atingiu o volume morto

Reservatório de Paraibuna que abastece o Rio de Janeiro, atingiu o volume morto, informa ONS
Leito seco da represa da Paraibuna.
Publicado em 22/01/15 pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Informativo Preliminar Diário da Operação indica que o nível do reservatório de Paraibuna, no Rio Paraíba do Sul, pertencente à Companhia Energética de São Paulo (Cesp), atingiu o chamado volume morto em 21/01 às 7h. Segundo a assessoria de imprensa do ONS, o reservatório não está produzindo o energia.
Estão chegando ao reservatório 9 m3 de água por segundo (m³/s), mas o sistema está permitindo a saída de 32m³/s. Segundo a assessoria, isso está sendo feito com vertimento, isto é, com descarga que não passa pelas turbinas, porque é preciso respeitar a vazão defluente mínima obrigatória do reservatório.
Segundo a assessoria, ele está usando o volume morto para manter a descarga mínima obrigatória. Em outras palavras, toda a defluência do reservatório está sendo feita com uso do volume morto.
Na avaliação do ONS, esse é um sinal de que os reservatórios estão se esvaziando. O de Santa Branca, pertencente à Light, por exemplo, apresenta nível de 0,65%, com entrada de 27m³/s de água e saída de 40m³/s; o de Funil (Furnas) tem nível de 4,15%, com 65m³/s de entrada e 137m³/s de saída; já no Reservatório de Jaguari (Cesp), o nível alcança 2%, com 5m³/s entrando e 11m³/s saindo.
O ONS destacou, entretanto, que para a geração de energia do Sistema Interligado Nacional, a Bacia do Paraíba do Sul representa menos de 1% da energia produzida. Segundo a assessoria, isso não é relevante em termos de energia.
O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro, reforçou que, para a geração elétrica, a Bacia do Paraíba do Sul “não é problemática”. “Ela vai ser problemática para o abastecimento de água”. Segundo ele, como não está chovendo, a tendência é que outras bacias comecem a ter o mesmo tipo de problema. “De maneira geral, a próxima medida agora é fazer procissão para São Pedro”, disse ele. (ecodebate)

Microplásticos no ar de casas e carros

Microplásticos no ar de casas e carros: estudo alerta que a exposição é 100 vezes maior que a estimada. Como a presença de microplásticos no...