quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cidades brasileiras com menos carros é utopia?

Cidades brasileiras com menos carros, mais transporte público e ciclovias. Uma utopia?
Cidades para pessoas, uma utopia no Brasil?
II Fórum Mobilize Brasil reúne especialistas para discutir os desafios de construir cidades com menos carros, mais transporte coletivo, passeios públicos e vias para bicicletas. Evento ocorre em 12 de abril, em São Paulo. Inscrições gratuitas.
Enquanto várias capitais do mundo restringem a circulação de carros e estimulam os hábitos saudáveis de caminhar, pedalar e usar o transporte público, no Brasil, as autoridades relutam em avançar em políticas mais sustentáveis de mobilidade urbana. Mas, como reduzir o uso do automóvel nas cidades brasileiras e estimular o investimento em mais transporte coletivo, passeios públicos e vias para bicicletas?
Para buscar respostas a esse dilema da mobilidade, o portal Mobilize (www.mobilize.org.br ) reunirá especialistas em transportes, pesquisadores do urbanismo, autoridades e jornalistas no II Fórum Mobilize Brasil, que acontece no dia 12 de abril, sexta-feira, às 19 horas, no Salão Nobre da FGV, em São Paulo.
Participam do encontro o secretário Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. Júlio Eduardo dos Santos, o urbanista Alexandre Delijaicov, professor da FAU/USP, e o promotor Mauricio Lopes, responsável pela Promotoria de Habitação e Urbanismo no Ministério Público do Estado de São Paulo. Na mediação dos debates estará o jornalista Marcos de Sousa, editor do Portal Mobilize.
O urbanista Alexandre Delijaicov é também um ciclista convicto e defensor da redução do espaço para automóveis nas cidades. Recentemente, Delijaicov coordenou um grupo de trabalho que concebeu O Hidroanel Metropolitano, um engenhoso sistema de transportes de cargas por vias hídricas, aproveitando os rios Tietê, Pinheiros, além das represas que circundam a Região Metropolitana de São Paulo.
O promotor Maurício Lopes participa do encontro para defender a urgência no melhoramento das calçadas, o mais básico sistema de mobilidade de qualquer cidade. Lopes acredita que a circulação dos pedestres somente será segura e confortável quando as prefeituras assumirem integralmente a gestão das calçadas.
O engenheiro Julio Eduardo dos Santos falará sobre as ações do Ministério das Cidades para estimular as formas não motorizadas de transporte, em especial a nova legislação federal, que obriga os municípios com mais de 20 mil habitantes a elaborarem Planos Diretores de Mobilidade Urbana.
Após uma rápida apresentação de cada um dos convidados, o debate será aberto à participação do público, com transmissão ao vivo pela internet.
As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas.
Serviço
II Fórum Mobilize Brasil – Cidades para pessoas, uma utopia no Brasil?
12 de abril, às 19 horas
Local: Salão Nobre da FGV – EAESP (Rua Itapeva, 432, 4º andar) – Estação Trianon-MASP
Inscrições gratuitas: mobilize@mobilize.org.br ou pelo diretamente no site www.mobilize.org.br
Transmissão on-line ao vivo pelo Portal Mobilize
Sobre o Mobilize Brasil
O Mobilize Brasil é um movimento em prol da mobilidade urbana sustentável, conceito que envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus “limpos”, com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellín (Colômbia), ou sistemas de bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona, Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais. www.mobilize.org.br (EcoDebate)

Menor nível desde 1994 de emissões gases nos EUA

Emissões de CO2 dos EUA, em 2012, atingem 5,3 bilhões de toneladas, o menor nível desde 1994
As emissões de dióxido de carbono decorrentes do consumo de energia nos EUA caíram mais uma vez em 2012, atingindo em 5,3 bilhões de toneladas, o menor nível desde 1994. Bastante expressiva, essa trajetória de queda resulta de fatores como o crescimento baixo da economia, o aumento dos preços dos combustíveis e a troca do carvão por gás natural na produção de eletricidade, em função dos custos menores. É uma notícia positiva, mas que precisa ser relativizada, segundo dizem analistas.
O primeiro ponto é que uma parcela expressiva da redução se deveu ao ritmo mais fraco de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) depois da crise que começou em 2007 e se agravou em 2008.
Já os ambientalistas observam que, na extração do gás de xisto por meio do processo de fratura hidráulica das rochas, há a questão do vazamento de metano, muito mais potente do que o CO2 em termos de efeito estufa. Além disso, há o risco de contaminação de fontes subterrâneas de água potável. Nos últimos anos, a revolução na exploração do gás de xisto nos EUA barateou tremendamente o gás natural.
O crescimento econômico mais fraco tem um peso decisivo para explicar a redução das emissões de CO2. Divulgado no mês passado, o relatório anual do Conselho de Consultores Econômicos do presidente Barack Obama estima que 52% da queda na liberação de dióxido de carbono ocorrida entre 2005 e 2012 se deveu à expansão abaixo do ritmo potencial da economia americana.
O processo de mudança para fontes de energia mais limpa, como gás natural e combustíveis renováveis, respondeu por 40%. Os 8% restantes decorreram de ganhos de eficiência energética. Os EUA são hoje o segundo maior emissor de CO2 do mundo, atrás da China. Mas o país foi por décadas o maior emissor.
Professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, James Hamilton destaca a redução do consumo de petróleo nos últimos anos. Para ele, o crescimento econômico baixo é de fato importante nesse processo, mas o aumento dos preços dos combustíveis também ajuda a explicá-lo.
Hamilton lembra que muitos economistas defendem a introdução de um imposto sobre emissões de carbono como modo mais eficiente para reduzi-las. Segundo ele, as estimativas mais elevadas apontam para algo como US$ 100 por tonelada de CO2, o que significa cerca de US$ 1 por galão de gasolina (o equivalente a 3,78 litros).
A questão é que os preços do combustível subiram muito nos últimos anos, mesmo sem o governo ter implementado a taxação. No fim de março de 2003, por exemplo, o galão de gasolina custava, no varejo americano, pouco menos de US$ 1,60. Hoje, está na casa de US$ 3,60, segundo números da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), um órgão do governo. Em 10 anos, houve uma alta na casa de US$ 2 por litro, observa Hamilton. É o dobro das estimativas mais salgadas para o imposto sobre emissões de carbono. Com a alta dos preços, diz ele, há o incentivo para que parte dos americanos compre carros menores, que consomem menos combustível, por exemplo.
O diretor do Carnegie Mellon Electricity Industry Center, Jay Apt, afirma que a fraca recuperação econômica interrompeu o crescimento histórico do consumo de energia elétrica nos EUA. “Houve um declínio do pico de 2006, e pode ser que apenas em 2015 ou depois o país volte a usar o mesmo volume de eletricidade.”
Hamilton ressalta também a importância do aumento da produção de gás natural nos EUA, o que tornou o produto uma opção mais barata para a geração de energia elétrica.
“Gerar eletricidade usando gás natural emite cerca de metade do dióxido de carbono do que com o carvão”, observa ele.
Desde o pico atingido em 2005, a emissão de CO2 do consumo de carvão caiu 23,7%. Para Hamilton, essa troca é vantajosa, ainda que haja preocupações sobre o impacto ambiental do processo de extração do gás de xisto. “Nós devemos monitorar com cuidado a questão das emissões de metano e da contaminação da água, mas acredito que é possível lidar com isso.”
Apt observa que as “emissões fugitivas” de metano de poços de gás natural e do transporte (tanto no gás convencional quanto no de xisto) ainda são uma área de pesquisa em andamento. “Mas nós podemos certamente dizer que há menos incentivos para controlá-las quando os preços do gás estão mais baixos do que há alguns anos.” (EcoDebate)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Aquecimento global e a turbulência em voos

Aquecimento global aumentará turbulência em voos transatlânticos, diz estudo
Área do Atlântico Norte afetada por turbulência poderá aumentar
Os voos transatlânticos devem ficar cada vez mais turbulentos se o aquecimento global levar às mudanças climáticas previstas por cientistas, afirma um novo estudo.
De acordo com a pesquisa [Intensification of winter transatlantic aviation turbulence in response to climate change] da Universidade de Reading, publicada na revista especializada Nature Climate Change, aviões já vêm enfrentando ventos mais fortes e poderão sofrer ainda mais com turbulências.
De acordo com, Paul Williams, um dos autores da pesquisa, além de causar mais desconforto aos passageiros, o aumento da turbulência também traz consequências financeiras.
”Certamente é plausível que se voos começarem a ser desviados com mais regularidade para evitar a turbulência, a quantidade de combustível que precisará ser queimada irá aumentar”, afirma.
O cientista acredita também que à medida que as companhias aéreas aumentarem seus gastos com combustíveis, isso acabará levando a um aumento de preços de passagens.
Paul Williams e o colega Manoj Joshi, da Universidade de East Anglia, centraram sua pesquisa em voos que percorrem o Atlântico Norte. Um total de 600 voos diários, em média, cruza o oceano entre as Américas e a Europa.
Os cientistas utilizaram um supercomputador para simular as prováveis mudanças nas correntes de ar acima de dez quilômetros de altitude, como as chamadas correntes de jato.
Williams e Joshi compararam dados do que era essencialmente um clima inalterado ”pré-industrial” com os de um clima com o dobro da quantidade de dióxido de carbono – comparável ao clima previsto para 2050, seguindo as tendências atuais de aquecimento global.
Elevações
O modelo traçado pelos dois especialistas sugere que a força média de turbulência transatlântica poderia sofrer uma elevação de 10% a 40% e que a região do espaço aéreo mais provável a conter essa turbulência teria o dobro de tamanho.
”A probabilidade de turbulência moderada a grande aumenta em 10,8%”. ‘Turbulência moderada a grande’ é uma definição específica da aviação. É a turbulência forte o suficiente para balançar a aeronave com uma aceleração de cinco metros por segundo quadrado. “Com isso, os sinais para colocar o cinto de segurança estariam acesos, seria difícil andar pelo avião, bebidas seriam derrubadas, você se sentiria pressionado contra o cinto de segurança”, afirma Williams.
A pesquisa se diz a primeira a estudar o futuro da turbulência aérea levando em conta as atuais projeções de aquecimento global.
Atualmente, os custos da turbulência aérea em termos de ferimentos, danos a aviões e inquéritos pós-acidentes chegam a US$ 150 milhões por ano (cerca de R$ 300 milhões).
É muito difícil detectar a turbulência do ar quando o tempo está estável por meio de sensores remotos.
Por isso, atualmente, os pilotos se baseiam em relatos feitos por outros pilotos de aviões que já fizeram a viagem através do Atlântico no início do dia, a fim de poder antecipar as condições de voo que encontrarão. (EcoDebate)

Aquecimento poderá multiplicar furacões

Aquecimento de 2º C poderá multiplicar furacões extremos por dez
Um aquecimento de 2 graus Celsius da Terra poderá multiplicar por dez a quantidade de furacões de grande intensidade, revelou o estudo [Projected Atlantic hurricane surge threat from rising temperatures] de um meteorologista dinamarquês publicado nos Estados Unidos.
“Se a temperatura aumentar um grau, a frequência de furacões extremos aumentará de três a quatro vezes; e se o clima do planeta ficar dois graus mais quentes, a quantidade destes fenômenos será 10 vezes maior”, afirmou Aslak Grinsted, do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que se baseia em um modelo de previsão que leva em conta a evolução das temperaturas no planeta.
“Isto significa que haverá um furacão da potência do Katrina a cada dois anos” e não a cada 20 anos como acontece agora, destacou o estudo, publicado no periódico Pnas.
Pesquisas anteriores já tinham constatado a relação entre a frequência das tempestades tropicais e os furacões com o aquecimento global.
O Katrina, um furacão de categoria 5 na escala Saffir-Simpson, a máxima, com ventos de 280 quilômetros por hora, devastou Nova Orleans em 2005, tornando-se o desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos e o quinto mais mortal.
“Nosso modelo diz que um aquecimento de apenas 0,4 grau corresponde a uma duplicação da frequência de furacões como o Katrina”, explicou o cientista.
Ele destacou, ainda, que o nível dos oceanos vai aumentar com o aquecimento que implica no degelo acelerado das geleiras polares, sobretudo na Antártica. Esta elevação das águas também vai amplificar a potência dos furacões tornando-os potencialmente mais destrutivos.
Os ciclones tropicais obtêm energia do calor da superfície do oceano combinada com a evaporação da água. (EcoDebate)

sábado, 13 de abril de 2013

Temporada de furacões do atlântico em 2013

Temporada de furacões do atlântico em 2013 deve ser 75% mais ativa que o normal
Furacão Katrina, em 28/08/2005
A temporada de furacões no Atlântico – que começa em junho e dura até novembro – será 75% mais ativa do que o normal, devido, em parte, ao inverno ameno que não resfriou as águas do oceano, aumentando a probabilidade de furacões de categoria elevada chegarem a países do Caribe e aos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira a Universidade do Estadual do Colorado.
“Prevemos que a temporada de furacões de 2013 na bacia atlântica terá uma maior atividade em comparação com a média do período entre 1981-2010″, resumiram hoje em uma apresentação pela internet os especialistas Philip Klotzbach e William Gray, responsáveis pela pesquisa sobre a temporada de furacões realizada há 30 anos pela universidade.
Segundo eles, uma temporada padrão tem 12 tempestades com nome próprio (tempestades tropicais), das quais 6,5 chegam a se tornar furacões e duas alcançam categorias superiores (de 3 a 5 na escala de Saffir-Simpson, com ventos a partir de 178 km/h).
Os cálculos para este ano, no entanto, preveem 18 tempestades com nome, das quais nove chegarão a furacão e quatro alcançarão categorias superiores.
Caso a previsão esteja correta, esta temporada será mais ativa que a última, que apesar de ter tido 19 tempestades tropicais e 10 furacões, apresentou apenas dois de categorias superiores, “Michael” e o devastador “Sandy”, que causou a morte de pelo menos 147 pessoas.
Outra forma de medir a intensidade das temporadas de furacões é contabilizar o número de dias. A média dos últimos 30 anos na bacia atlântica é de que durante 60 dias haja alguma tempestade tropical ativa – 21,3 dias de furacões e 3,9 dias de furacões superiores.
Em 2013, deve haver 95 dias (mais de três meses) de tempestades tropicais ativas – 40 dias de furacões e 9 dias de furacões de maior intensidade.
Para os especialistas, o aumento da atividade durante a temporada de furacões se deve ao fato de que este tipo de frente atmosférica “se alimenta” de águas quentes.
“As águas do Atlântico tropical estão se aquecendo de forma anormal nos últimos meses, e parece que as possibilidades de ocorrência de um fenômeno como o ‘El Niño’ entre junho e novembro são muito pequenas”, explicou Klotzbach ao apresentar o relatório.
“Antecipamos uma probabilidade superior à média de que furacões de alta intensidade toquem terra ao longo da costa dos Estados Unidos e do Caribe”, acrescentou.
Os especialistas também observaram que, desde 1900, antes de apenas cinco temporadas foram registradas condições atmosféricas semelhantes às deste ano (1915, 1952, 1966, 1996 e 2004). No total, quatro foram realmente mais ativas do que o habitual.
Quanto às possibilidades de que toque terra nessa temporada um furacão de categoria maior – o que é a grande preocupação -, os especialistas afirmam que no Caribe as chances são de 61%, contra a média de 42%.
Já a mesma probabilidade para os Estados Unidos chega a 72% (contra a média de 52%). No litoral leste, as chances são de 48% (31% de média), e no Golfo do México, de 47% (30%). (EcoDebate)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Hidrate-se

Durante a atividade física, perdemos sódio e potássio, fazendo com que a água não seja a única bebida que ajuda a repor com rapidez a quantidade de líquido necessária. O ingrediente essencial que deve estar presente em uma bebida de reidratação é o sódio. Uma dica é consumir bebidas esportivas, como as isotônicas, que são reparadas com os ingredientes ideais para recuperar seu organismo em poucos minutos.
As nutricionistas também aconselham a consumir os líquidos frios ou gelados, assim a absorção da água acontece mais rapidamente. Também é preciso descartar os refrigerantes, as bebidas que contem cafeína ou álcool ( por causa do efeito diurético) e os sucos de frutas ácidas (laranja, limão, etc.). Uma boa dica é tomar água fresca, em pequenos goles, antes e durante os treinos.
Consuma entre 250 ml a 600 ml de água duas horas antes do início da atividade.
Durante os exercícios, a regra é simples: ter sempre uma garrafinha de água ou bebida isotônica à mão. No entanto, nada de exagerar, já que ingerir líquidos em excesso também pode fazer mal. O ideal é beber entre 500 ml e 700 ml, dependendo da duração e da intensidade da atividade.
Após o exercício, o correto é beber 1 litro de água para cada 1 kg de peso perdido com o exercício. Se eles excederem uma hora, é importante ingerir bebidas isotônicas para a recuperação da perda de minerais. (pontodeencontro)

Água Fonte de vida

A vida na Terra depende totalmente da água e o homem necessita no mínimo de 50L diários. Mas existem desigualdades nos padrões de seu consumo. Um cidadão americano consome em média 250 a 300L de água diários e em outros países ele sobrevive com menos de 9L diários.
Mais de milhões de pessoas carecem do acesso a água potável e 2.400 milhões carecem de saneamento adequado. Há 31 países que padecem da carência de água, e outros 17 irão ser adicionados a esta lista até 2025. Esta situação levará a água a um papel muito importante neste século, como o petróleo foi no século passado, tornando seus mercados tão valiosos e politizados, como aquele dos combustíveis fósseis.
A demanda mundial da água vem duplicando a cada vinte anos, em ritmo duas vezes maior do que a taxa de crescimento populacional mundial.
A água para o consumo humano não está disponível devido sua escassez e por estar contaminada e/ou poluída, em consequência das inúmeras atividades humanas. As mudanças climáticas e desertificação também vêm afetando a disponibilidade de água. O seu acesso é um direito humano e nada e ninguém deve se apropriar deste direito. As empresas transnacionais vêm tendo lucros imensos e acessos cada vez maiores à privatização, ao condicionarem seus auxílios aos países pobres e em desenvolvimento.
Muitos travam batalhas contra esta privatização propondo novos modelos de propriedades e gestão baseados em sistemas comunitários, adequados às necessidades das populações mais pobres. Outros se concentram quanto a diminuição do consumo, na reutilização da água e na restauração dos rios.
Nos países de primeiro mundo, o oferecimento de água potável é público, contudo, para países pobres, existem Instituições Internacionais incentivadoras da privatização dos serviços de água potável, porque alegam que seus setores públicos são supostamente incompetentes.
Mesmo com a diferença dos enfoques econômicos convencionais, questiona-se os padrões do uso da água. Tem sentido regar os jardins ou lavar os automóveis com água potável, enquanto a escassez da água é cada vez maior? Medidas imediatas devem ser efetivadas: resolver os desequilíbrios entre a oferta e a demanda; propor formas inovadoras para satisfazer as necessidades humanas da água; conservar a qualidade e quantidade da água; inverter as práticas convencionais de planejamento, projetando metas específicas viáveis e convenientes, com tecnologias limpas e maior democracia nas decisões relativas ao uso da água.
Convocamos o caro leitor para participar de uma gestão comunitária da água, enquanto que os verdadeiros responsáveis continuam com seus “preciosos” discursos, atividades morosas devido ao escasso recurso financeiro (?), buscando somente destaques pessoais, além dos ciúmes de competências. Não é difícil, mude seus hábitos, não se esconda no princípio de que outros não fazem, porque eu deverei fazer. COLABORE. (unesp)

El Niño leva aquecimento dos oceanos a território desconhecido

El Niño excepcionalmente forte impulsiona aquecimento global dos oceanos e leva temperatura média da superfície do mar ao maior valor já reg...